Show simple item record

dc.contributor.advisorCoimbra, Renata Maria [UNESP]
dc.contributor.authorYanaga, Thais Watakabe [UNESP]
dc.date.accessioned2017-07-19T16:38:33Z
dc.date.available2017-07-19T16:38:33Z
dc.date.issued2017-06-23
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/151144
dc.description.abstractEste estudo está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual Paulista, campus de Presidente Prudente, mais especificamente à linha de pesquisa Desenvolvimento Humano, Diferença e Valores. O objetivo da pesquisa foi analisar como as ações de inclusão se articulam com processos de resiliência em adolescentes e jovens da Educação Especial, a partir da perspectiva dos alunos e professores. O referencial teórico adotado se refere à abordagem socioecológica, cujos pressupostos dos estudos da resiliência se pautam, principalmente, numa abordagem cultural. Com relação à temática da inclusão, é entendida neste trabalho como um processo que valoriza as diferenças. A pesquisa de abordagem qualitativa foi realizada por meio de dois estudos. O Estudo I consistiu em uma pesquisa documental, no qual se analisou os documentos do IFPR (local em que se desenvolveu a pesquisa), verificando as políticas, princípios e ações constantes sobre a inclusão de alunos da Educação Especial. Esse estudo possibilitou o entendimento e posicionamento da instituição sobre a inclusão e buscou-se, a partir dos dados levantados nos documentos, relacioná-los com as sete tensões da abordagem socioecológica, analisando como as propostas de inclusão poderiam contribuir para o processo de resiliência de alunos da Educação Especial. Baseados nos resultados desse estudo, o Estudo II consistiu em pesquisa de campo, mais precisamente num estudo de caso múltiplo, que se realizou em seis campi do IFPR. Buscou-se analisar a percepção dos professores que davam aula aos alunos da Educação Especial e destes alunos considerados em processo de resiliência sobre as ações de inclusão desenvolvidas no IFPR, como contribuindo para o processo de inclusão e para o bom crescimento dos alunos. As ações de inclusão citadas foram relacionadas com as sete tensões da abordagem socioecológica, verificando de que forma contribuíam para o processo de resiliência. Participaram desse estudo 14 professores, de ambos os sexos e com diversas formações, cujo critério principal foi que ministrassem aula ou desenvolvessem atividades com os alunos da Educação Especial de seu campus. Participaram 12 alunos, sendo quatro surdos, dois com Síndrome de Asperger, um cego, um deficiente visual, um com Síndrome de Down, um com amputação do braço, um com raquitismo, um com mielomeningocele, de ambos os sexos, com idade entre 14 e 28 anos, e considerados em processo de resiliência. Nessa etapa, os professores participantes contribuíram de duas formas. Primeiramente, realizou-se uma conversa coletiva com os professores participantes de cada campus sobre a concepção que estes possuíam sobre “crescer bem”, e de acordo com essa concepção, definiu-se quais alunos da Educação Especial do seu campus apresentavam esse “crescer bem”. A outra etapa consistiu em entrevista semiestruturada realizada individualmente com os professores, em que se buscou levantar as ações de inclusão percebidas pelos professores que contribuíam para o bom crescimento dos alunos da Educação Especial. Com estes alunos, realizou-se a entrevista semiestruturada de forma individual, em que se buscou levantar as ações de inclusão percebidas pelos alunos que contribuíam para o seu crescer bem. Seis dos doze alunos continuaram a pesquisa, por meio do uso dos métodos visuais, em que tiraram de 15 a 20 fotos de momentos, lugares, pessoas no IFPR que representavam algo bom como também algo ruim para eles. As fotos foram analisadas e explicadas pelos próprios alunos para a pesquisadora. A partir das ações de inclusão citadas pelos professores e alunos, por meio das entrevistas e das fotos, estas foram analisadas à luz das sete tensões, verificando por meio de suas resoluções ou não, o favorecimento de processos de resiliência. Os resultados apontaram que poucas ações de inclusão eram desenvolvidas institucionalmente, pois a maioria das ações era realizada por iniciativa própria dos professores e da equipe pedagógica. Porém, por meio dessas ações, a maioria dos alunos da Educação Especial se sentiam incluídos, indicando que tais ações estavam favorecendo processos de resiliência, atuando como ações protetivas, situação que não acontecia com os alunos surdos que, apesar de gostarem de estudar no IFPR, estavam expostos a mais situações de risco, pois nem todas as ações de inclusão os estavam protegendo. E dentro das ações de inclusão citadas, considerou-se que estas não conseguiam favorecer a resolução das tensões Justiça Social e Poder e Controle. Apresentou-se, como meio de favorecer a resolução das tensões e com isso promover ações de inclusão mais protetivas aos alunos da Educação Especial, a consolidação do NAPNE e do AEE pelo IFPR. Espera-se que este estudo colabore para a prática dos membros de instituições escolares que trabalhem com alunos da Educação Especial e suscite novas reflexões no campo educacional, garantindo práticas mais eficazes.pt
dc.description.abstractThis study is linked to the Graduate Program in Education of the Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente campus, more specifically to the Human Development, Difference and Values research line. The objective of the research was to analyze how inclusion actions are articulated with processes of resilience in adolescents and young people in special education, from the perspective of students and teachers. The theoretical reference adopted refers to the socioecological approach, whose presuppositions of the studies of the resilience, are based mainly on a cultural approach. Regarding the theme of inclusion, understood in this work as a process that values the differences. The qualitative approach research was carried out through two studies. Study I consisted of a documentary research, in which the documents of the IFPR (where the research was developed) were analyzed, verifying the policies, principles and constant actions on the inclusion of special education students. This study allowed the understanding and positioning of this institution on inclusion and sought from the data collected in the documents, relate them to the seven tensions of the socioecological approach, analyzing how inclusion proposals could contribute to the resilience process of special education student. Based on the results of this study, Study II consisted of field research, more precisely in a multiple case study, which was carried out in six IFPR campus. The aim of this study was to analyze the perception of the teachers who taught the special education students considered in the process of resilience and these students on the inclusion actions developed in the IFPR as contributing to the inclusion process and to the good growth of the students. The inclusion actions mentioned were related to the seven tensions of the socioecological approach, verifying how they contributed to the resilience process. A total of 14 teachers, both male and female, participated in this study, whose main criterion was to teach or develop activities with special education students on their campus. There were 12 students, four deaf people, two with Asperger's Syndrome, one blind, one visually impaired, one with Down Syndrome, one with amputation of the arm, one with rickets, one with myelomelingocele, of both sexes, between 14 and 28 years, and considered in the process of resilience. At this stage, the participating teachers contributed in two ways. Firstly, a collective discussion was held with the participating teachers of each campus about their conception of "growing well", and according to this conception, it was defined which special education students on their campus had "grow well". The other stage consisted of a semi-structured interview conducted individually with the teachers, in which the inclusion actions perceived by teachers that contributed to the good growth of special education students were sought. With the students we conducted the semi-structured interview on an individual basis, in which we sought to raise the inclusion actions perceived by the students that contributed to their growth well. Six of the twelve students continued the research through the use of visual methods in which they took 15-20 pictures of moments, places, people in the IFPR that represented something good as well as something bad for them. The photos were analyzed and explained by the students themselves to the researcher. From the inclusion actions mentioned by the teachers and students, through the interviews and the photos, these were analyzed in the light of the seven tensions, verifying through their resolutions or not, the favoring of resilience processes. The results showed that few inclusion actions were developed institutionally, since most of the actions were developed by the teachers' own initiative and by the pedagogical team. However, through these actions, the majority of special education students felt included, indicating that these actions were favoring resilience processes, acting as protective actions. This situation was not the case with deaf students, who, although they enjoyed studying at the IFPR, were exposed to more risk situations, because not all inclusion actions were protecting them. And within the aforementioned inclusion actions, it was considered that they could not favor the resolution of Social Justice and Power and Control tensions. It was presented as a means of favoring the resolution of tensions and with this to promote more protective inclusion actions for special education students, the consolidation of NAPNE and AEE by IFPR. It is hoped that this study will contribute to the practice of members of school institutions that work with special education students and elicit new reflections in the field of education, ensuring more effective practices.en
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.subjectProcesso de resiliênciapt
dc.subjectInclusão escolarpt
dc.subjectEducação especialpt
dc.subjectJuventudept
dc.titleInclusão escolar e processos de resiliência em adolescentes e jovens da educação especialpt
dc.title.alternativeSchool inclusion and resilience processes in adolescents and young people in special educationen
dc.typeTese de doutorado
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
unesp.graduateProgramEducação - FCT
unesp.knowledgeAreaEducação
unesp.researchAreaDesenvolvimento Humano, Diferença e Valores
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Presidente Prudente
unesp.embargoOnline
dc.identifier.aleph000889255
dc.identifier.capes33004129044P6
Localize o texto completo

Files in this item

Thumbnail

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record