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Traduzindo a nós mesmos : o sujeito duplo da epidemiologia psiquiátrica

dc.contributor.advisorYasui, Silvio [UNESP]
dc.contributor.authorCabrini, Daniela Ravelli
dc.contributor.coadvisorAndrade, Laura Helena Silveira Guerra de
dc.contributor.coadvisorBéhague, Dominique
dc.contributor.coadvisorSaldaña-Tejeda, Abril
dc.contributor.committeeMemberOrtega, Francisco
dc.contributor.committeeMemberM. F. Araujo Lima, Elizabeth [USP]
dc.contributor.committeeMemberTexeira, Ricardo Rodrigues [USP]
dc.contributor.committeeMemberResende, Sérgio [UNICAMP]
dc.contributor.institutionInstituto de Psiquiatria, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo.
dc.contributor.institutionDepartment of Global Health and Social Medicine, King's College London.
dc.contributor.institutionDepartamento de Filosofía, Universidad de Guanajuato.
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)pt
dc.date.accessioned2026-08-21T19:13:50Z
dc.date.issued2026-05-04
dc.description.abstractOs números que apontam para uma suposta “epidemia” de saúde mental são alarmantes; contudo, as condições de sua produção raramente são problematizadas. Com base em uma etnografia da ciência, esta tese investiga a produção desses números a partir da tradução do Composite International Diagnostic Interview (CIDI) 5.0 para o contexto brasileiro, conduzida por um grupo multidisciplinar de cientistas na área da epidemiologia psiquiátrica. Paralelamente, examina como categorias de transtornos mentais comuns são experienciadas e interpretadas por moradores de uma favela na zona leste de São Paulo. A partir desse duplo acompanhamento, das práticas científicas e dos contextos de vida, a tese critica a noção hegemônica de “tradução cultural” na saúde global, compreendendo-a como um processo marcado por incertezas, negociações e opacidades, no qual ciência e cultura são esferas inseparáveis. A análise se propõe a pensar com “números, imagens, palavras e corpos”, fazendo vacilar o sonho metafísico de uma unidade unívoca e afirmando uma unidade vibrátil, na qual conhecimento e experiência se conectam em um plano duplo de inteligibilidade imanente. Nesse movimento, os números psiquiátricos não são entendidos como evidências neutras, mas como mediações instáveis, cuja força emerge das relações entre sujeitos e das condições que os tornam possíveis. A tese contribui para os estudos em saúde global, bem como para as práticas de tradução e adaptação de instrumentos transnacionais, ao evidenciar as dimensões invisíveis da coleta e os vínculos e redes que sustentam a produção de dados, sugerindo que a força da evidência reside tanto no que se mede quanto no que escapa à mensuração.pt
dc.description.abstractThe numbers pointing to a supposed “mental health epidemic” are alarming; however, the conditions of their production are rarely problematized. Based on a science ethnography, this thesis investigates the production of these numbers through the translation of the Composite International Diagnostic Interview (CIDI) 5.0 into the Brazilian context, conducted by a multidisciplinary group in field of psychiatric epidemiology researchers. Simultaneously, it examines how common mental disorder categories are experienced and interpreted by residents of a favela in the eastern zone of São Paulo. Through this dual engagement, both with scientific practices and with life contexts, the dissertation critiques the hegemonic notion of “cultural translation” in global health, understanding it as a process marked by uncertainties, negotiations, and opacities, in which science and culture are inseparable. The analysis proposes thinking with “numbers, images, words, and bodies,” unsettling the metaphysical dream of a univocal unity and affirming a vibratile unity, in which knowledge and experience are connected in a double plane of immanent intelligibility. In this movement, psychiatric numbers are not understood as neutral evidence, but as unstable mediations, whose force emerges from the relations among subjects and the conditions that make them possible. The thesis contributes to global health studies and to the practices of translation and adaptation of transnational instruments by evidencing the invisible dimensions of data collection and the ties and networks that sustain data production, suggesting that the strength of evidence resides both in what is measured and in what escapes quantification.en
dc.description.abstractLos números que apuntan a una supuesta “epidemia de salud mental” son alarmantes; sin embargo, las condiciones de su producción rara vez son problematizadas. Basándose en una etnografía de la ciencia, esta tesis investiga la producción de estos números a partir de la traducción del Composite International Diagnostic Interview (CIDI) 5.0 al contexto brasileño, llevada a cabo por un grupo multidisciplinario de investigadores en el área de la epidemiología psiquiátrica. Paralelamente, examina cómo las categorías de trastornos mentales comunes son experimentadas e interpretadas por habitantes de una favela en la zona este de São Paulo. A partir de este doble seguimiento, de las prácticas científicas y de los contextos de vida, la tesis critica la noción hegemónica de “traducción cultural” en la salud global, comprendida como un proceso marcado por incertidumbres, negociaciones y opacidades, en el que ciencia y cultura son inseparables. El análisis se propone pensar con “números, imágenes, palabras y cuerpos”, haciendo tambalear el sueño metafísico de una unidad unívoca y afirmando una unidad vibrátil, en la que conocimiento y experiencia se conectan en un plano doble de inteligibilidad inmanente. En este movimiento, los números psiquiátricos no se entienden como evidencias neutras, sino como mediaciones inestables, cuya fuerza emerge de las relaciones entre sujetos y de las condiciones que las hacen posibles. La tesis contribuye a los estudios en salud global, así como a las prácticas de traducción y adaptación de instrumentos transnacionales, al evidenciar las dimensiones invisibles de la recolección y los vínculos y redes que sostienen la producción de datos, sugiriendo que la fuerza de la evidencia reside tanto en lo que se mide como en lo que escapa a la medición.es
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.description.sponsorshipIdCAPES: 001
dc.description.sponsorshipIdFAPESP: 2022/16423-7
dc.description.sponsorshipIdFAPESP: 2024/22021-4
dc.identifier.capes33004048021P6
dc.identifier.citationRAVELLI-CABRINI, Daniela. Traduzindo a nós mesmos: o sujeito duplo da epidemiologia psiquiátrica. 2026. 420 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.
dc.identifier.lattes2388681295126959
dc.identifier.orcid0000-0001-8264-9791
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/330037
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.relationhttps://repositorio.unesp.br/workspaceitems/395174/view
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectPsicometriapt
dc.subjectProcesso de traduçãopt
dc.subjectAntropologia da Saúdept
dc.subjectSaúde Coletivapt
dc.subjectPsychometricsen
dc.subjectTranslation Processesen
dc.subjectHealth Anthropologyen
dc.subjectCollective Healthen
dc.subjectPsicometríaes
dc.subjectProceso de Traducciónes
dc.subjectAntropología de la Saludes
dc.subjectSalud Colectivaes
dc.titleTraduzindo a nós mesmos : o sujeito duplo da epidemiologia psiquiátricapt
dc.title.alternativeTranslating ourselves : the double subject of psychiatric epidemiologyen
dc.title.alternativeTraduciéndonos : el doble sujeto de la epidemiología psiquiátricaes
dc.typeTese de doutoradopt
dcterms.impactEsta pesquisa possui potencial impacto científico, social e cultural ao investigar criticamente os processos de tradução, adaptação cultural e circulação de instrumentos diagnósticos em saúde mental. Ao analisar como categorias psicopatológicas e ferramentas epidemiológicas são interpretadas e transformadas em diferentes contextos socioculturais, o estudo contribui para o avanço teórico e metodológico nos campos da saúde coletiva, antropologia da saúde e psiquiatria transcultural. A pesquisa também fortalece a internacionalização do campo ao dialogar com debates globais sobre saúde mental e adaptação transcultural de instrumentos em especial em contextos periféricos da América Latina, ao mesmo tempo em que mantém forte inserção no contexto brasileiro, oferecendo contribuições relevantes para o desenvolvimento da pesquisa em saúde coletiva e para a qualificação de práticas de cuidado em saúde mental no país.pt
dcterms.impactThis research has potential scientific, social, and cultural impact by critically investigating the processes of translation, cultural adaptation, and circulation of diagnostic instruments in mental health. By analyzing how psychopathological categories and epidemiological tools are interpreted and transformed across different sociocultural contexts, the study contributes to theoretical and methodological advances in the fields of public health, medical anthropology, and transcultural psychiatry. The research also strengthens the internationalization of the field by engaging with global debates on mental health and the cross-cultural adaptation of instruments, particularly in peripheral contexts in Latin America, while maintaining a strong presence within the Brazilian context, offering relevant contributions to the development of public health research and the improvement of mental health care practices in the country.en
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication08d6a6b2-0ee1-4f95-8645-de763294ea38
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assispt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramPsicologia - FCLASpt
unesp.knowledgeAreaPsicologia e sociedadept
unesp.researchAreaAtenção Psicossocial e Políticas Públicas.pt

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