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Investigação da fluência e indicadores de gravidade da gagueira em pré-escolares

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Orientador

Oliveira, Cristiane Moço Canhetti de

Coorientador

Pós-graduação

Ciências da Saúde e Comunicação Humana - FFC

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Introdução: Investigações sobre a gagueira na primeira infância tem ganhado destaque na área da comunicação humana, tanto pelo impacto do transtorno no desenvolvimento infantil quanto pela necessidade de identificar em tempo oportuno os fatores que influenciam sua evolução. Objetivo: Caracterizar e comparar a fluência da fala de pré-escolares com gagueira e analisar os indicadores relacionados à gravidade do transtorno. Método: Participaram 100 pré-escolares com gagueira de ambos os sexos, com idades entre 3 e 5 anos, divididas em três grupos: com 3 anos a 3 anos e 11 meses; com 4 anos a 4 anos e 11 meses, e com 5 anos a 5 anos e 11 meses. Os procedimentos incluíram a avaliação da fluência realizada a partir do registro audiovisual da fala espontânea, seguida do protocolo transcrição da fala contemplando a análise qualitativa e quantitativa das rupturas. Por fim, aplicou-se o Instrumento de Gravidade da Gagueira (IGG), com o propósito de estimar o nível de gravidade do transtorno, integrando informações do escore de frequência, duração e dos concomitantes físicos. Os dados foram analisados por meio de vários testes estatísticos, como o teste do Qui-quadrado, Anova one-way, com teste Post-hoc de Games-Howell, Teste de Correlação de Welch, teste Anova two-way, com teste Post-hoc de Bonferroni, e análises de regressão linear múltipla e de regressão logística. Resultados: Na amostra, houve predomínio de participantes do sexo masculino (67%), maior prevalência de crianças de cinco anos (51%) e predominância de concomitantes físicos (78%), sendo a maioria dos casos classificados como gagueira moderada (56%). Não houve diferença na velocidade de fala, e na análise quantitativa e qualitativa das disfluências entre as crianças das 3 faixas etárias, porém as crianças mais velhas manifestaram maior quantidade de palavras não terminadas, e também maior prevalência de concomitantes físicos. A comparação da frequência das disfluências típicas da gagueira da amostra total em relação à gravidade mostrou que apenas duas tipologias, repetição de som e pausas, não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os graus leve, moderado, grave e muito grave do transtorno. A gravidade da gagueira mostrou efeitos significativos nas disfluências de duração, prolongamentos, bloqueios e pausas. Conclusão: A fluência da fala de crianças com gagueira de 3, 4 e 5 anos é semelhante quanto à frequência e tipologia das disfluências e velocidade de fala, com exceção apenas para as palavras não terminadas, pois as crianças de 5 anos apresentaram frequência significante maior. Observou-se um padrão mais recorrente na amostra total, com predominância de meninos de 5 anos de idade, com gagueira moderada e presença de concomitantes físicos. Os escores de frequência, duração e escore total do Instrumento de Gravidade da Gagueira foram semelhantes entre as três faixas etárias analisadas; entretanto, observou-se aumento dos concomitantes físicos à medida que a faixa etária avançou. Os achados mostraram que os indicadores clínicos mais robustos da gravidade da gagueira foram os prolongamentos, os bloqueios e as pausas.

Resumo (inglês)

Introduction: Research on stuttering in early childhood has gained increasing attention in the field of human communication, both due to the impact of the disorder on child development and the need to identify, at an appropriate time, the factors that influence its progression. Objective: To characterize and compare the speech fluency of preschool children who stutter and to analyze the indicators related to the severity of the disorder. Method: A total of 100 preschool children who stutter, of both sexes, aged between 3 and 5 years, participated in the study. They were divided into three groups: 3 years to 3 years and 11 months; 4 years to 4 years and 11 months; and 5 years to 5 years and 11 months. Procedures included fluency assessment based on audiovisual recordings of spontaneous speech, followed by speech transcription using a protocol that encompassed qualitative and quantitative analyses of disruptions. The Stuttering Severity Instrument (SSI) was then applied to estimate the severity level of the disorder, integrating frequency, duration, and physical concomitant scores. Data were analyzed using several statistical tests, including the Chi-square test, one-way ANOVA with Games-Howell post hoc test, Welch correlation test, two-way ANOVA with Bonferroni post hoc test, and multiple linear and logistic regression analyses. Results: The sample showed a predominance of male participants (67%), a higher prevalence of five-year-old children (51%), and a predominance of physical concomitants (78%), with most cases classified as moderate stuttering (56%). No differences were observed in speech rate or in the quantitative and qualitative analyses of disfluencies among the three age groups. However, older children exhibited a higher frequency of unfinished words and a greater prevalence of physical concomitants. When comparing the frequency of stuttering-like disfluencies across severity levels, only two typologies—sound repetitions and pauses—did not show statistically significant differences among mild, moderate, severe, and very severe groups. Stuttering severity showed significant effects on duration-related disfluencies, prolongations, blocks, and pauses. Conclusion: Speech fluency in children aged 3, 4, and 5 years who stutter is similar in terms of disfluency frequency, typology, and speech rate, with the exception of unfinished words, which were significantly more frequent in five-year-old children. A recurrent pattern was observed in the overall sample, characterized by a predominance of five-year-old boys with moderate stuttering and the presence of physical concomitants. The frequency, duration, and total scores of the Stuttering Severity Instrument were similar across age groups; however, physical concomitants increased with advancing age. The findings indicate that the most robust clinical indicators of stuttering severity were prolongations, blocks, and pauses.

Descrição

Palavras-chave

Gagueira em crianças, Distúrbios da fala nas crianças, Pré-escolares, Crianças - linguagem, Fala

Idioma

Português

Citação

ANJOS, Heloisa de Oliveira dos. Investigação da fluência e indicadores de gravidade da gagueira em pré-escolares. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde e Comunicação Humana) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.

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Faculdade de Filosofia e Ciências
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