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Hortas urbanas e ativismo

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Instituto de Saúde

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Resumo

Reconhecendo o vasto espectro socioespacial que contempla a pluralidade de práticas de agricultura urbana, este capítulo aborda especificamente um conjunto de hortas comunitárias intraurbanas, localizadas no centro expandido da cidade de São Paulo, em espaços públicos (institucionais ou de livre acesso), sem fins comerciais, materializadas após o surgimento, em 2011, de uma rede ativista denominada “Hortelões Urbanos”. Apresenta-se o processo de estruturação da referida rede, cujo papel volta-se ao fomento do debate público e à troca de informações sobre a autoprodução de alimentos dentro da cidade e a promoção da horticultura comunitária. Dada a capilaridade da rede Hortelões Urbanos, o capítulo também aborda a consequente articulação política entre as experiências de hortas comunitárias que se perenizaram ao longo da década de 2010 na cidade de São Paulo, culminando, em 2018, na criação da “União de Hortas Comunitárias de São Paulo (UHCSP)”. Esta última reúne uma dezena de iniciativas a fim de promover a ajuda mútua, a resolução de problemas comuns e o fortalecimento político da horticultura comunitária em espaços públicos da capital. Objetiva-se, assim, demonstrar a relação entre um tipo de ativismo urbano e a materialização de hortas comunitárias em São Paulo a partir da década de 2010, contribuindo para inserir a horticultura urbana no debate contemporâneo acerca do direito à cidade. Esta análise visa compreender a relação entre horticultura urbana e ativismo a partir de um esforço tanto teórico quanto empírico, reconhecendo as particularidades socioambientais de cada horta comunitária estudada, especialmente devido à inexistência de uma política ou um programa público municipal voltado às hortas comunitárias. Estas, em sua expressão ativista, revelam-se experiências de baixo consumo (energético, de insumos etc.), de promoção da saúde, da alimentação saudável, da autonomia (individual e coletiva) e da biodiversidade urbana, além de serem territorialidades de redes de solidariedade que questionam o planejamento estatal por meio da ação “radical” de cultivar alimentos na cidade.

Descrição

Idioma

Português

Citação

NAGIB, Gustavo. Hortas urbanas e ativismo. In: GARCIA, Mariana Tarricone; BÓGUS, Cláudia Maria; COELHO, Denise Eugenia Pereira (org.). Hortas comunitárias urbanas: promovendo a saúde e a segurança alimentar e nutricional nas cidades. São Paulo: Instituto de Saúde, 2024. p. 307-320. ISBN 978-65-997616-8-3. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/instituto-de-saude/homepage/pdfs/livro-hortasurbanas_digital1.pdf.

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Fragmentação socioespacial na Região Metropolitana de São Paulo: uma introdução à análise das práticas cotidianas de mobilidade e consumo em Cidade Tiradentes (São Paulo) e Pimentas (Guarulhos)
(Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, 2023)
Nagib, Gustavo
Este artigo apresenta uma introdução à análise das práticas cotidianas de mobilidade e consumo em dois contextos específicos da periferia da Região Metropolitana de São Paulo: Cidade Tiradentes, na capital paulista, e Pimentas, em Guarulhos. Fruto de uma pesquisa em andamento, este trabalho preliminar recorreu especialmente a um conjunto de entrevistas com citadinos para compreender, dos discursos e experiências destes últimos, os indicativos do processo de fragmentação socioespacial. Em decorrência das precárias condições de mobilidade urbana e da lógica dual centro-periférica, que dirigiu a produção do espaço metropolitano, o apartamento material e simbólico das periferias tornou-se, dialeticamente, propulsor de gradativas alterações e complexificações socioespaciais. Neste sentido, constata-se a redefinição do então padrão monofuncional de cidades-dormitório a partir, por exemplo, da (re)produção de shopping centers, da segmentação do consumo e do estabelecimento progressivo de grandes redes de fast-food, supermercados, farmácias etc. também nas periferias. Consequentemente, os lugares e os tipos de consumo, em maior proximidade com o local de moradia dos citadinos, ganham um progressivo protagonismo na transformação dos espaços de circulação e frequentação nos bairros e distritos periféricos, tais como Cidade Tiradentes e Pimentas.
Tipo de item:Publicação, ArtigoAcesso aberto Acesso aberto
Les micro-végétalisations de l’espace public: des actes militants encadrés?
(OpenEdition, 2023-12-05)
Nagib, Gustavo
;
Nathalie Lewis, Gaëlle Ronsin
;
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Cet article porte sur le processus de micro-végétalisation de l'espace public à Lausanne, en Suisse romande, analysant l’action de jardiner la ville selon la perspective militante. Cette démarche met en lumière trois différents cadrages – le cadre officiel, le cadre post-officiel et le cadre alterinstitutionnel –, qui à leur tour font référence à trois figures différenciées de l’action citadine face au processus d’institutionnalisation des pratiques de micro-végétalisation : l’adhésion à la politique publique, l'indifférence face au « permis de végétaliser », et le refus du cadrage institutionnel. Résultat d'une recherche essentiellement qualitative qui se proposait d'investiguer trois cas concrets auprès de citadins et de la collectivité publique qui illustrent chacun des cadres évoqués précédemment, l'accent est mis sur le processus de végétalisation urbaine depuis la microéchelle locale. Comme contribution analytique au cas lausannois et en raison de ses interventions pionnières, l'article présente également le cas de Maurice Maggi, artisteactiviste zurichois connu en Suisse grâce à ses actions de « guérilla jardinière » depuis les années 1980.

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Presidente Prudente, Faculdade de Ciências e Tecnologia - FCT
FCT
Campus: Presidente Prudente

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