Pesquisa de Leishmania em testiculo de gatos
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Pós-graduação
Curso de graduação
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UNESP
Tipo
Trabalho apresentado em evento
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Acesso aberto

Resumo
Introdução: A leishmaniose visceral é uma doença zoonótica considerada endêmica no Brasil e os
cães são considerados os principais reservatórios desta em zonas urbanas. Contudo, os gatos vêm se
destacando como possíveis reservatórios da doença. A transmissão da leishmaniose aos hospedeiros
definitivos se dá principalmente pela picada de flebotomíneos (Lutzomyia). Outras formas de
transmissão, como a venérea, vêm sendo relatadas em cães. Embora existam relatos sobre a infecção
de felinos, as manifestações clínicas da leishmaniose são raras nesta espécie. O papel dos gatos na
epidemiologia da doença ainda é motivo de debate, e são raras as descrições de alterações
morfológicas em tecidos de animais assintomáticos. Objetivos: Verificar a presença de amastigotas
e lesões inflamatórias em testículos de gatos. Métodos: Foram avaliados cortes histológicos de 17
gatos com sorologia positiva para leishmaniose visceral na RIFI (positivo>1/40) corados com
hematoxilina-eosina (HE). O infiltrado inflamatório nos órgãos foi classificado em granulomatoso ou
não granulomatoso conforme o predomínio de células inflamatórias, e a intensidade do infiltrado
inflamatório foi classificada em ausente, discreto, moderado ou intenso. Resultados: Em cortes
corados com HE não foram encontradas amastigotas em testículos e epidídimos. Contudo, cinco dos
17 gatos avaliados apresentaram inflamação no testículo e ou epidídimo com composição celular
semelhante à observada em cães com leishmaniose. Sendo que um gato apresentou orquite não
granulomatosa de grau discreto; dois apresentaram epididimite não granulomatosa discreta (Figura
1B e Figura 1C); um apresentou orquite e epididimite não granulomatosas de grau discreto e um
apresentou orquite não granulomatosa de grau moderado e epididimite não granulomatosa de grau
discreto (Figura 1A). Conclusão: A presença de lesões inflamatórias no trato genital de gatos machos
positivos no RIFI sugerem que, semelhante ao observado em cães, o parasito pode estar presente neste
local. Outras técnicas mais sensíveis precisam ser utilizadas para melhor investigar esta hipótese.
Descrição
Palavras-chave
Leishmania infantum, Histopatologia, Felis catus
Idioma
Português
Citação
In: SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL, 12.; SEMANA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, 20., 2021, Araçatuba. Anais... Araçatuba: UNESP, 2021. 2 p.


