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Educação infantil e gênero: a feminização da profissão e a escassez de educadores homens

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Orientador

Marineli, Rodrigo Chechi

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Bauru - FC - Pedagogia

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa a inserção e a atuação de professores homens na Educação Infantil, buscando compreender os preconceitos, desafios e resistências que permeiam sua presença nesse segmento historicamente marcado pela feminização do magistério; à luz de referenciais teóricos como Bourdieu (1992), Butler (2003), Scott (1995), Louro (1997; 2001) e Hirata (2007), a pesquisa discute como a construção social de gênero e a divisão sexual do trabalho contribuíram para consolidar a docência infantil como um espaço associado ao cuidado e, portanto, socialmente atribuído às mulheres. A partir de dados do Censo Escolar 2024, bem como de estudos recentes que problematizam a participação masculina na docência infantil, o estudo evidencia que esses profissionais frequentemente enfrentam desconfiança, vigilância constante, estereótipos de incapacidade afetiva e questionamentos sobre sua escolha profissional. Nesse contexto, a pesquisa tem como objetivo geral analisar a presença masculina no curso de Pedagogia/UNESP Bauru (2025) e compreender como sua baixa representatividade se relaciona à feminização histórica da docência e às construções socioculturais de gênero na Educação Infantil. Como objetivos específicos, busca-se a) compreender os fatores históricos, sociais e culturais que contribuíram para a feminização da docência; b) investigar e analisar quantitativamente o número de estudantes matriculados no curso de Pedagogia/UNESP Bauru (2025), por sexo e ano de formação; c) Identificar e discutir as barreiras simbólicas e sociais enfrentadas por homens na formação e atuação na Educação Infantil. A análise aponta que tais percepções não apenas limitam a atuação desses docentes, mas também reforçam desigualdades simbólicas que atravessam as instituições educativas. Os resultados indicam, ainda, que a presença masculina pode ampliar perspectivas pedagógicas, contribuir para a diversidade de referências de gênero na infância e tensionar padrões tradicionais de cuidado e educação, concluindo-se que a superação das barreiras enfrentadas pelos professores homens exige políticas institucionais voltadas à formação, ao reconhecimento profissional e ao enfrentamento das discriminações de gênero, promovendo ambientes escolares verdadeiramente inclusivos e equitativos.

Resumo (inglês)

The present Undergraduate Thesis analyzes the insertion and performance of male teachers in Early Childhood Education, seeking to understand the prejudices, challenges, and resistance that surround their presence in a field historically marked by the feminization of teaching; based on theoretical frameworks such as Bourdieu (1992), Butler (2003), Scott (1995), Louro (1997; 2001), and Hirata (2007), the study discusses how the social construction of gender and the sexual division of labor contributed to consolidating early childhood teaching as a space associated with care and, therefore, socially attributed to women. Drawing on data from the 2024 School Census, as well as recent studies that problematize male participation in early childhood teaching, the research shows that these professionals frequently face distrust, constant surveillance, stereotypes of emotional inadequacy, and questioning regarding their professional choice. In this context, the general objective of the study is to analyze male presence in the Pedagogy program at UNESP, Bauru campus (2025), and to understand how their low representation relates to the historical feminization of teaching and to sociocultural constructions of gender in Early Childhood Education; as specific objectives, the study seeks to understand the historical, social, and cultural factors that contributed to the feminization of teaching, to quantitatively investigate and analyze the number of students enrolled in the Pedagogy program at UNESP Bauru (2025) by sex and year of training, and to identify and discuss the symbolic and social barriers faced by men during their training and professional practice in Early Childhood Education. The analysis indicates that such perceptions not only limit these teachers’ professional performance but also reinforce symbolic inequalities that permeate educational institutions; the results further suggest that male presence may broaden pedagogical perspectives, contribute to the diversity of gender references in childhood, and challenge traditional patterns of care and education. The study concludes that overcoming the barriers faced by male teachers requires institutional policies focused on professional training, recognition, and the confrontation of gender discrimination, promoting educational environments that are truly inclusive and equitable.

Descrição

Palavras-chave

Educação infantil, Gênero, Ensino, Professores de educação infantil

Idioma

Português

Citação

SILVA, Gabriel Felipe Melo da. Educação infantil e gênero: a feminização da profissão e a escassez de educadores homens. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.

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