Fertilizações fria e quente induzem androgênese em lambari Astyanax Altiparanae, um peixe teleósteo
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Data
Autores
Orientador
Yasui, George Shigueki 

Coorientador
Lopéz, Lucia Suárez
Nascimento, Nivaldo Ferreira do
Pós-graduação
Ciências Biológicas (Zoologia) - IBB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Considerando os desafios associados ao uso de radiação na produção de peixes androgenéticos, nesse estudo mostra que é possível induzir com sucesso a androgênese em Astyanax ltiparanae utilizando apenas o choque térmico durante a ativação dos gametas. Primeiramente, foi verificada a motilidade espermática a 4°C, 26°C e 40°C. Posteriormente, foi validado o potencial de fertilização desses espermatozoides. Constatada a motilidade espermática, passouse então para testes de fertilização, foram então utilizados cinco casais diploides (2n), previamente submetidos à indução hormonal para obtenção de desovas por extrusão. Após a coleta dos gametas, os ovócitos foram divididos em três grupos: controle (sem choque térmico), fertilização com água fria (4°C) e fertilização com água quente (40°C). O desenvolvimento embrionário foi monitorado para avaliação da fertilização e eclosão. Foram também coletadas 25 larvas de cada tratamento para análise por citometria de fluxo e genotipagem, com o objetivo confirmar a herança uniparental. Embora motilidade espermática não tenha diferido entre os grupos, o tempo de motilidade foi significativamente maior a 4°C, indicando que temperaturas mais baixas prolongam a duração da motilidade espermática. A citometria revelou que a fertilização fria gerou 14 larvas haploides, 9 diploides e 2 triploides, enquanto a fertilização quente resultou em 14 haploides, 2 diploides e 15 triploides (dentre 50 larvas analisadas). Os resultados demonstram o potencial da fertilização com choque térmico como estratégia viável para indução de androgênese em A. altiparanae, contribuindo para o desenvolvimento de biotecnologias aplicáveis à conservação genética e à produção de linhagens monosexo na aquicultura.
Resumo (inglês)
Considering the challenges associated with the use of radiation in the production of androgenetic fish, this study shows that it is possible to successfully induce androgenesis in Astyanax altiparanae using only temperature shock during gamete activation. Firstly, sperm motility was verified at 4°C, 26°C and 40°C, to verify the fertilization potential of these spermatozoa. Once sperm motility was verified, fertilization tests were then carried out, and five diploid couples (2n) were used, previously submitted to hormonal induction to obtain spawning by stripping. After the collection of the gametes, the oocytes were divided into three groups: control (without temperature shock), fertilization with cold water (4°C) and fertilization with warm water (40°C). Embryonic development was monitored to evaluate fertilization and hatching. 25 larvae of each treatment were also used for analysis by flow cytometry and genotyping, in order to confirm uniparental inheritance. Although sperm motility did not differ between the groups, the motility duration was significantly longer at 4°C, indicating that lower temperatures prolong the duration of sperm motility. Flow cytometric analysis revealed that cold fertilization generated 14 haploid, 9 diploid and 2 triploid larvae, while warm fertilization resulted in 14 haploid, 2 diploid and 15 triploid larvae (out of 50 larvae analyzed). The results demonstrate the potential of heat shock fertilization as a viable strategy for androgenesis induction in A. altiparanae, contributing to the development of biotechnologies applicable to genetic conservation and the production of monosex lines in aquaculture.
Descrição
Palavras-chave
Astyanax altiparanae, Androgênese, Manipulação cromossômica
Idioma
Português
Citação
PEREIRA-DIAS, Marcos Natom. Fertilizações fria e quente induzem androgênese em lambari Astyanax altiparanae, um peixe teleósteo. 2025. 40 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas – Zoologia) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.


