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Comportamento e consumo alimentar e percepção e aceitação sensorial de gostos doce e salgado por crianças autistas e típicas

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Orientador

Conti, Ana Carolina

Coorientador

Silva, Wanderson Roberto da

Pós-graduação

Alimentos, Nutrição e Engenharia de Alimentos - IBILCE

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits na interação social, padrões de comportamentos restritivos e repetitivos, sendo a seletividade alimentar um dos desafios mais prevalentes, com impacto significativo na nutrição das crianças. Embora estudos sugiram disfunções olfatórias e gustativas em crianças autistas, há uma lacuna na literatura sobre a percepção sensorial desses indivíduos em relação aos gostos básicos, como doce e salgado. Este estudo teve como objetivo investigar o comportamento alimentar e o consumo alimentar e analisar a percepção e a aceitação sensorial dos gostos doce e salgado em crianças com TEA e típicas (6 a 11 anos). A pesquisa foi conduzida em dois delineamentos sequenciais: um estudo transversal e um experimental. O estudo transversal envolveu responsáveis por crianças autistas (n = 77) e típicas (n = 156), que responderam a um formulário online, incluindo a Escala LABIRINTO de Avaliação do Comportamento Alimentar. Posteriormente, foi realizado um estudo experimental com 30 crianças (15 autistas e 15 típicas), sendo avaliados: comportamento alimentar utilizando a escala LABIRINTO, consumo alimentar por meio de recordatório de 24 horas, limiar de detecção dos gostos doce e salgado por meio de um teste de limite e aceitação sensorial das preparações manjar e bolinha de carne com diferentes concentrações de sacarose e cloreto de sódio, respectivamente. No estudo transversal, a validade e a confiabilidade da escala LABIRINTO foram atestadas, evidenciando sua adequação para a amostra de estudo. No estudo experimental, a maioria das crianças de ambos os grupos era do sexo masculino (87%), com médias de idade de 8,5 ± 1,5 anos para o grupo autista e 8,3 ± 1,6 anos para o grupo típico. No comportamento alimentar, os grupos diferiram apenas na dimensão “habilidades nas refeições”, com as crianças autistas apresentando maior dificuldade. Quanto ao consumo alimentar, as crianças autistas apresentaram maior ingestão de sódio. As crianças autistas apresentaram limiares de detecção mais elevados para os gostos doce e salgado, necessitando de maiores concentrações de sacarose e cloreto de sódio para perceberem esses gostos. Ambos os grupos apresentaram comportamentos semelhantes na aceitação dos manjares, com as maiores concentrações sendo as mais aceitas pelos dois grupos em relação às menores concentrações. Em relação às bolinhas de carne, não houve diferença entre as diferentes concentrações de cloreto de sódio para os dois grupos, mas o grupo autista teve maior aceitação em uma das concentrações mais elevadas de cloreto de sódio, sugerindo preferência por alimentos mais salgados. Concluindo, este estudo destaca a necessidade de estratégias de intervenção nutricional personalizadas para o público autista, levando em consideração suas particularidades sensoriais e comportamentais, visando a promoção de hábitos alimentares adequados e saudáveis.

Resumo (inglês)

Autism Spectrum Disorder (ASD) is characterized by deficits in social interaction, restrictive and repetitive behavior patterns, with food selectivity being one of the most prevalent challenges, with a significant impact on children's nutrition. Although studies suggest olfactory and gustatory dysfunctions in autistic children, there is a gap in the literature regarding the sensory perception of these individuals in relation to basic tastes, such as sweet and salty. This study aimed to investigate eating behavior and food consumption and to analyze the perception and the sensory acceptance of sweet and salty tastes in children with ASD and typical children (6 to 11 years old). The research was conducted in two sequential designs: a cross-sectional study and an experimental study. The cross-sectional study involved guardians of autistic (n = 77) and typical (n = 156) children, who answered an online form, including the LABIRINTO Eating Behavior Assessment Scale. Subsequently, an experimental study was carried out with 30 children (15 autistic and 15 typical), evaluating: eating behavior using the LABIRINTO scale, food consumption through a 24-hour recall, detection thresholds for sweet and salty tastes through a threshold test, and sensory acceptance of blancmange and meatballs with different concentrations of sucrose and sodium chloride, respectively. In the cross-sectional study, the validity and reliability of the LABIRINTO scale were attested, evidencing its suitability for the study sample. In the experimental study, the majority of children in both groups were male (87%), with mean ages of 8.5 ± 1.5 years for the autistic group and 8.3 ± 1.6 years for the typical group. In eating behavior, the groups differed only in the “mealtime skills” dimension, with autistic children presenting greater difficulty. Regarding food consumption, autistic children had higher sodium intake. Autistic children had higher detection thresholds for sweet and salty tastes, requiring higher concentrations of sucrose and sodium chloride to perceive these tastes. Both groups presented similar behaviors in the acceptance of the blancmanges, with the highest concentrations being more accepted by both groups in relation to the lowest concentrations. Regarding the acceptance of the meatballs, there was no difference among the different concentrations of sodium chloride for the two groups, but the autistic group showed greater acceptance in one of the higher concentrations of sodium chloride, preferring saltier foods. In conclusion, this study highlights the need for personalized nutritional intervention strategies for the autistic population, considering their sensory and behavioral particularities, involving the promotion of adequate and healthy eating habits.

Descrição

Palavras-chave

Transtorno do Espectro Autista (TEA), Crianças, Comportamento alimentar, Consumo alimentar, Limiar de detecção, Aceitação sensorial, Autism Spectrum Disorder (ASD), Children, Eating behavior, Food consumption, Detection threshold, Sensory acceptance

Idioma

Português

Citação

FONSECA, Gabriella Roberta Correia. Comportamento e consumo alimentar e percepção e aceitação sensorial de gostos doce e salgado por crianças autistas e típicas. Dissertação (Mestrado em Alimentos, Nutrição e Engenharia de Alimentos). 2025 – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas (Ibilce), São José do Rio Preto, 2025.

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