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Determinação e distribuição de mercúrio (Hg2+) e metilmercúrio (MeHg) em tetrápodes marinhos coletados na Bacia de Santos, Brasil

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Orientador

Menegário, Amauri Antonio

Coorientador

Pós-graduação

Geociências e Meio Ambiente - IGCE

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A contaminação por mercúrio (Hg) em ecossistemas marinhos representa um importante desafio ambiental, especialmente devido à capacidade do metilmercúrio (MeHg) de se bioacumular e biomagnificar na cadeia alimentar. Neste estudo, foram avaliadas as concentrações de MeHg e as intrerações entre Hg total (HgT) e selênio (Se) em amostras de fígado de cinco espécies de vertebrados marinhos presentes na Bacia de Santos – Chelonia mydas, Pontoporia blainvillei, Sotalia guianensis, Larus dominicanus e Spheniscus magellanicus – com o objetivo de compreender os padrões de bioacumulação, a especiação de Hg e os mecanismos de detoxificação associados. As aves marinhas apresentaram as maiores concentrações de MeHg, especialmente S. magellanicus, enquanto os cetáceos exibiram menores percentuais de MeHg e maior evidência de desmetilação e complexação com Se. As tartarugas-verdes mostraram baixa frequência de MeHg detectável, mas heterogeneidade individual elevada. As razões molares Se:Hg revelaram dinâmica distinta entre os grupos, refletindo diferenças fisiológicas e ecológicas. As correlações entre Se e HgT foram significativas apenas para cetáceos, enquanto não se observou correlação entre Se e MeHg em nenhuma espécie, evidenciando que a relação Se–Hg ocorre predominantemente após a desmetilação. Embora análises estatísticas de subgrupos (sexo, idade e local) tenham sido limitadas pelo tamanho amostral, observações descritivas indicam que fatores ecológicos, como dieta, comportamento trófico e migração, exercem maior influência na exposição ao Hg do que variáveis biológicas isoladas. A interpretação dos resultados no contexto da Bacia de Santos sugere que além de fontes naturais e dietéticas, atividades petrolíferas podem contribuir para a presença de Hg no ambiente, conforme evidenciado por estudos recentes que demonstram acúmulo e posterior mobilização de Hg em dutos offshore. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento ambiental contínuo, especialmente em regiões sujeitas a intensa atividade industrial, e contribuem para a compreensão integrada dos processos de bioacumulação, especiação e detoxificação de Hg em vertebrados marinhos brasileiros.

Resumo (inglês)

Mercury (Hg) contamination in marine ecosystems remains a major environmental concern due to the high toxicity and biomagnification potential of methylmercury (MeHg). This study evaluated the concentrations MeHg as well as the relation between total mercury (HgT) and selenium (Se) in liver samples from five marine vertebrate species occurring in the Santos Basin – Chelonia mydas, Pontoporia blainvillei, Sotalia guianensis, Larus dominicanus, and Spheniscus magellanicus. The aim was to investigate patterns of bioaccumulation, Hg speciation, and the detoxification mechanisms associated with Se. Seabirds exhibited the highest MeHg concentrations, particularly S. magellanicus, whereas cetaceans showed lower MeHg proportions and clearer evidence of hepatic demethylation and HgSe formation. Green turtles presented low MeHg detection frequency but high intra-individual variability. Molar ratios of Se:Hg revealed distinct patterns among taxa, reflecting physiological and ecological differences. Significant correlations between Se and HgT were found only in cetaceans, while no species showed correlation between Se and MeHg, indicating that the Se–Hg relationship occurs predominantly after MeHg demethylation. Subgroup analyses (sex, age, and location) were limited by sample size; however, descriptive observations suggest that ecological factors, such as diet, foraging behavior, and migratory routes, play a more relevant role in Hg exposure than isolated biological variables. When interpreted within the environmental context of the Santos Basin, the results suggest that, in addition to natural and dietary sources, offshore petroleum activities may contribute to Hg availability, supported by recent evidence of Hg accumulation and mobilization in production pipelines. Overall, the findings highlight the importance of continuous environmental monitoring in regions under strong industrial influence and advance the understanding of Hg bioaccumulation, speciation, and detoxification processes in Brazilian marine vertebrates.

Descrição

Palavras-chave

Toxicologia ambiental, Animais marinhos, Bioacumulação, Especiação (Química), Metilmercurio, Environmental toxicology, Marine animals, Bioaccumulation, Speciation (Chemistry), Methylmercury

Idioma

Português

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