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Raça e desigualdades sociorregionais no Brasil: um estudo do cooperativismo agrícola do MST e Racismo Estrutural em Minas Gerais

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Orientador

Welch, Clifford Andrew

Coorientador

Pós-graduação

Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe - IPPRI

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Inscrita no âmbito da geografia, a presente dissertação utiliza os procedimentos metodológicos de aplicação de entrevistas semiestruturadas em campo e observação participante; e para o desenvolvimento desse estudo, fazemos uso das categorias da geografia crítica. Este trabalho objetiva analisar como o racismo estrutural incide no cooperativismo agrícola em algumas regiões do Brasil com foco em Minas Gerais. As desigualdades do campo brasileiro, devem ter a questão racial como pano de fundo, pois esta é indissociável do debate da questão agrária em nosso país. A chave de análise do racismo estrutural instrumentaliza os estudos para o entendimento das desigualdades sociorregionais, que dividem o Brasil-Rural em distintas realidades socioeconômicas. Assim, o presente estudo identifica como o racismo estrutural é indispensável para compreensão das desigualdades sociorregionais e deve ser considerada como um dos fatores que explica a existência de menos cooperativas agrícolas em determinadas regiões do Brasil. A conflitualidade e intensionalidade contribuem na explicação do processo de segregação racial e dos seus impactos sobre os territórios gerando desigualdades sociorregionais. Por isto, são distintos os desenvolvimentos rurais onde predominam a presença de camponeses brancos comparados a territórios com maior presença de camponeses negros. De toda forma, as análises implicaram em reflexões relevantes sobre políticas públicas aos movimentos socioterritoriais do campo, sobretudo à organização do Sistema Cooperativista dos Assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, e demonstraram que o racismo estrutural influencia diretamente nas distintas condições socioeconômicas entre as mesorregiões do Jequitinhonha e Sul de Minas Gerais.

Resumo (inglês)

Prescribed to the scope of geography, the present dissertation utilizes the methodological procedure of semi-structured interviews applied in the field and participant observation; and for the development of this research, we utilize the categories of critical geography. The present work aims to analyze how structural racism affects agricultural cooperativism in some regions of Brazil, focusing on the state of Minas Gerais. The inequalities in the Brazilian countryside must have the racial issue as a background, for that is inseparable from the agrarian question in our country. The analytical framework of structural racism provides tools for understanding the socio-regional inequalities that divide the countryside of Brazil in distinct socioeconomic realities. Thus, the present study identifies how structural racism is indispensable for the understanding of socio-regional inequalities and must be regarded as one of the explaining factors for the existence of fewer agricultural cooperatives in certain regions of Brazil. The conflicts and intentionality contribute to explain the process of racial segregation and its impacts on the territories, creating socio-regional inequalities. Thus, there are distinct levels of rural development where white peasants predomin ate as compared to territories with a greater black peasants’ presence. In any case, the analyses implicated in relevant reflections regarding public policies for the socio-territorial rural movements, especially for the organization of the Cooperative System of Agrarian Reform Settlers of the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (Landless Workers Movement – MST), and demonstrated that structural racism influences directly on the distinct socioeconomic conditions between the mesoregions of Jequitinh onha and South of Minas Gerais.

Resumo (espanhol)

Inscrita en el ámbito de la geografía, la presente disertación utiliza los procedimientos metodológicos de aplicación de entrevistas semi-estructuradas a campo y observación participante; e para el desarrollo de ese estudio utilizamos las categorías de la geografía crítica. Este trabajo objetiva analizar como el racismo estructural incide en el cooperativismo agrícola en algunas regiones de Brasil, con foco en Minas Gerais. Las desigualdades sociales del campo brasileño, deben considerar la cuestión racial como trasfondo, pues ella es inseparable del debate de la cuestión agraria en nuestro país. La clave de análisis del racismo estructural instrumentaliza los estudios para la comprensión de las desigualdades socioregionales, que dividen al Brasil-Rural en distintas realidades socioeconómicas. Asi, este estudio identifica como el racismo estructural es indispensable para la comprensión de las desigualdades sociorregionales y debe ser considerada como uno de los factores que explica la existencia de menos cooperativas agrícolas en determinadas regiones de Brasil. La conflictividad e intencionalidad contribuyen en la explicación del proceso de segregación racial y sus impactos sobre los territorios, engendrando desigualdades sociorregionales. Por ello, son distintos los desarrollos rurales donde predomina la presencia de campesinos blancos comparados a los territorios con mayor presencia de campesinos negros. De toda forma, los análisis implican en reflexiones relevantes sobre políticas publicas a los movimientos socioterritoriales del campo, sobretodo a la organización del Sistema Cooperativista de los Asentados del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra, y demuestran que el racismo estructural influencia directamente en las condiciones socoeconomicas entre las mesorregiones de Jequitinhonha y Sur de Minas Gerais.

Descrição

Palavras-chave

Cooperativismo, Desigualdades sociorregionais, Racismo estrutural, Cooperativism, Socioregional inequalities, Structural racism, Cooperativismo, Desigualdades sociorregionales, Racismo estructural

Idioma

Português

Citação

DIOGO, Bruno Rodrigo Silva. Raça e desigualdades sociorregionais no Brasil: um estudo do cooperativismo agrícola do MST e Racismo Estrutural em Minas Gerais. Orientador: Clifford Andrew Welch. 2025. 84 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais, Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe, São Paulo, 2025.

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