Violência obstétrica contra mulheres negras usuárias de substâncias psicoativas e a influência do pensamento eugenista
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Data
Autores
Orientador
Machado, Dinair Ferreira 

Coorientador
Silva, Adriane das Neves
Pós-graduação
Saúde Coletiva - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: A violência obstétrica está intimamente relacionada à violência de gênero e às problemáticas estruturais do Brasil, principalmente quando se trata de mulheres pobres e não brancas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a vivência de violência obstétrica de mulheres que fazem uso de substâncias psicoativas no pré-natal, parto e puerpério, bem como as influências do pensamento eugenista nessas práticas. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, nos moldes de história de vida tópica, realizado através de uma entrevista, com questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada. Oito mulheres autodeclaradas não brancas participaram do estudo. Os dados foram análisados a partir da técnica de Análise de Conteúdo, modalidade análise temática proposta por Bardin. Resultados: A análise do conteúdo foi dividida em três categorias de análise temática: 1) Dinâmica sociofamiliar conflituosa e o primeiro contato com o uso de substâncias psicoativas; 2) Da descoberta da gestação ao nascimento do bebê: as diferentes vivências de mulheres usuárias de substâncias psicoativas nos serviços de saúde; 3) Os desafios da maternagem no contexto de uso de substâncias psicoativas. Conclusão: Os resultados demonstraram que a racionalidade eugenista está presente na assistência à saúde através do estigma, julgamentos morais, vigilância e naturalização da violência obstétrica. As narrativas demonstram os diversos contextos e vulnerabilidades que influenciam o início do uso de substâncias psicoativas e a necessidade de políticas públicas efetivas e práticas de cuidado humanizadas.
Resumo (inglês)
Introduction: Obstetric violence is closely related to gender-based violence and to Brazil’s structural issues, particularly when it involves poor and non-white women. Objective: This study aimed to analyze the experiences of obstetric violence among women who use psychoactive substances during prenatal care, childbirth, and the puerperium, as well as the influence of eugenic thought on these practices. Methods: This is a qualitative study, based on the topical life history method, conducted through an interview that included a sociodemographic questionnaire and a semi-structured interview. Eight self-identified non-white women participated in the study. Data were analyzed using Content Analysis, specifically the thematic analysis approach proposed by Bardin. Results: Content analysis was organized into three thematic categories: (1) Conflictual socio-family dynamics and the first contact with psychoactive substance use; (2) From the discovery of pregnancy to the birth of the baby: different experiences of women who use psychoactive substances in health services; (3) The challenges of mothering in the context of psychoactive substance use. Conclusion: The findings demonstrated that eugenic rationality is present in health care through stigma, moral judgments, surveillance, and the naturalization of obstetric violence. The narratives reveal the diverse contexts and vulnerabilities influencing the onset of psychoactive substance use, as well as the need for effective public policies and humanized care practices.
Descrição
Palavras-chave
Violência obstétrica, Violência de gênero, Uso de substâncias, Eugenia, Atenção à saúde, Viol
Idioma
Português
Citação
SALVADOR, Ingrid Christofalo. Violência obstétrica contra mulheres negras usuárias de substâncias psicoativas e a influência do pensamento eugenista. 2026. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.


