Publicação: Do imperialismo tradicional ao verde: continuidade e transformações na dominação global
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Data
2024-12-13
Orientador
Cunha, Paulo Ribeiro Rodrigues da 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Marília - FFC - Relações Internacionais
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Este trabalho analisa a evolução das estratégias de dominação global, desde o imperialismo tradicional, fundamentado na colonização e exploração explícita, até o surgimento do "imperialismo verde", caracterizado pela utilização da retórica ambientalista para instruções de práticas de controle econômico e político sobre países periféricos. Com base no conceito de imperialismo desenvolvido por Lênin, investiga-se como o discurso de sustentabilidade tem sido instrumentalizado para manter relações de exploração, especialmente em nações ricas em recursos naturais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise crítica, utilizando como estudo de caso a República Democrática do Congo (RDC). Com destaque para o cobalto, mineral essencial para a transição energética global, o trabalho menciona como as reservas da RDC são alvo de intervenções externas que reforçam a dependência econômica e intensificam os impactos socioambientais. Os resultados evidenciam as contradições entre a retórica de sustentabilidade imposta por potências hegemônicas e grandes corporações, e as práticas predatórias que aprofundam desigualdades globais e comprometem a soberania de nações periféricas. Conclui-se que o imperialismo verde configura uma reconfiguração do imperialismo tradicional, instrumentalizando o discurso ambientalista para perpetuar desigualdades estruturais e exploração global.
Resumo (inglês)
This study examines the evolution of global domination strategies, from traditional imperialism, grounded in colonization and explicit exploitation, to the emergence of "green imperialism," characterized by the use of environmentalist rhetoric to guide practices of economic and political control over peripheral countries. Based on Lenin’s concept of imperialism, the research investigates how sustainability discourse has been instrumentalized to sustain exploitative relationships, particularly in nations rich in natural resources. The research adopts a qualitative approach, grounded in bibliographic review and critical analysis, using the Democratic Republic of the Congo (DRC) as a case study. Highlighting cobalt, a mineral essential for the global energy transition, the study explores how the DRC’s reserves are targeted by external interventions that reinforce economic dependency and intensify socio-environmental impacts. The findings reveal the contradictions between the sustainability rhetoric imposed by hegemonic powers and large corporations, and the predatory practices that deepen global inequalities and undermine the sovereignty of peripheral nations. It concludes that green imperialism represents a reconfiguration of traditional imperialism, instrumentalizing environmentalist discourse to perpetuate structural inequalities and global exploitation.
Descrição
Idioma
Português
Como citar
FERREIRA, Valéria Suelen Moscheto. Do imperialismo tradicional ao verde: continuidade e transformações na dominação global. 2025. 64 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Relações Internacionais) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2024.