Publicação: Uma concepção de gênero e interseccionalidades da ocupação do município de Rio Claro – SP através da cartografia social
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Data
2021
Orientador
Pancher, Andréia Medinilha 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Rio Claro - IGCE - Geografia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Com base no mapeamento social/colaborativo, esta pesquisa buscou compreender a ocupação feminina do município de Rio Claro - SP, através de uma ótica geográfica sobre gênero e interseccionalidades. O objetivo fundamental deste trabalho foi analisar a violação do corpo, dos direitos, do cotidiano e do bem-estar das mulheres nos espaços do município. Para isto, foi realizada uma revisão bibliográfica, majoritariamente feminina e subversiva, pautando o conceito de gênero na luta por direitos e igualdade, considerando as interseccionalidades articuladas nas opressões de gênero, raça e classe. A partir da análise de referências, compreendeu-se também a importância de, junto à cartografia social, propor novas perspectivas de planejamento, como o insurgente. Neste sentido, destaca-se o conceito do direito à cidade, concebido por Henri Lefebvre (1968), o qual abarca as problemáticas aqui apresentadas, pois através deste, são analisadas as perspectivas de bem estar e usufruto da cidade pelas mulheres. Para tal contemplação, foi elaborado um questionário, aplicado a 331 mulheres moradoras de Rio Claro, maiores de 18 anos, com questões sobre segurança, bem estar e envolvimento político. As respostas serviram de base para a elaboração do mapa “Mapa colaborativo do nível de segurança e insegurança das mulheres no município de Rio Claro – SP (2021)” e de um infográfico, tanto para o compartilhamento com as mulheres que responderam ao questionário, quanto para possíveis divulgações sobre as informações coletadas. Ambos seguiram os critérios de acessibilidade que fundamentam a cartografia participativa. Também, espera-se a dinamicidade dos mesmos, propiciando modelos para estruturar a luta por direitos das mulheres rioclarenses. Com base nos resultados obtidos, foi possível elaborar algumas reflexões e propostas, destacando-se a urgência de novas abordagens geográficas, compreendendo o corpo como espaço e o uso da cartografia social e insurgente como ferramenta de análise e luta. Vale salientar, que durante o desenvolvimento desta pesquisa, a COVID – 19 alastrou-se pelo globo; por essa razão, todos os dados foram obtidos de forma virtual, mantendo todas as exigências prescritas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Resumo (inglês)
This research aims, through the tool of social/collaborative mapping, to understand the female occupation of the county of Rio Claro - SP, through a geographic perspective about gender and intersectionality. The main objective of this work is to analyze the violation of the body, rights, daily life and well-being of women in the city. For this, a bibliographic review was made, mainly female and subversive, guiding the concept of gender in the fight for rights and equality, considering the intersectionalities articulated in the oppression of gender, race and class. To do those analysis, it is also understood the importance of, next to the social cartography, proposing new planning perspectives, such as the insurgent. As a concept that encompasses the issues brought up, there is the right to the city, conceived by Henri Lefebvre (1968), through these perspectives of social well-being and enjoyment of the city by women are analyzed. For such contemplation, a questionnaire was made, applied to 331 women living in Rio Claro, over 18, with questions about security, well-being and political involvement. The answers serve as a basis for the elaboration of a map and an infographic, for sharing with the women who answered the questionnaire and to share the information that was collected. Both follow the accessibility criteria that underlie participatory cartography. Also, they are expected to be dynamic, providing models to structure the fight for women's rights in Rio Claro. With the results, some reflections and proposals were made, among which the urgency of new geographical approaches is highlighted, understanding the body as space and the use of social and insurgent cartography as a tool of analysis and fight. During the process of elaboration and studies, COVID - 19 spread across the globe and all data were obtained virtually, maintaining all the requirements prescribed by the World Health Organization (WHO).
Descrição
Idioma
Português