Doença de Chagas no Brasil: Uma visão geográfica de conjunto
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Data
Orientador
Guimarães, Raul Borges 

Coorientador
Pós-graduação
Geografia - FCT
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O presente trabalho teve como objetivo selecionar, sistematizar e analisar dados e produções bibliográficas acerca da Tripanossomíase Americana no Brasil, considerando os impactos da doença no território nacional após décadas de atuação dos Programas de Controle de Endemias, bem como os efeitos dos fluxos inter-regionais de pessoas e mercadorias e das transformações ambientais ocorridas nos últimos anos. Nesse sentido, a pesquisa fundamenta-se na compreensão de que a geografia dispõe de instrumentos teórico-metodológicos capazes de sintetizar e articular, de forma integrada ou isolada, dados, classes e indicadores, possibilitando a construção de uma análise comparativa e evolutiva da enfermidade.
A abordagem adotada é predominantemente macroescalar, com ênfase na visualização e interpretação de indicadores demográficos e econômicos referentes aos estados e às grandes regiões do país. Contudo, sem desconsiderar a importância da escala local, o estudo também explora os municípios de maneira descritiva, especialmente na apresentação dos dados coletados e periodizados, buscando compor uma visão geográfica de conjunto da situação geoepidemiológica da Doença de Chagas no Brasil. Os resultados indicam que, em virtude dos baixos índices atuais de infestação vetorial e das reduzidas taxas de incidência da doença, a principal preocupação da vigilância epidemiológica tem se concentrado no controle de áreas residuais e na prevenção do estabelecimento de novos focos de transmissão vetorial. Tal cenário se insere em um contexto marcado por profundas transformações socioambientais no meio rural brasileiro, além de um intenso processo de fragmentação das ações de monitoramento decorrente da municipalização dos serviços de vigilância em saúde.
Partindo da hipótese de que elementos dispersos — tais como a ocorrência de novos casos agudos, a localização de vetores e reservatórios naturais e antrópicos, bem como os registros de internações e óbitos de pacientes crônicos — compõem uma realidade complexa ainda a ser plenamente desvendada, a pesquisa apoia-se nos aportes teóricos e metodológicos da ciência geográfica. Para tanto, utiliza a construção e a representação cartográfica de bancos de dados, associadas a análises geoestatísticas, com o objetivo de compreender as interações espaciais entre esses indicadores e identificar novos recortes e padrões da Doença de Chagas no território nacional, destacando-se, entre eles, os processos de periurbanização da enfermidade e a emergência de novos modos de infecção na região Norte do país.
Resumo (inglês)
The present study aimed to select, systematize, and analyze data and scholarly literature on American Trypanosomiasis (Chagas disease) in Brazil, considering the impacts of the disease on the national territory after decades of intervention by Endemic Disease Control Programs, as well as the effects of interregional flows of people and goods and the environmental transformations that have taken place in recent years. In this sense, the research is grounded in the understanding that geography provides theoretical and methodological tools capable of synthesizing and articulating data, categories, and indicators—both jointly and individually—thereby enabling the construction of a comparative and evolutionary analysis of the disease.
The approach adopted is predominantly macro-scalar, with an emphasis on the visualization and interpretation of demographic and economic indicators at the state and major regional levels. Nevertheless, without disregarding the relevance of the local scale, the study also explores municipalities in a descriptive manner, particularly in the presentation of collected and periodized data, seeking to construct a comprehensive geographic perspective of the geo-epidemiological situation of Chagas disease in Brazil. The results indicate that, due to the currently low levels of vector infestation and reduced incidence rates, the primary concern of epidemiological surveillance has been the control of residual areas and the prevention of the establishment of new foci of vector transmission. This scenario unfolds within a context marked by profound socio-environmental transformations in rural Brazil, as well as an intense process of fragmentation of monitoring actions resulting from the municipalization of health surveillance services.
Based on the hypothesis that dispersed elements—such as the occurrence of new acute cases, the spatial distribution of vectors and natural and anthropic reservoirs, and records of hospitalizations and deaths among chronic patients—constitute a complex reality yet to be fully understood, this research draws on the theoretical and methodological contributions of geographic science. To this end, it employs the construction and cartographic representation of databases, combined with geostatistical analyses, in order to understand the spatial interactions among these indicators and to identify new spatial delineations and patterns of Chagas disease in the national territory. Among these patterns, particular emphasis is placed on the peri-urbanization of the disease and the emergence of new modes of infection in the northern region of the country
Descrição
Palavras-chave
Doença de Chagas, Geografia da saúde, Chagas disease, Geography of health
Idioma
Português
Citação
SILVA, Guttierre Paschoa Catrolio. Doença de Chagas no Brasil: Uma visão geográfica de conjunto. Orientador: Raul Borges Guimarães. 2026. 185 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2014.


