Investigação de patógenos em aves marinhas migratórias (Procellariformes e Sphenisciformes) resgatadas no litoral de São Paulo e Santa Catarina, Brasil.
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Data
Autores
Orientador
Antonio, Luis Mathias 

Coorientador
André, Marcos Rogério.
Pós-graduação
Ciências Veterinárias - FCAV
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Este estudo investigou a ocorrência e a identidade molecular de piroplasmídeos, hemosporídeos, agentes da família Anaplasmataceae, bem como a presença de anticorpos contra Toxoplasma gondii, Neospora caninum e Leptospira spp. em pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) e aves Procellariiformes resgatadas ao longo das regiões costeiras do sul e sudeste do Brasil entre 2015 e 2022. Amostras de sangue e baço foram coletadas de 12 espécies de Procellariiformes (n = 52 sangue; n = 170 baço) e de pinguins (n = 30 sangue). Após extração de DNA e amplificação por PCR visando o gene da β-actina, amostras positivas foram testadas para detectar e caracterizar piroplasmídeos (18S rRNA), hemosporídeos (citocromo b) e Anaplasmataceae (genes 16S rRNA, dsb, groEL, entre outros). Os resultados demonstraram que 13 das 252 amostras de S. magellanicus (5,1%) apresentaram resultados positivos para Anaplasma spp., com duas sequências filogeneticamente relacionadas a Anaplasma phagocytophilum. Nenhuma amostra foi positiva para piroplasmídeos ou hemosporídeos. A análise sorológica indicou baixa exposição dos pinguins a patógenos zoonóticos: um indivíduo foi soropositivo para Leptospira spp. (sorovar Whitcombi, título 100) e outro para T. gondii (título 40). Enquanto todos os testes apresentaram resultado negativo para N. caninum. O estudo conclui que genótipos de Anaplasma relacionados a A. phagocytophilum circulam em pinguins que chegam à costa brasileira, embora piroplasmídeos e hemosporídeos não sejam prevalentes nessas aves marinhas. Além disso, apesar da baixa soroprevalência, S. magellanicus é suscetível à exposição a patógenos zoonóticos, ressaltando a importância do monitoramento contínuo para a conservação e o manejo sanitário dessas espécies aviárias em ambientes marinhos.
Resumo (inglês)
This study investigated the occurrence and molecular identity of piroplasmids, hemosporidians, agents of the family Anaplasmataceae, as well as the presence of antibodies against Toxoplasma gondii, Neospora caninum, and Leptospira spp. in Magellanic penguins (Spheniscus magellanicus) and Procellariiformes birds rescued along the southern and southeastern coastal regions of Brazil between 2015 and 2022. Blood and spleen samples were collected from 12 species of Procellariiformes (n = 52 blood; n = 170 spleen) and from penguins (n = 30 blood). Following DNA extraction and PCR amplification targeting the β-actin gene, positive samples were further tested to detect and characterize piroplasmids (18S rRNA), hemosporidians (cytochrome b), and Anaplasmataceae (16S rRNA, dsb, groEL genes, among others). Results demonstrated that 13 out of 252 S. magellanicus samples (5.1%) tested positive for Anaplasma spp., with two sequences phylogenetically related to Anaplasma phagocytophilum. No samples were positive for piroplasmids or hemosporidians. Serological analysis indicated low exposure of penguins to zoonotic pathogens: one individual was seropositive for Leptospira spp. (serovar Whitcombi, titer 100) and another for T. gondii (titer 40), while all tested negative for N. caninum. The study concludes that Anaplasma genotypes related to A. phagocytophilum circulate in penguins arriving on the Brazilian coast, although piroplasmids and hemosporidians are not prevalent in these marine birds. Furthermore, despite the low seroprevalence, S. magellanicus is susceptible to exposure to zoonotic pathogens, underscoring the importance of continued monitoring for the conservation and health management of these avian species in marine environments.
Descrição
Palavras-chave
Medicina veterinária, Epidemiologia, Zoonose
Idioma
Português
Citação
MACHADO, D.M.R. Investigação de patógenos em aves marinhas migratórias (Procellariformes e Sphenisciformes) resgatadas no litoral de São Paulo e Santa Catarina, Brasil. 2025, 117f Tese (Doutorado em Ciências Veterinárias) Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Jaboticabal, 2024.


