Publicação:
Metronidazol na Angiogênese Corneal em Ratos (Rattus norvegicus, Variação albinus, Wistar)

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Data

2017-12-04

Orientador

Laus, José Luiz
Aldrovani, Marcela

Coorientador

Pós-graduação

Cirurgia Veterinária - FCAV

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (inglês)

Visou-se avaliar os efeitos do metronidazol sobre a neovascularização corneal. A pesquisa foi dividida em dois artigos. No primeiro, compararam-se modelos de angiogênese corneal induzida por cauterização alcalina. Vinte e quatro ratos Wistar foram distribuídos em quatro grupos, que diferiram apenas quanto aos procedimentos para cauterização alcalina. Um fragmento circular de papel filtro de 3mm, embebido em solução aquosa de nitratos de prata e de potássio (3:1, vol/vol), foi pressionado sobre a região axial da córnea (olho direito). Os tempos de contato do papel com a córnea foram de 10 segundos para os grupos 1 e 4 (G1 e G4) e de 20 segundos para os grupos 2 e 3 (G2 e G3). Após cauterização, as córneas foram lavadas, por 1 min. Em G1 e em G2 os papéis filtro foram removidos imediatamente antes da lavagem. Em G3 e em G4, as córneas foram lavadas com os papeis filtro in loco. Parâmetros de neovascularização corneal foram estudados em diferentes momentos pós-cauterização. Diferenças foram significativas quando p < 0,05. As córneas em G1 apresentaram menos áreas vascularizadas (12,63 ± 12,59%), em comparação às córneas em G3 (41,95 ± 17,32%) e ém G4 (33 ± 11,74%) (p < 0,05). Os protocolos adotados para G2, G3 e G4 mostraram excelente reprodutibilidade, com 100% de córneas vascularizadas. No segundo, objetivou-se monitorar efeitos de instilações de soluções oftálmicas de metronidazol, 0,1% e 0,5%, sobre a neovascularização corneal, induziram-se lesões por cauterização alcalina em córneas (olho direito) de 40 ratos Wistar como descrito para G3. Após cauterização, os ratos foram distribuídos em quatro grupos (Met_0.1%, Met_0.5%, Sham, e não tratado). Os grupos Met_0.1% e Met_0.5% receberam, por instilação, soluções de metronidazol ao 0,1% ou de 0,5%, respectivamente, à intervalos de 6 horas, por 30 dias. O grupo Sham recebeu tampão fosfato salino (diluente de metronidazol). O grupo não tratado não recebeu qualquer instilação. Córneas em todos os grupos foram avaliadas em diferentes momentos pós-cauterização, quanto às intensidades das queimaduras, aos índices de neovascularização e aos percentuais de áreas vascularizadas. Nos dias 15 e 30, cinco ratos de cada grupo foram submetidos à eutanásia, para colheita de córneas que foram avaliadas à histopatologia. Diferenças foram significativas quando p < 0,05. Os índices de neovascularização corneal calculados para os grupos Met_0.1% e Met_0.5% foram menores que os obtidos para os grupos Sham e não tratado (p < 0.05). Córneas tratadas com 0,1% ou 0,5% de metronidazol apresentaram menos áreas vascularizadas. Há como admitir que a instilação de soluções de metronidazol, 0,1% ou 0,5%, inibiu o crescimento de vasos e a progressão de neovascularização corneal, em ratos albinos de laboratório.

Resumo (português)

The effect of metronidazole on corneal neovascularization were evaluated. The research was divided into two articles. In the first, models of corneal angiogenesis by alkaline cauterization were developed. Twenty-Four Wistar rats were divided into four groups, which differed in procedures for alkaline cauterization. A circular piece of filter paper of 3mm, soaked in a solution of silver and potassium nitrates (3:1, vol/vol) was pressed onto the axial region of the cornea (right eye). Cauterization times were 10 (G1 and G4), or 20 seconds (G2 and G3). After cauterization, the corneas were washed or 1 min. In G1 and G2, the filter papers were removed just prior to washing. In G3 and G4, the corneas were washed with the filter paper in loco. The parameters of corneal neovascularization were studied at different moments of after cauterization. Differences with p < 0.05 were considered significant. On day 15, G1 corneas showed smaller vascularized areas (12.63 ± 12.59%) compared to those in the G3 (41.95 ± 17.32%) and G4 (33 ± 11.74%) groups (p < 0.05). The G2, G3, and G4 protocols showed excellent reproducibility, and induced vascularization in 100% of corneas. In the second, in order to monitor the effects of 0.1% and 0.5% instillations of metronidazole ophthalmic solutions on corneal neovascularization. After cauterization, rats were distributed in four groups (Met_0.1%, Met_0.5%, Sham, and untreated). The groups Met_0.1% and Met_0.5% received, by instillation, solutions of 0.1% and 0.5% metronidazole solution, respectively, at intervals of 6 hours, for 30 days. The Sham group received phosphate-buffered saline (metronidazole diluent). Untreated group received no treatment or instillation. The corneas in all groups were evaluated at different post-cauterization moments, regarding burn intensitiy, indices of CNV and percentages of vascularized areas. On days 15 e 30 after the burn, five rats from each group were euthanized for the harvest of corneas which were processed for histopathological examinations. Differences with p < 0.05 were considered significant. However, the indices of corneal neovascularization (CNV) for Met_0.1% and Met_0.5% groups were lower than those for Sham and untreated groups (p < 0.05). Furthermore, corneas treated with 0.1% or 0.5% metronidazole have fewer vascularized areas compared to control corneas. We can admit that regular instillation of 0.1% or 0.5% metronidazole inhibits blood vessel growth and progression of neovascularization in alkali-burned corneas of laboratory albino rats.

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Português

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