Publicação: Avaliação do esvaziamento gástrico sólido em pacientes obesos
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Data
2019-07-29
Autores
Orientador
Nogueira, Célia Regina 

Koga, Katia Hiromoto 

Coorientador
Pós-graduação
Medicina (mestrado profissional) - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Estudos epidemiológicos demonstram um acelerado aumento do número de indivíduos com obesidade em quase todo o mundo. A fisiopatologia da obesidade ainda não está bem elucidada, mas sabe-se que o controle do peso corporal está relacionado a diversos hormônios, sinalizadores celulares e neurônios do Sistema Nervoso Central que regulam o apetite e o balanço energético. Nesse contexto, o tempo de esvaziamento gástrico (TEG) poderia influenciar na fisiopatologia da doença, visto estar relacionado à secreção de hormônios reguladores da fome e da saciedade. Considera-se, a cintilografia como diagnóstico padrão-ouro de anormalidades no TEG. Esse procedimento ocorre com a ingestão de fonte radioativa não selada. Diante disso, avaliamos o TEG sólido em pacientes obesos por meio da cintilografia de esvaziamento gástrico sólido e sua relação com o índice de massa corporal (IMC) dos pacientes. Fizeram parte do estudo 45 mulheres com idade entre 18 e 50 anos, IMC > 35 kg/m2, acompanhadas no ambulatório de gastrocirurgia da Faculdade de Medicina de Botucatu. Foram obtidos dados antropométricos e exames laboratoriais com amostras de sangue, sendo dosados transaminase glutâmico-oxalacética (TGO), transaminase glutâmico pirúvica (TGP), glicemia de jejum, hemoglobina glicada, hormônio tireoestimulante (TSH) e hormônio tiroxina livre (T4 livre). Os resultados mostraram que a maioria dessa população era constituída por mulheres brancas (80%), não tabagistas (91,1%), não etilistas (95,6%), com idade média de 38,27 anos, peso médio de 125,92 kg, altura média de 1,63 metros, IMC médio de 47,56 kg/m2, escolaridade até ensino médio (37,8%), com perfil lipídico e glicêmico normal, sem alteração da função renal, hepática ou tireoideana. Em relação à cintilografia de esvaziamento gástrico sólido, foram realizados 36 exames, a maioria (n=24) apresentou resultado normal e as demais, resultado acelerado (n=12), sem correlação entre o IMC e o resultado da cintilografia. O esvaziamento gástrico acelerado poderia estar relacionado com uma sensação de saciedade menor, o que aumentaria a frequência de ingestão de refeições. Não houve diferença entre os resultados com relação à cor da pele, escolaridade, tabagismo e etilismo. Os dados obtidos foram concordantes com os já descritos na literatura. Concluímos que o IMC não está relacionado com o TEG sólido e que são necessários mais estudos sobre o tema para elucidar melhor essa questão.
Resumo (inglês)
Epidemiological studies have shown an accelerated increase in the number of obese individuals in almost the entire world. The pathophysiology of obesity has not yet been fully elucidated, but it is known that body weight control is related to several hormones, cellular signals and neurons of the Central Nervous System that regulate appetite and energy balance. In this context, gastric emptying time (GET) could influence the pathophysiology of the disease, since it is related to the secretion of hormones regulating hunger and satiety. Scintigraphy is considered the gold standard diagnosis of TEG abnormalities. This procedure occurs with ingestion of unsealed radioactive source. Therefore, we evaluated solid GET in obese patients through solid gastric emptying scintigraphy and its relation to the patient's body mass index (BMI). The study included 43 women aged between 18 and 50 years, BMI> 35 kg / m2, accompanied at the gastro-surgery outpatient clinic of the Botucatu Medical School. Anthropometric data and laboratory tests were obtained with blood samples, being measured glutamic-oxaloacetic transaminase (GOT), glutamic pyruvic transaminase (GPT), fasting glycemia, glycated hemoglobin, thyroid stimulating hormone (TSH) and free thyroxine (free T4). The results showed that the majority of this population consisted of white women (80%), non-smokers (91.1%), non-alcoholics (95.6%), mean age 38.27 years, mean weight 125, 92 kg, mean height of 1.63 meters, mean BMI of 47.56 kg / m2, schooling until high school (37.8%), with normal lipid and glycemic profile, without alteration of renal, hepatic or thyroid function. Regarding solid gastric emptying scintigraphy, 36 examinations were performed, the majority (n = 24) presented a normal result and the others had an accelerated result (n = 12), with no correlation between BMI and scintigraphy results. Accelerated gastric emptying may be related to a lower satiety, which would increase the frequency of meal intake. There were no differences between results regarding skin color, schooling, smoking and alcohol consumption. The data obtained were in agreement with those already described in the literature. We conclude that BMI is not related to solid GET and that further studies are needed to elucidate this issue better.
Descrição
Idioma
Português