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Valoração de áreas verdes urbanas: uma análise da percepção pública sobre os benefícios para a saúde humana e a disposição a pagar da população em uma economia emergente

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Orientador

Bressane, Adriano

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

São José dos Campos - ICT - Engenharia Ambiental

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

As áreas verdes urbanas são essenciais para o desenvolvimento sustentável e saúde pública, no entanto, em decorrência do crescimento urbano desordenado, a preservação dessas áreas é ameaçada, resultando na perda de biodiversidade e impactando diretamente na qualidade de vida. No Brasil, identifica-se uma escassez de pesquisas que investiguem a percepção da população a respeito da importância das áreas verdes no meio urbano, como alternativa, o presente estudo propõe e avalia a disposição a pagar pela implantação e manutenção de áreas verdes urbanas em São Paulo, Brasil, e o reconhecimento de seus benefícios à saúde. Para coleta dos dados foi aplicado um formulário de pesquisa, envolvendo a percepção dos benefícios das áreas verdes urbanas, incluindo: saúde física, mental e social. Assim, foi utilizada uma escala Likert de cinco pontos, considerando: 1 = discordo totalmente, 2 = discordo, 3 = indeciso, 4 = concordo e 5 = concordo totalmente. Desse modo, a técnica de valoração contingente foi aplicada para medir a disposição a pagar, e por fim, realizou-se a caracterização do perfil sociodemográfico. A maioria dos entrevistados reconheceu benefícios para a saúde física (respiratória e cardiovascular) e mental (redução de estresse e ansiedade). A disposição média a pagar foi de R$107,80 anuais. Os principais fatores influenciadores da disposição a pagar foram a renda e o gênero. Melhorias na qualidade do sono e na saúde respiratória foram os benefícios mais fortemente associados a uma maior disposição a pagar, além disso, a segurança também se mostrou um fator relevante. Em conclusão, a população valoriza as áreas verdes urbanas por seus benefícios à saúde, no entanto, são necessárias políticas urbanas que priorizem a segurança e a acessibilidade. Como limitações, a amostra restringe-se a uma metrópole e os dados são autorrelatados. Assim, pesquisas futuras devem reproduzir o estudo em outras regiões e realizar análises longitudinais para acompanhar a evolução da percepção pública, como também, integrar dados precisos sobre o uso e eficácia das áreas verdes urbanas com os dados autorrelatados.

Resumo (inglês)

Urban green spaces are essential for sustainable development and public health, however, due to disordered urban growth, the preservation of these areas is threatened, resulting in biodiversity loss and directly impacting quality of life. In Brazil, there is a scarcity of research investigating the population's perception of the importance of green spaces in urban environments. As an alternative, the present study proposes and evaluates the willingness to pay for the implementation and maintenance of urban green spaces in São Paulo, Brazil, and the recognition of their health benefits. A survey form was applied for data collection, addressing the perception of the benefits of urban green spaces, including physical, mental, and social health. A five-point Likert scale was used, considering: 1 = strongly disagree, 2 = disagree, 3 = neutral, 4 = agree, and 5 = strongly agree. Thus, the contingent valuation technique was applied to measure willingness to pay, and finally, a sociodemographic profile characterization was conducted. Most respondents recognized benefits for physical (respiratory and cardiovascular) and mental (reduction of stress and anxiety) health. The mean willingness to pay was R$107.80 annually. The main influencing factors for willingness to pay were income and gender. Improvements in sleep quality and respiratory health were the benefits most strongly associated with a higher willingness to pay, additionally, safety also proved to be a relevant factor. In conclusion, the population values urban green spaces for their health benefits, however, urban policies that prioritize safety and accessibility are needed. As limitations, the sample is restricted to one metropolis, and the data are self-reported. Thus, future research should replicate the study in other regions and conduct longitudinal analyses to track the evolution of public perception, as well as integrate precise data on the use and effectiveness of urban green spaces with self-reported data.

Descrição

Palavras-chave

Desenvolvimento sustentável, Recuperação do meio ambiente, Urbanização, Urbanization, Sustainable development, Environmental restoration and remediation

Idioma

Português

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