Publicação:
Infecções primárias de corrente sanguínea em UTI neonatal: análise de três anos

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Data

2019-07-15

Orientador

Bentlin, Maria Regina

Coorientador

Pós-graduação

Medicina (mestrado profissional) - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

INTRODUÇÃO: As infecções primárias de corrente sanguínea (IPCS) são responsáveis por aumento da morbimortalidade em recém-nascidos. OBJETIVOS: Determinar a incidência e a mortalidade das IPCS com confirmação laboratorial, após 72 horas de vida, em função dos agentes etiológicos, avaliar a resistência antimicrobiana dos agentes mais frequentes e rever o esquema de terapia empírica da Unidade. MÉTODOS: Estudo de coorte, retrospectivo, realizado na UTI Neonatal do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), entre 2014 - 2016, após aprovação do Comitê de Ética. Critérios de inclusão: recém-nascidos com IPCS e hemocultura positiva após 72 horas de vida. Não incluídos agentes contaminantes e o crescimento de estafilococos coagulase negativa (SCoN) em apenas uma hemocultura. A amostra foi constituída por 71 recém-nascidos com 72 hemoculturas positivas. Foram estudadas variáveis maternas, gestacionais e do parto, procedimentos e resistência antimicrobiana. Desfechos: choque séptico e óbito. Os agentes foram comparados em grupos: Gram-positivos e Gram-negativos. Analise estatística: descritiva e comparação entre grupos com testes paramétricos e não paramétricos, com significância estatística de 5%. RESULTADOS: A incidência de IPCS foi de 10,2%, sendo 57% por Gram-positivos, 40% por Gram-negativos e 3% por fungos. A mortalidade foi de 21% e o óbito diretamente relacionado à IPCS ocorreu em 10% dos Gram-positivos e 14% dos Gram-negativos. Ventilação mecânica, uso de cateteres vasculares e nutrição parenteral foram utilizados com muita frequência nos recém-nascidos com IPCS. Os SCoN foram os Gram-positivos mais encontrados, mas o S. aureus foi o que com mais frequência evoluiu para choque (53%). Dentre os Gram-negativos, 59% evoluíram para choque. Quanto a resistência antimicrobiana, 88% dos SCoN foram resistentes à oxacilina, mas a maioria dos S. aureus foi sensível a ela. Dentre os Gram-negativos, o Enterobacter cloacae foi o mais frequente e 22% deles eram resistentes à aminoglicosídeos. Houve 3 casos de IPCS por Gram-negativo produtor de ESBL. A terapia empírica da UTI (oxacilina e aminoglicosídeo), foi iniciada em mais de 75% dos casos de IPCS. CONCLUSÃO: A incidência e mortalidade das IPCS foram altas. Gram-positivos foram os mais frequentes e a infecção fúngica foi baixa. Dentre os Gram-positivos, os SCoN foram os mais encontrados e o S. aureus, o que mais evoluiu para o choque e óbito. Dentre os Gram-negativos mais da metade evoluiu para choque. A terapia empírica para IPCS da Unidade, deve ser mantida, uma vez que os agentes Gram-positivos de maior gravidade são sensíveis à oxacilina e a maioria dos Gram-negativos são sensíveis aos aminoglicosídeos.

Resumo (português)

INTRODUCTION: Primary bloodstream infections (PBI) are responsible for high morbidity and mortality in newborns. OBJECTIVES: To determine the incidence and mortality of PBI with laboratory confirmation, after 72 hours of life, as a function of the etiological agents, to evaluate the antimicrobial resistance of the most frequent agents and to review the unit's empirical therapy regimen. METHODS: A retrospective cohort study, performed at the Neonatal Intensive Care Unit (NICU) – Clinics Hospital - Botucatu Medical School (UNESP), between 2014 - 2016, after approval by the Ethics Committee. Inclusion criteria: newborns with PBI and positive blood culture after 72 hours of life. Criteria for non-inclusion: contaminants and growth of coagulase negative staphylococci (SCoN) in only one blood culture. The sample consisted of 71 newborns with 72 positive blood cultures. Maternal, gestational and labor variables, procedures and antimicrobial resistance were studied. Outcomes: septic shock and death. The agents were compared in groups: Gram-positive and Gram-negative. Statistical analysis: descriptive and comparison between groups with parametric and non-parametric tests, with statistical significance of 5%. RESULTS: The incidence of PBI was 10.2%, being 57% for Gram-positive, 40% for Gram-negative and 3% for fungi. Mortality was 21% and death directly related to the PBI occurred in 10% of Gram-positive and 14% of Gram-negative. Mechanical ventilation, use of vascular catheters, and parenteral nutrition were frequently used in newborns with PBI. SCoN were the most frequent Gram-positive, but S. aureus was the most frequently evolved to shock (53%). Among Gram-negative, 59% evolved to shock. Regarding antimicrobial resistance, 88% of SCoN were resistant to oxacillin, but most S. aureus were sensitive to it. Among Gram-negatives, Enterobacter cloacae was the most frequent and 22% of them were resistant to aminoglycosides. There were 3 cases of PBI per Gram-negative ESBL producer. NICU’s empirical therapy (oxacillin and aminoglycoside) was started in more than 75% of cases of PBI. CONCLUSION: The incidence and mortality of PBI were high. Gram-positive were the most frequent and the fungal infection was low. Among Gram-positive, SCoN were the most found and S. aureus was the most to shock and death. Among Gram-negative more than half evolved to shock. NICU’s empirical therapy should be maintained since the most severe Gram-positive agents are oxacillin-sensitive and most Gram-negative agents are sensitive to aminoglycosides. Investment in good clinical practices and continuing education are key to reducing the incidence and mortality of PBI.

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