Diversidade e identificação de estágios larvais finais de camarões marinhos (Dendrobranchiata: Penaeoidea) do plâncton no litoral paulista por meio de morfologia e DNA barcoding
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Data
Autores
Supervisor
Costa, Rogério Caetano da 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Pesquisas no estado de São Paulo abordaram, principalmente, as formas juvenis e adultas dos camarões marinhos Dendrobranchiata, ampliando significativamente o conhecimento do grupo. Penaeoidea possui cinco famílias mundialmente conhecidas, Aristeidae, Benthesicymidae, Penaeidae, Sicyoniidae e Solenoceridae, a maior parte bentônicos e marinhos; muitos são de grande interesse ecológico e comercial. Há três fases larvais planctônicas, náuplio, zoea (protozoea e mysis) e decapodito (também chamado de pós-larvas em peneídeos); o número de estágios dentro de cada fase pode variar dependendo do táxon estudado. Em Penaeoidea, encontram-se 5 a 6 estágios naupliares, 3 protozoeas, 3 mysis e número variado de decapoditos (1-9). No litoral paulista, apenas três das 18 espécies tiveram seu desenvolvimento larval completamente descrito. O projeto teve como objetivo identificar as larvas em estágios finais de camarões marinhos Penaeoidea amostrados no plâncton integrando morfologia e DNA barcoding. O plâncton foi coletado em entre 0-30 m na Enseada de Ubatuba (rede de 100–500 micrômetros), em diferentes meses de 2023, 2024 e 2025; e em outubro de 2024 em Cananéia dentro e no meio do estuário. O material foi fixado em álcool 100%, após triagem, os espécimes de decapodito de camarões foram etiquetados e individualizados em microtubos com álcool 80%, mensurados e fotografados. Nos decapoditos de Dendrobranchiata, o último somito pleonal é quase duas vezes maior que os outros; nos juvenis o tamanho dos somitos é similar. Quatrocentos e trinta e oito de decapoditos foram classificados em quatro morfotipos (M1, M2, M3, M4), um com morfologia próxima à família Sergestidae, dois com morfologia similar à Penaeidae, e outro com morfologia de Luciferidae. Os caracteres foram confrontados com as descrições larvais e por meio de chave de identificação para confirmar a identificação morfológica. Fragmentos de 326 a 689 pares de base de COI foram submetidos ao sistema BLAST usando como referência 95% de porcentagem de identidade visando a identificação genética, seguido de posicionamento em árvore de neighbor-joining (NJ) com espécies afins para contextualizar os espécimes dentro do grupo. Com os caracteres morfológicos sugeriu-se Acetes sp (M2), Penaeus sp., Litopenaeus sp., e Farfantepenaeus sp. (M1 e M3). Vinte e cinco sequências foram usadas para identificação a nível de espécie obtendo-se porcentagens > 94% para A. americanus relativa ao M2; > 96% para F. paulensis; > 97% para F. brasiliensis, e 99% para F. subtilis e L. schmitti referentes ao M3. A árvore de NJ sugeriu ramos bem suportados, reforçando as porcentagens do BLAST. Assim, o DNA barcoding mostrou-se uma ferramenta eficiente e promissora para reconhecimento de decapoditos provindos de amostra do plâncton.
Descrição
O objetivo do presente projeto foi identificar as larvas em estágios finais de camarões marinhos Penaeoidea amostrados no plâncton do litoral paulista, ou seja, em ambiente natural, a partir de morfologia e DNA barcoding. Especificamente, os dados obtidos foram confrontados com as descrições da literatura visando confirmar a identificação morfológica e possível nova ocorrência em São Paulo. Por fim, esse projeto servirá de subsídios para estudos futuros de ecologia larval, em especial aos camarões marinhos peneóideos, os quais sem uma caracterização morfológica precisa de suas larvas, é impossível de se realizar.
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
GOMES, Ana Francisca Tamburus. Diversidade e identificação de estágios larvais finais de camarões marinhos (Dendrobranchiata: Penaeoidea) do plâncton no litoral paulista por meio de morfologia e DNA barcoding. 2025. Relatório de Pós-doutorado (Ciências Biológicas) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.


