Prevalência de distúrbio alimentar pediátrico e/ou disfagia orofaríngea em ambiente hospitalar de alta complexidade
Carregando...
Data
Autores
Orientador
Silva, Roberta Gonçalves da 

Coorientador
Levy, Déborah Salle
Pós-graduação
Ciências da Saúde e Comunicação Humana - FFC
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Introdução: Os processos de alimentação e deglutição estão intrinsecamente unidos na população infantil, e a presença de distúrbio alimentar pediátrico (DAP) e/ou disfagia orofaríngea (DOP) possui prevalência variável e dependente de fatores múltiplos, com ausência de estudos epidemiológicos robustos que possam conduzir práticas de rastreamento e diagnóstico mais assertivas. Objetivo: Identificar, caracterizar e comparar a prevalência de distúrbio alimentar pediátrico e disfagia orofaríngea em lactentes e crianças atendidos em um Hospital de alta complexidade. Método: Estudo clínico transversal, observacional, descritivo e retrospectivo-prospectivo, com amostra de conveniência de crianças de 28 dias de vida a 8 anos. Foram selecionadas 1040 avaliações clínicas da alimentação/deglutição do banco de dados institucional e após os critérios de exclusão a amostra foi composta por 400 registros. Após a avaliação da alimentação e/ou deglutição foi aplicada a definição operacional dos diagnósticos, agrupamento dos resultados em grupos com DAP e sem DAP. Para análise estatística foram aplicados, média, mediana e desvio padrão, para as idades. Foram utilizados frequência relativa (percentual), teste Z de duas proporções, o teste Mann-Whitney e o teste de Qui-Quadrado. Resultado: A média de idade foi de 1,84 anos (mediana: 1,08; DP: 1,81), sexo masculino (60,5%), diagnósticos etiológicos destacando-se as doenças respiratórias (49,5%) e as neurológicas (34%). A prevalência de DAP (70,8%), com ou sem disfagia, foi maior que de crianças somente com DOP (29,3%) estatisticamente significativa (p<0.001) e o grau de comprometimento da deglutição e do nível de funcionalidade da alimentação e/ou deglutição foram variáveis. Quando comparados os grupos com DAP e sem DAP constatou-se que houve diferença estatística significativa para algumas variáveis, tipos de doenças e o nível das escalas de classificação se manteve variável entre os grupos. Conclusão: O DAP é uma condição frequente na população pediátrica em Hospital de alta complexidade, com ou sem disfagia orofaríngea e com distintos níveis de funcionalidade da alimentação e/ou deglutição e grau de comprometimento da deglutição.
Resumo (inglês)
Introduction: The feeding and swallowing processes are intrinsically connected in the child population, and the presence of pediatric feeding disorder (PFD) and/or pediatric oropharyngeal dysphagia (POD) has a variable prevalence and depends on multiple factors, with a lack of robust epidemiological studies that could conduct more assertive screening and diagnosis practices. Objective: To identify, characterize, and compare the prevalence of pediatric feeding disorders and oropharyngeal dysphagia in infants and children treated in a highly complex hospital. Method: Cross-sectional, observational, descriptive, and retrospective-prospective clinical study, with a convenience sample of children aged 28 days to 8 years. 1040 clinical evaluations of feeding/swallowing were selected from the institutional database and after the exclusion criteria, the sample consisted of 400 records. The assessment of feeding and/or swallowing was carried out with the operational definition of diagnoses, grouping the results into with PFD and without PFD, and for statistical analysis, mean, median, and standard deviation were applied for the ages. Relative frequency (percentage), the two-proportion Z test, the Mann-Whitney test, and the Chi-Square test were used. Result: The average age was 1.84 years (median: 1.08; SD: 1.81), male (60.5%), with etiological diagnoses highlighting respiratory diseases (49.5%) and neurological (34%). The prevalence of PFD (70.8%), with or without dysphagia, was higher than that of children only with POD (29.3%), statistically significant (p <0.001) and the degree of swallowing impairment and level of performance of the feeding and/or swallowing were variable. When comparing the groups with PFD and without PFD, it was found that there was a significant statistical difference for some variables, and types of diseases and the level of the classification scales remained variable between the groups. Conclusion: Pediatric feeding disorders are a common condition in the pediatric population in highly complex hospitals, with or without oropharyngeal dysphagia and with different levels of feeding and/or swallowing performance and degree of swallowing impairment.
Descrição
Palavras-chave
Comportamento alimentar, Deglutição, Distúrbios da deglutição, Distúrbios alimentares em crianças, Epidemiologia, Feeding behavior, Deglutition, Deglutition disorders, Eating disorders in children, Epidemiology
Idioma
Português
Citação
SANTOS, Nathália Anastopulos dos. Prevalência de distúrbio alimentar pediátrico e/ou disfagia orofaríngea em ambiente hospitalar de alta complexidade. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde e Comunicação Humana) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.


