Publicação: Indigestão vagal em bezerro: relato de caso
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Data
2021
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
UNESP
Tipo
Trabalho apresentado em evento
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Introdução: Os problemas digestórios em ruminantes são de grande importância na clínica médica.
O nervo vago realiza a inervação sensorial e motora dos pré-estômagos e do abomaso, sendo a
indigestão vagal uma síndrome caracterizada por transtornos de motilidade do rúmen, retículo, omaso
e abomaso, causadas devido às disfunções vagais, gerando timpanismo, inapetência, alterações na
motilidade ruminal, emagrecimento, entre outros. Relato do caso: Foi encaminhado à Clínica de
Grandes Animais do Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” um bezerro com
aproximadamente 6 meses de idade, mestiço. De acordo com o proprietário, o animal apresentava
distensão abdominal há cada 3 dias, durante 30 dias, sendo este resolvido através da sondagem
orogástrica, administração de acetil tributil acetato e probiótico. A dieta do paciente era composta por
suplemento líquido, ração, pastagem e leite. Ao exame físico, o animal apresentou pouco gás ruminal
e bradicardia, ficando em observação. No sétimo dia de internação o bezerro manifestou distensão
abdominal no formato maçã/pera (Figura 1) e atonia ruminal, dando início ao tratamento com a
sondagem orogástrica e administração de gluconato de cálcio IM, houve melhora clínica. Após o
primeiro episódio de timpanismo, o animal timpanizou recorrentemente, totalizando 5 recidivas em
um período de 7 dias, onde não apresentava melhoras com o tratamento instituído. Resultados: O
hemograma e o leucograma estavam normais, descartando a possibilidade de uma reticuloperitonite
traumática. A dosagem de cloretos do líquido ruminal estava levemente aumentada, indicando uma
lesão pilórica discreta. Devido ao histórico, sinais clínicos e exames complementares compatíveis
com indigestão vagal, foi sugerido a realização da eutanásia. Durante a necropsia foi encontrado
úlcera de abomaso não perfurante de grau Ib. Conclusões: O diagnóstico da indigestão vagal é
predominantemente clínico, entretanto se faz necessário descartar outras afecções, sendo assim, o
histórico, a anamnese e os exames físicos e complementares foram essenciais neste caso.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Como citar
In: SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL, 12.; SEMANA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, 20., 2021, Araçatuba. Anais... Araçatuba: UNESP, 2021. 2 p.