Razão ótima de hedge no setor sucroalcooleiro
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Data
Autores
Orientador
Bertella, Mário Augusto 

Coorientador
Pós-graduação
Economia - FCLAR
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O presente trabalho investiga como o relaxamento de hipóteses do modelo tradicional de razão ótima de hedge (mínima variância) altera a quantidade ótima de hedge no setor sucroalcooleiro, com aplicação aos mercados futuros de açúcar e etanol. A partir de pressupostos mais próximos da realidade operacional, o estudo incorpora preferências do produtor via utilidade esperada com aversão relativa ao risco constante (ARRC), fricções associadas à implementação do hedge e a possibilidade de investimento em um ativo alternativo, capturando a competição entre derivativos e decisões de alocação de riqueza. Além do paradigma média-variância, o trabalho introduz medidas de risco sensíveis a perdas por meio de momentos parciais inferiores (LPM), avaliados sob diferentes referências de retorno (targets) e em cenários exógenos de participação do ativo alternativo e níveis de custos. Os resultados indicam que fricções e custos operacionais comprimem de forma significativa a razão ótima de hedge, sendo o principal determinante da redução de ℎ∗, enquanto a presença do ativo alternativo amplifica o efeito ao reduzir o benefício marginal de ampliar a cobertura. Quando critérios downside mais conservadores são adotados - especialmente com targets em percentis mais baixos - as razões ótimas tendem a se tornar mais restritivas e, em combinações de custos mais severos e alta participação do ativo alternativo, podem se aproximar de zero, sugerindo que a decisão ótima pode ser reduzir substancialmente ou abandonar o hedge. A avaliação econômica é conduzida pelo Equivalente-Certo (CE) e pelo ganho marginal de bem-estar (ΔCE), mostrando que, quando o hedge é viável sob fricções, modelos downside podem entregar maiores ganhos de bem-estar em cenários adversos. As evidências reforçam que a viabilidade do hedge depende menos apenas da modelagem estatística e mais das fricções, da liquidez e das restrições financeiras enfrentadas pelo produtor
Resumo (inglês)
This study investigates how relaxing the standard minimum-variance optimal hedge ratio assumptions changes the optimal hedging demand in the Brazilian sugarcane sector, with applications to sugar and ethanol futures. To bring the hedging problem closer to operational reality, the proposed framework embeds producer preferences through an expected-utility specification with constant relative risk aversion (CRRA), explicitly accounts for implementation frictions (rebalancing/turnover and contract roll-over costs), and allows part of wealth to be allocated to an alternative investment asset, capturing the competition between derivatives-based hedging and broader portfolio choices. In addition to the mean–variance benchmark, the analysis introduces downside-sensitive risk measures using lower partial moments (LPM) under different return targets and evaluates outcomes across exogenous scenarios for alternative-asset participation and cost levels. The results support the main economic intuition: hedging frictions and operational costs substantially compress the optimal hedge ratio and emerge as the primary driver of reductions in ℎ∗, while alternative investment opportunities amplify this effect by lowering the marginal benefit of additional coverage. When more conservative downside criteria are adopted - particularly with lower target percentiles - the optimal solution becomes markedly more restrictive and, under combinations of higher costs and larger alternative-asset shares, hedge ratios can approach zero, indicating that scaling down or even foregoing hedging may be optimal rather than a failure of the strategy. Welfare comparisons are conducted using the certainty equivalent (CE) and incremental welfare gains (ΔCE) relative to the unhedged portfolio, showing that when hedging remains economically viable under frictions, downside-based specifications can deliver higher welfare improvements in adverse scenarios. Overall, the evidence highlights that hedging feasibility depends less on statistical sophistication per se and more on market frictions, liquidity conditions, and financial constraints faced by producers
Descrição
Palavras-chave
Razão de hedge, Mercados futuros, Açúcar e etanol
Idioma
Português
Citação
SOUZA, Iago Emidio Lutz de. Razão ótima de hedge no setor sucroalcooleiro. 2026. Tese (Doutorado em Economia) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2026.


