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Uma nação sob Deus: excepcionalismo, protestantismo e Israel nas eras Bush e Trump

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Orientador

Pinheiro, Marcos Sorrilha

Coorientador

Marques, Tiago Rossi

Pós-graduação

Curso de graduação

Franca - FCHS - Relações Internacionais

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A política externa dos Estados Unidos é historicamente moldada pela interação entre o excepcionalismo americano e uma profunda identidade protestante. Esta pesquisa investiga de que maneira esses dois elementos foram mobilizados para direcionar a política externa para Israel durante os mandatos de George W. Bush (2001-2005) e Donald J. Trump (2017-2021). O objetivo central é analisar comparativamente como cada administração reinterpretou e aplicou esses pilares ideológicos, revelando suas continuidades e rupturas. A metodologia emprega uma análise qualitativa e comparativa de estudos de caso, com base em fontes documentais e discursos presidenciais, sob o referencial teórico das tradições de política externa e do conceito de excepcionalismo. Os resultados indicam que a gestão Bush articulou um excepcionalismo missionário e universalista, fundindo o idealismo wilsoniano com a força jacksoniana, no qual sua fé evangélica pessoal fundamentou a “Guerra ao Terror” como uma cruzada moral. Em contraste, a administração Trump reconfigurou o excepcionalismo para um registro particularista e nacionalista, sintetizado no lema “America First”. Sob sua liderança, a religião foi mobilizada não a partir do evangelicalismo tradicional, mas de um Nacionalismo Cristão — uma identidade político-cultural. A análise demonstra que o apoio a Israel em ambos os governos é mais bem compreendido através da interação sinérgica entre a ideologia do Sionismo Cristão e a influência material de grupos de interesse organizados. Conclui-se que, embora ambos tenham mobilizado uma gramática teológico-política, suas aplicações divergiram: Bush a integrou em um projeto de hegemonia moral universalista; Trump a instrumentalizou para um nacionalismo protecionista e transacional. A análise demonstra a notável plasticidade do excepcionalismo religioso como ferramenta de legitimação de projetos de poder distintos.

Resumo (inglês)

The U.S. foreign policy has historically been shaped by the interplay between American exceptionalism and a deep Protestant identity. This research investigates how these two elements were mobilized to justify and direct foreign policy towards Israel during the administrations of George W. Bush (2001-2005) and Donald J. Trump (2017-2021). The central objective is to comparatively analyze how each administration has reinterpreted and applied these ideological pillars, revealing their continuities and ruptures. The methodology employs a qualitative and comparative analysis of case studies, based on documentary sources, presidential speeches, under the theoretical framework of foreign policy traditions and the concept of exceptionalism. The results indicate that the Bush administration, especially after the September 11 attacks, articulated a missionary and universalist exceptionalism, merging Wilsonian idealism with Jacksonian force, framing his "War on Terror" as a moral crusade. In contrast, the Trump administration has reconfigured exceptionalism to a particularist and nationalist register, epitomized in the motto "America First." Under his leadership, religion was mobilized not from traditional evangelicalism, but from a Christian Nationalism, a political-cultural identity that merges American and Christian identities. The analysis demonstrates that support for Israel in both administrations is best understood through the synergistic interaction between the ideology of Christian Zionism and the material influence of organized interest groups. It is concluded that, although both have mobilized a theological-political grammar to strengthen the alliance with Israel, their applications diverged: Bush integrated it into a project of universalist moral hegemony; Trump instrumentalized it for a protectionist and transactional nationalism. The analysis demonstrates the remarkable plasticity of religious exceptionalism as a tool for legitimizing distinct power projects.

Descrição

Palavras-chave

Política internacional Séc. XXI, Fundamentalismo religioso, Sionismo, Religião e política, Estados Unidos

Idioma

Português

Citação

NORONHA, Natan Willian de Souza. Uma Nação sob Deus: excepcionalismo, protestantismo e Israel nas Eras Bush e Trump. Orientador: Marcos Sorrilha Pinheiro. Coorientador: Tiago Rossi Marques. 2025. 49 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Relações Internacionais) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.

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