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A Revolução Iraquiana de 1958: uma análise histórica sobre os atores, processos e ideologias revolucionárias

dc.contributor.advisorNasser, Reginaldo Mattar
dc.contributor.authorGondim, Paulo Barata [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberNasser, Reginaldo Mattar
dc.contributor.committeeMemberHuberman, Bruno
dc.contributor.committeeMemberAmaral, Rodrigo Augusto Duarte
dc.contributor.committeeMemberSantos, Isabela Agostinelli dos
dc.contributor.committeeMemberPureza, José Manuel Marques da Silva
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)pt
dc.date.accessioned2026-03-19T16:10:08Z
dc.date.issued2026-03-13
dc.description.abstractA Revolução Iraquiana de 1958 é um caso singular na história do Oriente Médio no século XX ao reunir diferentes atores e ideologias políticas em um processo revolucionário, além de representar a ascensão dos comunistas iraquianos em plena Guerra Fria. Nesse sentido, três principais atores atuaram nos eventos revolucionários iraquianos durante os anos 1950: o Movimento dos Oficiais Livres (MOL), o Partido Comunista Iraquiano (PCI) e os Partisans pela Paz. O MOL atuou de forma institucional para quebrar o monopólio estatal da violência da monarquia hachemita, enquanto que o PCI e os Partisans pela Paz atuaram para mobilizar o povo iraquiano em torno da causa revolucionária e conectá-la com as lutas por autodeterminação e libertação nacional no Terceiro Mundo. Além da disputa pelo poder, as ideologias nacionalistas e suas distintas vertentes, wataniyya e qawmiyya, assim como as ideias comunistas no Iraque faziam parte de uma luta ideológica inserida no âmbito da Guerra Fria. A história do Iraque moderno teve início com a ocupação das províncias otomanas pelas forças britânicas em 1914 no âmbito da Primeira Guerra Mundial. O Mandato da Mesopotâmia (1920-1932) formalizou a ocupação britânica e abriu caminho para a criação do Reino do Iraque após a realização da Conferência do Cairo em 1921. O sistema político criado pelas forças imperialistas britânicas teve como base uma política de cooptação das elites iraquianas, gerando uma grande desigualdade socioeconômica, principalmente, no setor fundiário. No campo econômico, o petróleo, o principal recurso do Iraque, era explorado por um conglomerado de empresas estrangeiras representado pela Companhia Iraquiana de Petróleo. Esse sistema gerou uma grande insatisfação popular que precisava de impulsos para transformarem-se em ações concretas de contestação ao regime político. Os impulsos revolucionários, foram gerados, sobretudo, por eventos internacionais e regionais, como, respectivamente, a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra Árabe-Israelense (1948). Desta forma, a Revolução Egípcia de 1952 e o Movimento dos Oficiais Livres do Egito foram uma grande referência para os jovens oficiais militares iraquianos que desejavam se livrar do imperialismo britânico e dos hachemitas. No jogo das grandes potências, a Revolução Iraquiana de 1958 representou o declínio do Império Britânico no Oriente Médio e a ascensão dos EUA como uma grande potência na região.pt
dc.description.abstractThe Iraqi Revolution of 1958 is a unique case in the history of the Middle East in the 20th century, bringing together different actors and political ideologies in a revolutionary process, and representing the rise of Iraqi communists during the Cold War. In this sense, three main actors were involved in the Iraqi revolutionary events during the 1950s: the Free Officers Movement (FOM), the Iraqi Communist Party (ICP), and the Partisans for Peace. The FOM acted institutionally to break the Hashemite monarchy's state monopoly on violence, while the ICP and the Partisans for Peace worked to mobilize the Iraqi people around the revolutionary cause and connect it with the struggles for self-determination and national liberation in the Third World. Beyond the power struggle, nationalist ideologies and their distinct branches wataniyya and qawmiyya, as well as communist ideas in Iraq, were part of an ideological struggle within the context of the Cold War. The history of modern Iraq began with the occupation of Ottoman provinces by British forces in 1914 during the First World War. The Mesopotamian Mandate (1920-1932) formalized the British occupation and paved the way for the creation of the Kingdom of Iraq after the Cairo Conference in 1921. The political system created by the British imperialist forces was based on a policy of co-opting the Iraqi elites, generating significant socioeconomic inequality, particularly in the land sector. In the economic field, oil, Iraq's main resource, was exploited by a conglomerate of foreign companies represented by the Iraqi Oil Company. This system generated great popular dissatisfaction that needed impetus to transform into concrete actions of protest against the political regime. The revolutionary impetus was generated, above all, by international and regional events, such as, respectively, the Second World War (1939-1945) and the Arab-Israeli War (1948). In this way, the Egyptian Revolution of 1952 and the Free Officers Movement of Egypt were a great reference for young Iraqi military officers who wished to free themselves from British imperialism and the Hashemites. In the game of great powers, the Iraqi Revolution of 1958 represented the decline of the British Empire in the Middle East and the rise of the USA as a great power in the region.en
dc.description.abstractLa Revolución Iraquí de 1958 constituye un caso único en la historia de Oriente Medio del siglo XX, ya que congregó a diferentes actores e ideologías políticas en un proceso revolucionario y representó el ascenso del comunismo iraquí durante la Guerra Fría. En este sentido, tres actores principales participaron en los acontecimientos revolucionarios iraquíes de la década de 1950: el Movimiento de Oficiales Libres (MOL), el Partido Comunista Iraquí (PCI) y los Partisanos por la Paz. El MOL actuó institucionalmente para romper el monopolio estatal de la violencia ejercido por la monarquía hachemita, mientras que el PCI y los Partisanos por la Paz trabajaron para movilizar al pueblo iraquí en torno a la causa revolucionaria y conectarla con las luchas por la autodeterminación y la liberación nacional en el Tercer Mundo. Más allá de la lucha por el poder, las ideologías nacionalistas y sus distintas ramas, wataniyya y qawmiyya, así como las ideas comunistas en Irak, formaron parte de una lucha ideológica en el contexto de la Guerra Fría. La historia del Irak moderno comenzó con la ocupación de las provincias otomanas por las fuerzas británicas en 1914 durante la Primera Guerra Mundial. El Mandato Mesopotámico (1920-1932) formalizó la ocupación británica y allanó el camino para la creación del Reino de Irak tras la Conferencia de El Cairo de 1921. El sistema político creado por las fuerzas imperialistas británicas se basó en una política de cooptación de las élites iraquíes, generando una importante desigualdad socioeconómica, especialmente en el sector agrario. En el ámbito económico, el petróleo, el principal recurso de Irak, era explotado por un conglomerado de empresas extranjeras representadas por la Compañía Petrolera Iraquí. Este sistema generó un gran descontento popular que necesitaba impulso para transformarse en acciones concretas de protesta contra el régimen político. Este impulso revolucionario se generó, sobre todo, por acontecimientos internacionales y regionales, como la Segunda Guerra Mundial (1939-1945) y la Guerra Árabe-Israelí (1948), respectivamente. De este modo, la Revolución Egipcia de 1952 y el Movimiento de Oficiales Libres de Egipto fueron una gran referencia para los jóvenes militares iraquíes que deseaban liberarse del imperialismo británico y de los hachemitas. En el juego de las grandes potencias, la Revolución Iraquí de 1958 representó el declive del Imperio Británico en Oriente Medio y el ascenso de Estados Unidos como gran potencia en la región.es
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipIdCAPES: 88887.936496/2024-00
dc.identifier.capes33004110044P0
dc.identifier.citationGONDIM, Paulo Barata. A Revolução Iraquiana de 1958: uma análise histórica sobre os atores, processos e ideologias revolucionárias. Orientador: Reginaldo Mattar Nasser. 2026. 326 f. Tese (Doutorado em Relações Internacionais) – UNESP/UNICAMP/PUC-SP, Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, 2026.
dc.identifier.lattes6627786743295769
dc.identifier.orcid0009-0001-7794-4363
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/320373
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectPazpt
dc.subjectRevoluçãopt
dc.subjectIraquept
dc.subjectImperialismopt
dc.subjectGuerra Friapt
dc.subjectPeaceen
dc.subjectRevolutionen
dc.subjectIraqen
dc.subjectImperialismen
dc.subjectCold Waren
dc.subjectPazes
dc.subjectRevoluciónes
dc.subjectIrakes
dc.subjectImperialismoes
dc.subjectGuerra Fríaes
dc.titleA Revolução Iraquiana de 1958: uma análise histórica sobre os atores, processos e ideologias revolucionáriaspt
dc.title.alternativeThe Iraqi Revolution of 1958: a historical analysis of revolutionary actors, processes and ideologiesen
dc.title.alternativeLa revolución iraquí de 1958: un análisis histórico de los actores, procesos e ideologías revolucionariases
dc.typeTese de doutoradopt
dcterms.impactEsta tese teve uma análise sobre a Revolução Iraquiana de 1958 com foco nos atores e ideologias revolucionárias, na qual destacou-se a importância do estudo sobre as Revoluções nas Relações Internacionais e a necessidade de dar maior centralidade ao respectivo tema no âmbito da literatura acadêmica, além de oferecer novas formas de pensar as dinâmicas da Guerra Fria que impactaram o Oriente Médio no século XX.pt
dcterms.impactThis thesis analyzed the Iraqi Revolution of 1958, focusing on the revolutionary actors and ideologies. It highlighted the importance of studying revolutions in international relations and the need to give greater prominence to this topic within academic literature, as well as offering new ways of thinking about the dynamics of the Cold War that impacted the Middle East in the 20th century. en
dcterms.impactEsta tesis analizó la Revolución Iraquí de 1958, centrándose en los actores e ideologías revolucionarias. Resaltó la importancia de estudiar las revoluciones en las relaciones internacionales y la necesidad de otorgar mayor relevancia a este tema en la literatura académica, además de ofrecer nuevas perspectivas sobre la dinámica de la Guerra Fría que impactó a Oriente Medio en el siglo XX.es
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication4b334ea5-4612-476e-8fb6-c99fecebebaf
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery4b334ea5-4612-476e-8fb6-c99fecebebaf
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais, São Paulopt
unesp.embargoOnlinept
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramRelações Internacionais - IPPRIpt
unesp.knowledgeAreaPaz, defesa e segurança internacionalpt
unesp.researchAreaConflitos internacionais e violência nas sociedades contemporâneaspt

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