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Evolução do dimorfismo sexual de cerdas adesivas e quimiossensoriais em tarsos de aranhas Mygalomorphae (Araneae)

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Orientador

Guadanucci, José Paulo Leite

Coorientador

Pós-graduação

Ecologia, Evolução e Biodiversidade - IB

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A infraordem Mygalomorphae compreende 31 famílias, com 374 gêneros nominais, sendo representada pelas tarântulas, aranhas de alçapão e as aranhas teias de funil. São animias que apresentam uma vida sedentária vivendo em tocas, em teias de funil ou em teias de lençol, exceto os machos, que tornam-se cursoriais quando adultos. Diversos estudos foram realizados acerca desse grupo de aranhas, principalmente nos últimos 20 anos, esclarecendo a taxonomia e relações evolutivas, porém há dificuldades de discriminar espécies e gêneros próximos. Novas classificações foram feitas, elevando diversos grupos ao nível de família e subfamília. As aranhas Mygalomorphae são aranhas que apresentam diversas estruturas cuticulares com diversas funções, como no caso das escópulas, que têm funções adesivas, e das cerdas quimiossensoriais. As escópulas, presentes em machos e fêmeas, compreendem uma faixa ou camada densa de cerdas que revestem a região ventral do tarso, do metatarso e dos pedipalpos. Possuem extensões cuticulares menores conhecidas como microtríquias ou sétulas, que terminam em extremidades chamadas de espátulas. São utilizadas pelos pesquisadores para a taxonomia do grupo, diagnosticando famílias, subfamílias e gêneros. As cerdas quimiossensoriais possuem uma função de percepção de moléculas no ambiente, caracterizando-se por serem longas, subcônicas e grossas, além da típica aparência ultraestrutural da superfície, apresentando uma abertura terminal ou subterminal, com um poro pequeno, estando também presente em machos e fêmeas. Um tipo especial de cerda foi recentemente reconhecida apenas em machos e com função quimiossensorial, se apresenta em uma camada densa de cerdas nos ventres do tarsos, denominada pseudoescopula, uma vez que são bastante diferentes em firma e função das escópulas adesivas. Essas cerdas são caracterizadas por apresentarem uma variação morfológica em seu ápice, que aparentemente tem sinal filogenético. Dessa forma, o objetivo principal deste trabalho é estudar as cerdas adesivas (escópulas) e quimiossensoriais (pseudoescopula) quanto à ultraestrutura e presença no contexto sexual comparativo e evolutivo, buscando elucidar questões acerca do surgimento da pseudoescopula e escópula na evolução de Mygalomorphae, além de discutir possíveis funções em machos e fêmeas e sua correlação com os hábitos de vida.

Resumo (inglês)

The infraorder Mygalomorphae comprises 31 families, with 374 nominal genera, and is represented by tarantulas, trapdoor spiders and funnel-web spiders. These animals are sedentary, living in burrows, funnel webs or sheet webs, except for the males, which become cursorial as adults. Several studies have been carried out on this group of spiders, mainly in the last 20 years, clarifying their taxonomy and evolutionary relationships, but there are difficulties in discriminating between closely related species and genera. New classifications have been made, elevating various groups to the level of family and subfamily. Mygalomorphae are spiders that have various cuticular structures with different functions, such as scopulae, which have adhesive functions, and chemosensory bristles. The scopulae, present in males and females, comprise a dense band or layer of bristles that cover the ventral region of the tarsus, metatarsus and pedipalps. They have smaller cuticular extensions known as mycotrichia or setulae, which end in spatulae. They are used for the taxonomy of the group, diagnosing families, subfamilies and genera. The chemosensory bristles have a function of perceiving molecules in the environment, and are characterized by being long, subconical and thick, in addition to the typical ultrastructural appearance of the surface, presenting an opening with a small pore, which is also present in males and females. A special type of bristle has recently been recognized only in males and with a “chemosensory” function, it is presented in a dense layer of bristles on the tarsal venters, called pseudoscopula, since they are quite different from the adhesive scopulae. These bristles are characterized by a morphological variation at their apex, which apparently has a phylogenetic sign. Thus, the main objective of this work is to study the adhesive setae (scopulae) and chemosensory setae (pseudoscopula) in terms of their ultrastructure and presence in the comparative sexual and evolutionary context, seeking to elucidate questions about the appearance of these pseudoscopulae in the evolution of Mygalomorphae, as well as discussing possible functions in males and females and their correlation with life habits.

Descrição

Palavras-chave

Morfologia, Evolução, Cerdas, Morphology, Evolution, Setae

Idioma

Português

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