Marcadores diagnósticos e prognósticos aplicáveis na prática clínica para pacientes com nódulos tireoidianos: validação da imunoexpressão das proteinas hmga2, cldn10 e lamb3
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Data
Autores
Orientador
Domingues, Maria Aparecida Custódio
Coorientador
Pós-graduação
Patologia - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O câncer de tireoide (CT) é o mais comum da região da cabeça e pescoço e do sistema endócrino. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) associada ao exame de ultrassonografia é o padrão-ouro para o diagnóstico pré-operatório do CT. Os achados citopatológicos da PAAF de tireoide são classificados em seis categorias de acordo com o Sistema de Bethesda (2017). Para casos diagnosticados como “atipias de significado indeterminado” (ASI), procede-se muitas vezes à tireoidectomia total, mas, comumente, os achados histopatológicos são de lesões benignas. Pesquisas moleculares têm sido feitas à procura de marcadores que diferenciem entre benignidade e malignidade nos materiais de PAAF de tireoide, sobretudo nos diagnósticos indeterminados. Contudo, ainda não foram encontrados marcadores que façam essa distinção com precisão. Torna-se, então, essencial, que haja marcadores capazes de distinguir tais lesões. Estudos prévios que utilizaram hibridização genômica comparativa por microarranjo demonstraram que os genes HMGA2, CLDN10 e LAMB3 se mostraram fortes candidatos para distinção entre lesões benignas e malignas de tireoide. O objetivo desse estudo foi analisar a imunoexpressão das proteínas codificadas por esses genes em amostras citológicas de PAAF classificadas como ASI, assim como em suas respectivas peças cirúrgicas. Para tanto, foram selecionadas as PAAFs de nódulos tireoidianos realizadas entre 2010 e 2015 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp, cujos laudos citopatológicos foram de ASI, bem como suas respectivas peças cirúrgicas. Realizou-se a revisão dos esfregaços citológicos segundo o Sistema Bethesda (2017). Os casos discordantes foram submetidos à observação de um segundo revisor, autor da classificação acima citada. A comparação entre os resultados das duas revisões foi significativa. Após a revisão, os esfregaços e os cortes de parafina foram submetidos a reação imuno-citoquímca e imunohistoquimica, utilizando-se anticorpos cujos alvos eram as proteínas CLDN10, HMGA2 e LAMB3A. A avaliação imunocitoquímica resultou inconclusiva pois apenas dois casos revelaram imunopositividade, observada apenas para a proteína HMGA2. Na avaliação histológica, a proteína CLDN10 não demonstrou diferença na marcação de condições benignas e malignas. Já as proteínas LAMB3 e HMGA2 revelaram, isoladamente, que os escores de intensidade e extensão superiores a 2 foram associados à malignidade. As combinações de diferentes perfis de marcação de cada um dos anticorpos resultaram na formulação de seis diferentes grupos (G0 a G5). Em dois desses grupos, as associações com malignidade foram consideráveis, sendo de 87,50% para G2 e de 83,33% para G5. O perfil de marcação de G2 para o anticorpo LAMB3 é de intensidade 4 e extensão 3; para HMGA2 e CLDN10 ambos os parâmetros foram 0. O perfil de marcação do G5 para o LAMB3 também é de intensidade 4 e extensão 3, mas para CLDN10 observa-se intensidade 1 ou 3 e extensão 2 ou 3 e para o marcador HMGA2, intensidade 3 e extensão 2 ou 3. Além disso, a concepção de um modelo contendo variáveis com contribuição significativa para o diagnóstico de malignidade revelou a idade e intensidade do HMGA2 como fatores de proteção e, como fatores de risco, intensidade do LAMB3 e extensão do HMGA2. A revisão de casos diagnosticados como ASI por examinadores mais experientes permite um diagnóstico citológico definitivo para alguns casos e auxilia na triagem de casos que precisam de estudos complementares. A elaboração de um estudo prospectivo com coleta abundante de material para cell block permitiria testar estes marcadores em amostras citológicas, auxiliando na predição da malignidade para os nódulos tireoidianos diagnosticados como ASI e selecionando melhor os casos que necessitam de tratamento cirúrgico.
Resumo (inglês)
Thyroid cancer (CT) is the most common cancer of the head and neck and of the endocrine system. Fine needle aspiration (FNA) associated with ultrasound examination is the gold standard for preoperative CT diagnosis. Cytopathological findings of thyroid FNA are classified into six categories according to the Bethesda System (2017). For cases diagnosed as “atypias of undetermined significance” (AUS), total thyroidectomy is often performed but, commonly, histopathological findings are of benign lesions. Molecular research has been carried out looking for markers that differentiate between benignity and malignancy in thyroid FNAs materials, especially in undetermined diagnoses. However, no markers that make this distinction accurately have been found so far. It is therefore essential that there are markers capable of distinguishing such situations. Previous studies that used comparative genomic hybridization by microarray demonstrated that the HMGA2, CLDN10 and LAMB3 genes are considered strong candidates for the distinction between benign and malignant thyroid lesions. The aim of this study was to analyze the immunoexpression of proteins encoded by these genes in FNA specimens classified as AUS, as well as in their respective surgical specimens. For that, FNAs of thyroid nodules performed between 2010 and 2015 at the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp and whose cytopathological reports were diagnosed as AUS were selected. Besides, their respective surgical specimens were analised and compared. Cytological smears were reviewed according to the Bethesda System (2017). The discordant cases went through the opinion of a second reviewer, author of the classification mentioned above. The comparison between the results of the two reviews was significative. After the review, the smears and paraffin sections were submitted to immunocytochemistry and immunohistochemistry reactions, using CLDN10, HMGA2 and LAMB3A proteins. The immunocytochemistry evaluation was inconclusive because only two cases revealed immunopositivity, observed only for HMGA2 protein. In histological evaluation, the CLDN10 protein showed no difference in the immunostaining of benign and malignant conditions. The proteins LAMB3 and HMGA2, on the other hand, revealed, in isolation, that scores of intensity and extension greater than 2 were associated with malignancy. The different marking profiles of each one resulted in the base of six different groups (G0 to G5). In two groups, the associations with malignancy were considerable, being 87.50% for G2 and 83.33% for G5. The G2 staining profile for the LAMB3 antibody is of intensity 4 and extension 3; for HMGA2 and CLDN10 both parameters were 0. The G5 marking profile for LAMB3 is also of intensity 4 and extension 3, but for CLDN10 intensity 1 or 3 and extension 2 or 3 are observed and for the marker HMGA2, intensity 3 and extension 2 or 3 In addition, the design of a model containing variables with significant influence on the diagnosis of malignancy revealed the age and intensity of HMGA2 as protective factors and, as risk factors, intensity of LAMB3 and extension of HMGA2. The review of cases diagnosed as AUS by more experienced pathologists allows a definitive cytological diagnosis for some cases and assists in the screening of cases that need further studies. The execution of a prospective study with the collection of abundant material for the cell block would allow testing these markers in cytology, aiding in the prediction of malignancy for thyroid nodules diagnosed as AUS and better selecting cases fo surgical treatment.
Descrição
Palavras-chave
Câncer de tireoide, Sistema de Bethesda, Atipias de significado indeterminado, Imuno-histoquímica, Imunocitoquímica
Idioma
Português


