O livro ilustrado : dos acervos para a sala de aula / Andreia Aparecida Suli da Costa
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Data
Autores
Orientador
Carvalho, Kelly Cristiane Henschel Pobbe de 

Coorientador
Pós-graduação
Letras - FCLAS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O livro ilustrado – ou livro-álbum –, caracterizado por relações de interdependência entre palavra, imagem e design (Linden, 2015; 2018), vem ganhando cada vez mais espaço no campo da literatura infantil, tanto no da pesquisa, como na recepção de obras e, até mesmo, no desenvolvimento de políticas públicas, não só no Brasil, mas em diferentes países, como apontam Salisbury e Styles (2013). Muitas dessas obras presentes nos acervos escolares exigem do professor-mediador (re)conhecer suas especificidades de composição a fim de promover um “mergulho” nas diferentes camadas de sentido que oferecem. No entanto, no turbilhão dos dias letivos, será que o professor-mediador consegue dedicar-se à leitura dessas nuances? Antes, reconhece o livro ilustrado como um tipo de obra que congrega, em sua leitura, diferentes semioses? E, em se tratando da mediação, como aborda com os estudantes essas descobertas? Essas indagações me moveram à pesquisa O livro ilustrado: dos acervos para a sala de aula, desenvolvida com professoras alfabetizadoras da rede municipal de Cerqueira César, no interior paulista. Trata-se de uma pesquisa-intervenção (Alvarez; Passos, 2015), ancorada nos pressupostos da pesquisa narrativa (Clandinin; Connelly, 2011), pois enfoca o processo de ensino e se preocupa com a perspectiva dos participantes. Por ela, a partir de observações da prática pedagógica com a leitura literária de obras presentes nos acervos escolares, bem como em momentos de encontros formativos, foi possível suscitar questões acerca das especificidades do livro ilustrado, seus modos de ler e ainda de construir conversas literárias, a partir dos estudos de Chambers (2023), Bajour (2012;2023) e Munita (2024). Desse modo, defendo a tese de que é necessário repertoriar os professores, na condição de curadores, mediadores e formadores de leitores, por meio de ações formativas, nas quais tenham oportunidade de, não apenas (re)conhecer os livros ilustrados (ou livros-álbum) que estão nos acervos escolares, distribuídos pelas políticas públicas, mas de vivenciar, por eles mesmos, leituras literárias que valorizem a expressividade e subjetividade, a fim de aprimorar a apreciação estética.
Resumo (inglês)
The picture book – or picturebook – characterized by interdependent relationships between word, image, and design (Linden, 2015; 2018), has been gaining increasing prominence in the field of children's literature, not only in research but also in the reception of works and even in the development of public policies, both in Brazil and in other countries, as noted by Salisbury and Styles (2013). Many of these works, found in school collections, require the teacher-mediator to (re)recognize their compositional specificities in order to promote a “dive” into the different layers of meaning they offer. However, amidst the whirlwind of school days, is the teacher-mediator able to dedicate time to reading these nuances? First, do they recognize the picturebook as a type of work that brings together different semioses in its reading? And when it comes to mediation, how do they address these discoveries with students? These questions led me to the research project The Picturebook: From Collections to the Classroom, carried out with literacy teachers in the municipal school system of Cerqueira César, in the countryside of São Paulo. This is an intervention-research (Alvarez; Passos, 2015), grounded in the principles of narrative inquiry (Clandinin; Connelly, 2011), as it focuses on the teaching process and values the perspectives of the participants. Through it, based on observations of pedagogical practices involving literary reading of works from school collections, as well as moments of professional development meetings, it was possible to raise questions about the specificities of the picturebook, its reading modes, and the construction of literary conversations, drawing on the studies of Chambers (2023), Bajour (2012; 2023), and Munita (2024). Thus, I argue that it is essential to equip teachers, as curators, mediators, and readers’ educators, through training actions in which they have the opportunity not only to (re)discover the picturebooks present in school collections, distributed through public policies, but also to personally experience literary readings that value expressiveness and subjectivity, in order to enhance aesthetic appreciation.
Resumo (espanhol)
El libro ilustrado – o libro-álbum –, caracterizado por relaciones de interdependencia entre palabra, imagen y diseño (Linden, 2015; 2018), ha ido ganando cada vez más espacio en el campo de la literatura infantil, tanto en la investigación como en la recepción de obras y, incluso, en el desarrollo de políticas públicas, no solo en Brasil, sino también en diversos países, como señalan Salisbury y Styles (2013). Muchas de estas obras presentes en los acervos escolares exigen que el docente-mediador (re)conozca sus especificidades compositivas para promover una “inmersión” en las distintas capas de significado que ofrecen. Sin embargo, en el torbellino de los días lectivos, ¿logra el docente-mediador dedicarse a la lectura de estas sutilezas? Antes aún, ¿reconoce el libro ilustrado como un tipo de obra que reúne, en su lectura, distintas semiosis? Y, tratándose de la mediación, ¿cómo aborda con los estudiantes estos descubrimientos? Estas preguntas me llevaron a la investigación El libro-álbum: de los acervos al aula, desarrollada con maestras alfabetizadoras de la red municipal de Cerqueira César, en el interior del estado de São Paulo. Se trata de una investigación-intervención (Alvarez; Passos, 2015), anclada en los presupuestos de la investigación narrativa (Clandinin; Connelly, 2011), ya que se enfoca en el proceso de enseñanza y se preocupa por la perspectiva de los participantes. A través de ella, a partir de observaciones de la práctica pedagógica con la lectura literaria de obras presentes en los acervos escolares, así como de momentos de encuentros formativos, fue posible suscitar cuestiones sobre las especificidades del libro ilustrado, sus modos de lectura y la construcción de conversaciones literarias, a partir de los estudios de Chambers (2023), Bajour (2012; 2023) y Munita (2024). De este modo, defiendo la tesis de que es necesario proporcionar repertorio a los docentes, en tanto curadores, mediadores y formadores de lectores, mediante acciones formativas en las que tengan la oportunidad no solo de (re)conocer los libros ilustrados (o libros-álbum) presentes en los acervos escolares distribuidos por las políticas públicas, sino también de vivir, por ellos mismos, experiencias de lectura literaria que valoren la expresividad y la subjetividad, con el fin de mejorar la apreciación estética.
Descrição
Palavras-chave
livro ilustrado, Livro-álbum, Bibliotecas escolares, Professores - Formação, Leitura - Mediação, Picturebook, School libraries, Teacher education, Reading mediation, Libro-álbum, Bibliotecas escolares, Formación docente, Mediación lectora
Idioma
Português
Citação
COSTA, Andreia Aparecida Suli da. O livro ilustrado: dos acervos para a sala de aula. 2025. Tese (Doutorado em Letras) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.

