Determinantes da tolerância ao exercício nos domínios de intensidade severo ao extremo: insights sobre o metabolismo energético e modelos de predição da performance
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Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Desenvolvimento Humano e Tecnologias - IB
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O tempo até a exaustão durante esforços realizados no domínio de intensidade severo (~ 2 a 15 min) pode ser predito com acurácia utilizando os parâmetros da relação hiperbólica entre a potência e a duração (potência crítica, PC; e o trabalho acima da potência crítica, W’). Contudo, existe um debate considerável em relação à sua capacidade de predição durante esforços mais curtos, tais como aqueles realizados no domínio de intensidade extremo. Objetivo: (1) Determinar se o W’ na exaustão seria totalmente depletado; (2) Verificar se a tolerância ao exercício no domínio de intensidade extremo seria predita acuradamente utilizando a PC e o W’. Métodos: Onze ciclistas bem treinados realizaram: (1) Quatro testes de carga constantes no domínio de intensidade severo para estimar a PC e o W’; (2) Um a dois testes de carga constante para determinar a mais alta intensidade na qual o consumo máximo de oxigênio pode ser atingido (IHIGH); e (3) Dois testes de carga constante no domínio de intensidade extremo (IHIGH +10% e IHIGH +15%). Resultados: Não foram observadas diferenças significantes entre a tolerância ao exercício realizada x tolerância ao exercício predita para a IHIGH (~112 s x ~110 s), extremo1 (~82 s x ~86 s), e extremo2 (~72 s x ~79 s) (p > 0,05). Correlações muito fortes e fortes foram observadas entre a tolerância ao exercício realizada x tolerância ao exercício predita para a IHIGH (r = 0,92, p < 0,001) e extremo1 (r = 0,73, p = 0,005), respectivamente, enquanto uma correlação moderada, mas não significante foi observada para extremo2 (r = 0,47, p = 0,072). Uma depleção similar do W’ foi observada entre as intensidades (variando entre 18,6 ± 3,27 kJ e 16,4 ± 3,91 kJ) (p = 0,09). Conclusão: Em ciclistas bem treinados, o W’ se mantém como um fator determinante da tolerância ao exercício dentro do domínio de intensidade extremo, particularmente em seu limite inferior. Além disso, a tolerância ao exercício pode ser predita com forte a moderada acurácia nestas condições.
Resumo (inglês)
The time to task-failure during severe-intensity efforts (~ 2 to 15 min) can be predicted with accuracy using the parameters of the hyperbolic power-duration relationship (CP, critical power; and W’, work done above CP). However, there is considerable debate regarding its predictability during shorter efforts, such as those performed within the extreme-intensity domain. Purpose: (1) To determine whether W’ would be fully depleted, and (2) To verify whether the exercise tolerance within the extreme-intensity domain would be accurately predicted using CP and W’. Methods: Eleven well-trained cyclists performed: (1) Four severe constant work-rate trials to estimate CP and W’; (2) One to two constant work-rate trials to determine the highest intensity at which maximal oxygen uptake can be achieved (IHIGH); and (3) Two extreme constant work-rate trials (IHIGH +10% and IHIGH +15%). Results: No significant differences were observed between actual exercise tolerance x predicted exercise tolerance for IHIGH (~112 s x ~110s), extreme1 (~82 s x ~86 s), and extreme2 (~72 s x ~79 s) (p > 0.05). Very strong and strong correlations were observed between actual exercise tolerance x predicted exercise tolerance for IHIGH (r = 0.92, p < 0.001) and extreme1 (r = 0.73, p = 0.005), respectively; while a moderate but non-significant correlation was observed for extreme2 (r = 0.47, p = 0.072). In addition, a similar W’ depletion was observed across intensities (Ranging from 18.6 ± 3.27 kJ to 16.4 ± 3.91 kJ) (p = 0.09). Conclusions: In well-trained cyclists, W’ remains a key determinant of exercise tolerance within the extreme-intensity domain, particularly at its lower limits. Moreover, exercise tolerance can be predicted with strong to moderate accuracy across intensities.
Descrição
Idioma
Português



