Publicação:
Impacto de heteromorfismo do cromossomo 9 e outros polimorfismos: uma revisão sistemática da literatura

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Data

2023-12-08

Orientador

Rainho, Cláudia Aparecida

Coorientador

Bianco, Bianca Alves Vieira

Pós-graduação

Curso de graduação

Botucatu - IBB - Ciências Biomédicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Introdução: Heteromorfismos cromossômicos são variantes polimórficas que podem ocorrer no tamanho da heterocromatina, tamanho do satélite, regiões de sequências de repetição e algumas inversões dos cromossomos. São encontrados em 2-5% da população geral, principalmente nos cromossomos 1, 9, 13, 14, 15, 16, 21, 22 e Y, e acredita-se que não tenham impacto no fenótipo de seus portadores. O cromossomo 9 é altamente polimórfico e contém a maior porção autossômica de heterocromatina, a qual é heteromórfica em 6-8% da população, ao passo que as inversões pericêntricas ocorrem em mais de 1% da população. No entanto, uma maior frequência de heteromorfismo nesse cromossomo foi encontrada em homens inférteis e associada a falhas na espermatogênese, sugerindo que haja ligação entre a presença dos polimorfismos e a infertilidade. Objetivo: Dessa forma, o objetivo do estudo é comparar o resultado do espermograma de homens com e sem heteromorfismo do cromossomo 9, além de outros polimorfismos e como eles impactam na infertilidade. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura seguindo o protocolo PRISMA, por meio da busca de termos MeSH na base de dados EMBASE e MEDLINE. Não houve restrições quanto à data de publicação. As seguintes informações foram obtidas de cada publicação: nome do primeiro autor, ano de publicação, país de origem, número de participantes do estudo, desenho do estudo, idade dos participantes, laudo do espermograma, bem como a conclusão geral do estudo. O escore de avaliação de qualidade Newcastle-Ottawa (NOS) foi utilizado para avaliar a qualidade metodológica dos estudos incluídos. Resultados: Foram incluídos 30 estudos com 36070 indivíduos, sendo 31661 homens inférteis que compuseram o grupo de estudo e 2163 homens férteis e 2246 fetos que compuseram o grupo controle. Os estudos foram realizados entre os anos de 1978 e 2020 em 16 países de 5 continentes ao redor do mundo. Dos indivíduos inférteis, 3062 carregavam polimorfismos em seus cariótipos, e do grupo controle 261 carregavam polimorfismos. Os polimorfismos mais frequentes foram os heteromorfismos do cromossomo 9 (9qh+ e 9qh-) e do Y (Yqh+ e Yqh-), em taxas que variam de 1 a 6% do total de pacientes. Pacientes com tais heteromorfismos apresentaram espermogramas alterados com mais frequência, o que sugerem uma possível associação. Como conclusão geral, os artigos sugerem estudos mais profundos sobre o papel dos polimorfismos na infertilidade masculina, associações com outros fatores ligados à infertilidade e mecanismos de como os polimorfismos podem afetar as vias e órgãos ligados à capacidade reprodutiva. Conclusão: A partir dos estudos analisados, é possível afirmar que os polimorfismos, ao mínimo, possuem uma relação de coexistência com a infertilidade, uma vez que as frequências das variantes nos homens inférteis são significativamente superior em comparação ao grupo controle. Ainda, alguns polimorfismos são mais presentes que outros, como o caso dos heteromorfismos do cromossomo 9 e do cromossomo Y, os quais são chave para se determinar o papel das variantes em vias, por exemplo a gametogênese, e órgãos reprodutores

Resumo (inglês)

Introduction: Chromosomal heteromorphisms are polymorphic variants that can occur in heterochromatin size, satellite size, repeat sequence regions and some chromosome inversions. They are found in 2-5% of the general population, mainly on chromosomes 1, 9, 13, 14, 15, 16, 21, 22 and Y, and are believed to have no impact on the phenotype of their carriers. Chromosome 9 is highly polymorphic and contains the largest autosomal portion of heterochromatin, which is heteromorphic in 6-8% of the population, while pericentric inversions occur in more than 1% of the population. However, a higher frequency of heteromorphism in this chromosome was found in infertile men and was associated with defects in spermatogenesis, suggesting that there is a link between the presence of polymorphisms and infertility. Purpose: The aim of this study was to compare the spermogram results of men with and without chromosome 9 heteromorphism, as well as other polymorphisms, and how they impact on infertility. Methods: A systematic literature review was carried out following the PRISMA protocol, by searching for MeSH terms in the EMBASE and MEDLINE databases. There were no restrictions on the date of publication. The following information was obtained from each publication: name of the first author, year of publication, country of origin, number of study participants, study design, age of participants, completion of the spermogram, as well as the overall conclusion of the study. The Newcastle-Ottawa quality assessment score (NOS) was used to assess the methodological quality of the included studies. Results: 30 studies with 36070 individuals were included, with 31661 infertile men making up the study group and 2163 fertile men and 2246 fetuses making up the control group. The studies were carried out between 1978 and 2020 in 16 countries on 5 continents around the world. Of the infertile individuals, 3062 carried polymorphisms in their karyotypes, and of the control group 261 carried polymorphisms. The most frequent polymorphisms were heteromorphisms of chromosome 9 (9qh+ and 9qh-) and Y (Yqh+ and Yqh-), at rates ranging from 1 to 6% of all patients. Patients with such heteromorphisms showed altered spermograms more often, which may indicate an association. As a general conclusion, the articles suggest further studies into the role of polymorphisms in male infertility, associations with other factors linked to infertility and mechanisms of how polymorphisms can affect the pathways and organs linked to reproductive capacity. Conclusion: Based on the studies analyzed, it is possible to state that polymorphisms at least have a coexisting relationship with infertility, since the frequencies of variants in infertile men are significantly higher than in the control group. Furthermore, some polymorphisms are more present than others, such as heteromorphisms on chromosome 9 and chromosome Y, which are key to determining the role of variants in pathways such as gametogenesis and reproductive organs.

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Português

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