Avaliação da atividade antimicrobiana de nanopartículas sintetizadas biologicamente
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Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Araraquara - FCF - Farmácia
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
As infecções bacterianas são importantes causas de morbimortalidade, incluindo as
causadas por bactérias multirresistentes aos antimicrobianos. A busca por
alternativas terapêuticas eficazes e sustentáveis é essencial diante desse cenário.
Nesse contexto, a nanotecnologia tem se destacado como uma ferramenta
promissora, especialmente com o uso de nanopartículas metálicas com
propriedades antimicrobianas. O óxido de zinco (ZnO) é um composto amplamente
estudado devido à sua baixa toxicidade, alta eficiência antibacteriana e estabilidade
físico-química. A síntese verde dessas nanopartículas, utilizando extratos vegetais,
representa uma abordagem ecologicamente segura e economicamente viável,
eliminando o uso de reagentes tóxicos e reduzindo o impacto ambiental. Este
trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana de nanopartículas de
óxido de zinco (NP ZnO) obtidas por síntese verde a partir de diferentes extratos
vegetais — borra de café, urucum, grama e folha de cana-de-açúcar — frente às
bactérias Escherichia coli ATCC 25922, Staphylococcus aureus ATCC 25923,
Enterococcus faecalis ATCC 29212 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853. As
nanopartículas foram cedidas pelo Instituto de Física de São Carlos (USP) e
testadas por meio da técnica de microdiluição em caldo, com determinação da
concentração inibitória mínima (CIM) utilizando o corante resazurina para análise da
viabilidade celular. Os resultados demonstraram que as NP ZnO apresentaram
atividade antimicrobiana significativa, com valores de CIM variando de 0,312 a 2,5
mg/mL, dependendo do extrato vegetal e do microrganismo testado. Não foi
observada diferença expressiva entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas
quanto à suscetibilidade às nanopartículas. Entre as amostras avaliadas, as
nanopartículas obtidas com extrato de borra de café apresentaram os melhores
resultados. Conclui-se que as nanopartículas de óxido de zinco sintetizadas a partir
de extratos vegetais possuem potencial promissor como agentes antimicrobianos
alternativos, podendo contribuir para a redução do uso de antibióticos convencionais
e para o combate à resistência bacteriana. Além disso, a metodologia de síntese
verde se destaca por ser sustentável, de baixo custo e com reduzido impacto
ambiental.
Resumo (inglês)
Bacterial infections are important causes of morbidity and mortality, including those
caused by multidrug-resistant bacteria. The search for effective and sustainable
therapeutic alternatives is essential in this scenario. In this context, nanotechnology
has stood out as a promising tool, especially with the use of metallic nanoparticles
with antimicrobial properties. Zinc oxide (ZnO) is a widely studied compound due to
its low toxicity, high antibacterial efficiency, and physicochemical stability. The green
synthesis of these nanoparticles, using plant extracts, represents an ecologically safe
and economically viable approach, eliminating the use of toxic reagents and reducing
environmental impact. This work aimed to evaluate the antimicrobial activity of zinc
oxide nanoparticles (ZnO NPs) obtained by green synthesis from different plant
extracts—coffee grounds, annatto, grass, and sugarcane leaf—against the bacteria
Escherichia coli ATCC 25922, Staphylococcus aureus ATCC 25923, Enterococcus
faecalis ATCC 29212, and Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853. The
nanoparticles were provided by the Institute of Physics of São Carlos (USP) and
tested using the broth microdilution technique, with determination of the minimum
inhibitory concentration (MIC) using the resazurin dye for cell viability analysis. The
results demonstrated that the ZnO NPs showed significant antimicrobial activity, with
MIC values ranging from 0.312 to 2.5 mg/mL, depending on the plant extract and the
microorganism tested. No expressive difference was observed between
Gram-positive and Gram-negative bacteria regarding susceptibility to the
nanoparticles. Among the evaluated samples, the nanoparticles obtained with coffee
grounds extract showed the best results. It is concluded that zinc oxide nanoparticles
synthesized from plant extracts have promising potential as alternative antimicrobial
agents, which can contribute to the reduction of conventional antibiotic use and the
fight against bacterial resistance. Furthermore, the green synthesis methodology
stands out for being sustainable, low-cost, and having a reduced environmental
impact.
Descrição
Idioma
Português



