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Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico

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Orientador

Ferreira, João Carlos Pinheiro

Coorientador

García, Henry David Mogollón

Pós-graduação

Biotecnologia Animal - FMVZ

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

As mudanças climáticas levantam preocupações quanto ao possível aumento na ocorrência de ondas de calor e, consequentemente, à exposição ao estresse térmico. O efeito do estresse térmico na reprodução é complexo e pode resultar em modulação negativa do sistema endócrino, da viabilidade dos gametas e dos desfechos gestacionais em ruminantes. Com base na hipótese de que o estresse térmico afeta o proteoma epididimário, este estudo teve como objetivo investigar o perfil proteômico do tecido epididimário de carneiros submetidos a estresse térmico testicular induzido por insulação escrotal. Foram utilizados 25 carneiros (Santa Inês × Dorper), divididos em cinco grupos (n = 5): controle (castrados sem insulação escrotal), 24h (isolados por 24 horas e castrados após a insulação), 48h (isolados por 48 horas e castrados em seguida), 7d e 14d (isolados por 48 horas e castrados, respectivamente, sete e quatorze dias após a insulação). A insulação escrotal foi realizada com o uso de fraldas descartáveis cobrindo o saco escrotal, e a castração seguiu a técnica de orquiectomia aberta. Amostras epididimárias foram submetidas à eletroforese e processadas por digestão in-gel com tripsina. Após isso as amostras foram concentradas a vácuo e encaminhadas ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e analisadas por espectrometria de massas. A espectrometria de massas identificou 528 proteínas nas diferentes regiões epididimárias analisadas. Na cabeça, foram identificadas 63 proteínas, das quais 50 foram proteínas diferencialmente abundantes (DAPs) (P < 0,05); no corpo, foram detectadas 46 proteínas, sendo 33 DAPs (P < 0,05); e na cauda, foram identificadas 47 proteínas, com 39 DAPs (P < 0,05). A análise do VIP Score identificou as 15 proteínas diferencialmente abundantes mais relevantes por segmento, destacando seu comportamento ao longo do tempo, considerando um limiar de ≥1,0. As análises de ontologia gênica e de interação entre proteínas indicaram que, sob estresse térmico, o órgão inicialmente adota mecanismos de proteção nos momentos 24 e 48 horas (agudos) de estresse térmico testicular. Após o cessar do estresse, nos momentos 7 e 14 dias (crônicos), as proteínas atuam na reparação celular e tecidual, promovendo a recuperação dos danos induzidos pelo estresse térmico. Inicialmente, o organismo ativa mecanismos de defesa para minimizar danos nos momentos agudos, mas, quando insuficientes, direciona esforços para a recuperação celular nos momentos crônicos. Este estudo pioneiro demonstra que o estresse térmico afeta de forma negativa o proteoma do epidídimo em carneiros, evidenciando a importância de investigar os mecanismos para mitigar seus impactos na fertilidade masculina.

Descrição

Palavras-chave

Proteínas, Epidídimo, Carneiros, Insulação testicular

Idioma

Português

Citação

CUNHA, Ramon Alves. Proteoma epididimário de ovinos sob estresse térmico. 2025. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Animal) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.

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Unidades

Item type:Unidade,
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
FMVZ
Campus: Botucatu


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Programas de pós-graduação

Item type:Programa de pós-graduação,
Biotecnologia Animal
Código CAPES: 33004064086P1