Ca qui a do: tem quem entre pra jogar, tem quem entre pra dançar ou Rebolados, bailecitos, brincadeira, goce e suas funções políticas na produção de mundos outros
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Data
Autores
Orientador
Guimarães, Rafael Siqueira 

Coorientador
Pós-graduação
Psicologia - FCLAS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta tese é produto de uma investigação acadêmica que foi se delineando a partir de
campos de afetações apresentados pelos territórios múltiplos que se abriram
enquanto possibilidade de movimento para o fazer desta pesquisa. Este trabalho é
fruto de uma cartografia anarcocriativa que entrelaça dança, ativismo, psicologia e
práticas decoloniais na construção de clínicas sensíveis e de modos outros de existir.
Com forte ancoragem nos afetos e nos processos de subjetivação, a pesquisa se
desenvolve a partir da vivência e da corporeidade da autora em deslocamentos
territoriais e epistêmicos entre o Brasil e o México, ativando o corpo como arquivo
político e poético. A dança é compreendida como dispositivo de criação de
subjetividade e resistência frente às hegemonias coloniais e capitalísticas. Rebolados,
caquiados e brincadeiras dançadas são abordados como práticas políticas que
produzem mundos mais vibráteis, coletivos e plurais. Utilizando os conceitos de
autohistória, consciência mestiça, corpo-afetação e fronteira, a autora propõe uma
escrita corpografada, poética e encarnada que desmonta dicotomias entre
pessoal/político, arte/ciência e corpo/teoria. A pesquisa se vale de um percurso
metodológico baseado na cartografia e na performatividade dos afetos, onde o corpo
da pesquisadora se abre para as experiências dançantes em territórios latinoamericanos,
principalmente a partir de danças afroindígenas e afrodiaspóricas do
Brasil e do México. Discute-se sobre práticas culturais como o carimbó, o samba, o
funk, a salsa, a cumbia, a salsa, a bachata e o arrocha, e suas intersecções com as
questões de raça, gênero, classe e sexualidade enquanto dispositivos estéticos de
preservação de histórias e jeitos gozosos de viver. A dança, sobretudo os rebolados
caquiados, se confirma como um potente dispositivo de resistência micropolítica e de
produção de vida insurgente. Foi possível identificar que práticas dançadas oriundas
de corpos dissidentes criam territórios de cura, pertencimento e elaboração coletiva
do gozo e da alegria como estratégias contra-hegemônicas. Ao reivindicar o rebolado
como linguagem epistemológica, a autora cria brechas para outras formas de fazer
ciência comprometidas com a vida, com a diferença e com a justiça social.
Resumo (espanhol)
Esta tesis es producto de una investigación académica que se fue delineando a partir de campos de afectación presentados por los múltiples territorios que se abrieron como posibilidad de movimiento para la realización de esta pesquisa. Este trabajo es fruto de una cartografía anarco-creativa que entrelaza danza, activismo, psicología y prácticas decoloniales en la construcción de clínicas sensibles y de otros modos de existir. Con fuerte anclaje en los afectos y en los procesos de subjetivación, la investigación se desarrolla a partir de la vivencia y de la corporeidad de la autora en desplazamientos territoriales y epistémicos entre Brasil y México, activando el cuerpo como archivo político y poético. La danza se comprende como un dispositivo de creación de subjetividad y resistencia frente a las hegemonías coloniales y capitalistas. Rebolados, caquiados y juegos danzados se abordan como prácticas políticas que producen mundos más vibrantes, colectivos y plurales. Utilizando los conceptos de autohistoria, conciencia mestiza, cuerpo-afectación y frontera, la autora propone una escritura corpografiada, poética y encarnada que desmonta dicotomías entre lo personal/político, arte/ciencia y cuerpo/teoría. La investigación se vale de un recorrido metodológico basado en la cartografía y en la performatividad de los afectos, donde el cuerpo de la investigadora se abre a las experiencias danzantes en territorios latinoamericanos, principalmente a partir de danzas afroindígenas y afrodiaspóricas de Brasil y México. Se discute sobre prácticas culturales como el carimbó, el samba, el funk, la salsa, la cumbia, la bachata y el arrocha, y sus intersecciones con cuestiones de raza, género, clase y sexualidad, entendidas como dispositivos estéticos de preservación de historias y modos gozosos de vivir. La danza, sobre todo los rebolados caquiados, se confirma como un potente dispositivo de resistencia micropolítica y de producción de vida insurgente. Fue posible identificar que las prácticas danzadas originadas en cuerpos disidentes crean territorios de sanación, pertenencia y elaboración colectiva del goce y de la alegría como estrategias contrahegemónicas. Al reivindicar el rebolado como lenguaje epistemológico, la autora abre brechas hacia otras formas de hacer ciencia comprometidas con la vida, con la diferencia y con la justicia social.
Descrição
Palavras-chave
Processos de subjetivação, Dança, Caquiado, Corpo-experiência, Danza, Subjetivación, Cuerpo
Idioma
Português
Citação
BARBOSA, Marianne Gois. Ca qui a do: tem quem entre pra jogar, tem quem entre pra dançar ou Rebolados, bailecitos, brincadeira, goce e suas funções políticas na produção de mundos outros. 2025. 133 p. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.


