O poder de nomear e sua influência nos processos de classificação no domínio das dissidências sexuais e de gênero
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Data
Autores
Supervisor
Grácio, Maria Cláudia Cabrini 

Coorientador
Martínez-Ávila, Daniel 

Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Ao imergir no campo da produção científica brasileira sobre gênero e sexualidade, vislumbra-se um domínio constituído sobre marcas histórico-culturais, estruturais e estruturantes que impactam diretamente a visibilidade, o reconhecimento e a legitimação desses saberes. No âmbito da Ciência da Informação (CI), tais temáticas tensionam os Sistemas de Organização do Conhecimento, que, embora concebidos sob o ideal de neutralidade técnica, são tencionados a reproduzem lógicas classificatórias excludentes e normativas, pois carregam em sua constituição inscrições temporais, geográficas e sociopolíticas. Diante disso, objetivou-se analisar como os modelos utilizados para representação social dos sujeitos circunscritos pelos marcadores sociais da diferença sob a égide das dissidências sexuais e de gênero foram construídos e disseminados no decorrer do processo histórico no Brasil, permitindo assim, vislumbrar como as vivencias das homossexualidades, das identidades de gênero e sexuais, além das orientações do desejo desviantes da norma hegemônica foram e tem sido representadas. Para tanto, a pesquisa qualitativa de cunho documental, apoiado em pesquisa bibliográfica, far-se-á uso da Análise de Domínio (AD) como metodologia, alicerçada em dois recursos de metodológicos que atuaram de forma colaborativa para alcançar os objetivos desta proposta de estudo, a saber: Cartografia (Cartografia de documentos e Cartografia de sentimentos). Assim, do ponto de vista da Ciência da Informação, os esquemas classificatórios são mais do que instrumentos técnicos: são expressões concretas de regimes de verdade. Quando se nomeia ou silencia uma identidade nos sistemas de organização do conhecimento — como ocorre com sujeitos trans, intersexo ou não-binários — está-se operando uma política do reconhecimento que reforça ou corrige desvios do "normativo". Como destaca Olson (2002), os sistemas de classificação bibliográfica não são neutros, pois carregam em si valores sociais que perpetuam assimetrias de gênero e sexualidade, ao mesmo tempo em que tornam invisíveis as múltiplas realidades que existem à margem.
Descrição
Palavras-chave
Nomeação, Classificação, Representação, Organização do conhecimento, Dissidências sexuais e de gênero, Identidade de gênero
Idioma
Português
Citação
NASCIMENTO, Francisco Arrais. O poder de nomear e sua influência nos processos de classificação no domínio das dissidências sexuais e de gênero. 2025. Relatório (Pós-doutorado em Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.

