O trabalho da/o assistente social na perspectiva coletiva na proteção social básica no CRAS: do idealizado ao possível
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Data
Autores
Orientador
Liporoni, Andréia Aparecida Reis de Carvalho 

Coorientador
Pós-graduação
Serviço Social - FCHS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O objetivo desta tese é compreender como assistentes sociais inseridos nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município de Maringá-PR desenvolvem o trabalho na perspectiva coletiva com famílias e indivíduos, enquanto estratégia de fortalecimento da participação e emancipação social. A pesquisa tem como natureza prioritária a abordagem qualitativa, a fim de analisar os desafios e potencialidades do trabalho coletivo com as famílias e indivíduos na rede de proteção social básica/CRAS.O método adotado apoia-se na teoria social crítica, fundamentada nos princípios do materialismo histórico-dialético, pois esta matriz ideológica é que se aproxima da proteção social. Os momentos da pesquisa incluem a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental, a pesquisa empírica por meio de grupo focal e a contribuição da trajetória profissional da pesquisadora. O cotidiano do trabalho social vivenciado pela pesquisadora impulsionou o processo investigativo. Parte-se da hipótese de que o trabalho social coletivo com famílias e indivíduos no âmbito do SUAS é potencializador das relações sociais, contribui para a efetivação da participação social, para a mobilização das/dos usuárias/os enquanto sujeitos político-organizativos, capazes de protagonizar suas próprias histórias de forma emancipatória. Ademais, acredita-se que essa abordagem aproxima o projeto ético-político profissional ao projeto societário totalitário. A análise dos estudos identifica três categorias de análise: a primeira, sobre a percepção das/dos Assistentes Sociais de Maringá sobre o trabalho coletivo e possíveis contribuições para o processo de trabalho; a segunda diz respeito ao planejamento e organização o trabalho coletivo desenvolvidos nos CRAS; e a terceira debate sobre os limites, os avanços e o desafios de materializar o trabalho na perspectiva coletiva e na percepção das/dos participantes da pesquisa. O estudo desvela que a precarização do trabalho no SUAS expressa a lógica de exploração do capital e subalternização da classe trabalhadora, e que os avanços no campo dos direitos sociais são frutos da ação coletiva. Nesse contexto, destaca-se a importância da educação permanente como instrumento para qualificar o trabalho social, promover práticas democráticas e fortalecer a construção de um projeto ético-político profissional e societário de maneira indissociável e, ainda, que a educação popular que pode contribuir, por meio do trabalho coletivo, ultrapassa a característica de metodologia de trabalho, para servir enquanto estratégia de articulação emancipatória dos sujeitos sociais. Considera-se, por fim, que a noção idealizada de que o trabalho das e dos assistentes sociais no CRAS na perspectiva coletiva é possível, desde que haja, para além do compromisso profissional em desenvolver propostas permeadas pelas dimensões da profissão, o compromisso do Estado ao financiamento, a estruturação dos serviços e a valorização das/dos profissionais, reafirmando o aprimoramento do SUAS como política pública de direito.
Resumo (inglês)
The objective of this thesis is to understand how social workers inserted in the Social Assistance Reference Centers (CRAS) in the city of Maringá-PR develop work from a collective perspective with families and individuals, as a strategy to strengthen participation and social emancipation. The research is primarily qualitative in nature, aiming to analyze the challenges and potentialities of collective work with families and individuals within the basic social protection network/CRAS. The adopted method is grounded in critical social theory, based on the principles of historicaldialectical materialism, as this ideological framework is most closely aligned with the concept of social protection. The research process includes bibliographic, documentary, and empirical investigation through focus groups, as well as contributions from the researcher’s professional trajectory. The daily experience of social work by the researcher served as a driving force for the investigative process. The study is based on the hypothesis that collective social work with families and individuals within the SUAS framework enhances social relations, contributes to the realization of social participation, and promotes the mobilization of users as politicalorganizational subjects capable of leading their own emancipatory processes. Moreover, this approach is understood as bringing the ethical-political project of the profession closer to the broader societal emancipatory project. The analysis identifies three categories: the first concerns the perceptions of social workers in Maringá regarding collective work and its possible contributions to the work process; the second refers to the planning and organization of collective work developed in the CRAS; and the third discusses the limits, advances, and challenges of materializing work from a collective perspective, as perceived by the research participants. The study reveals that the precariousness of labor within SUAS expresses the logic of capital exploitation and the subordination of the working class, while advances in the field of social rights result from collective action. In this context, the research highlights the importance of continuing education as a tool for improving social work, promoting democratic practices, and strengthening the construction of an inseparable professional and societal ethical-political project. Furthermore, it emphasizes that popular education, through collective work, transcends its role as a methodological approach to become a strategy for the emancipatory articulation of social subjects. Finally, it is argued that the idealized notion that social workers’ collective work in the CRAS is feasible, provided there is–beyond professional commitment to developing proposals grounded in the dimensions of the profession–the State’s commitment to financing, structuring services, and valuing professionals, thereby reaffirming the consolidation of SUAS as a public policy of rights.
Descrição
Palavras-chave
SUAS, CRAS, Trabalho Coletivo, Serviço Social
Idioma
Português
Citação
COSTA, Valéria Cristina da. O trabalho da/o assistente social na perspectiva coletiva na proteção social básica no CRAS: do idealizado ao possível. Orientaora: Andréia Aparecida Reis de Carvalho Liporoni. 2025. 219 f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.

