Publicação: Tempos e espaços sociais: implicações do brincar e jogar com familiares e amigos na educação física escolar
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Data
2020-04-28
Autores
Orientador
Ugaya, Andresa de Souza 

Coorientador
Pós-graduação
Educação Física - FC
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Na sociedade e, consequentemente, nas instituições escolares, encontramos alunos e famílias oriundos de vários tempos e lugares sociais. Para que ocorra um processo de ensino e aprendizagem significativo é preciso que toda comunidade escolar esteja comprometida. Desta maneira, diante desse contexto presente nas escolas, algumas questões pertinentes para essa pesquisa foram levantadas: como aconteciam e acontecem as manifestações dos jogos e brincadeiras no seio familiar dos alunos? Essas manifestações são as mesmas nas diferentes gerações e culturas em relação ao tempo, espaço e aprendizados? É possível uma prática pedagógica que contemple essas manifestações do jogar e do brincar familiar em um processo de ensino e aprendizagem? Diante de tais perguntas, essa pesquisa qualitativa de campo teve como objetivo geral compreender como as brincadeiras e os jogos se inserem em tempos e espaços na construção social e cultural de diferentes gerações. Os objetivos específicos foram: propor uma ação pedagógica que valorizasse a interação família e escola por meio de brincadeiras e jogos; promover espaço para a autonomia dos estudantes e analisar quais foram as implicações desse processo de ensino e aprendizagem. O público participante foi trinta e três alunos de três 6.º anos, com idade entre 10 a 14 anos. Para o levantamento dos dados, foram realizados um questionário de autoaplicação com os alunos e com o responsável escolhido por eles, bem como o diário de campo e as produções realizadas pelos educandos (desenhos, redações e vídeos). Cada família elencou uma brincadeira que a representasse e estas foram vivenciadas pelas crianças. A análise de dados aconteceu por meio de categorias dos conteúdos, ou seja, foi feito um agrupamento de ideias e de expressões com base nas percepções dos participantes. O retorno que os alunos e os familiares participantes dispensaram durante o percurso foi muito relevante. Sem a participação ativa deles, não seria possível o levantamento de tantos dados significativos para a análise. Os resultados nos mostram a contribuição que os diferentes contextos proporcionam para a diversidade cultural, além das trocas de experiências entre as gerações. Algumas mudanças pertinentes aos jogos e às brincadeiras entre os descendentes, bem como os espaços que as crianças utilizam para brincar, foram evidenciados pela pesquisa. Outro fator que merece destaque com os resultados é a importância de aulas contextualizadas e que considerem os alunos os verdadeiros protagonistas do próprio processo de ensino-aprendizagem, tornando esse percurso significativo.
Resumo (inglês)
In society and, consequently, in school institutions, we find students and families from different times and social places. For a meaningful teaching and learning process to take place, the entire school community must be committed. Thus, in view of this context present in schools, some pertinent questions for this research were raised: how did the manifestations of games and play happen in the family of students? Are these manifestations the same across different generations and cultures in terms of time, space and learning? Is it possible a pedagogical practice that contemplates these manifestations of family playing and toying in a teaching and learning process? Faced with such questions, this qualitative field research had the general objective of understanding how games and play are inserted in times and spaces in the social and cultural construction of different generations. The specific objectives were: to propose a pedagogical action that values family and school interaction through games and play; promote space for students' autonomy and analyze the implications of this teaching and learning process. The participating public was thirty-three students aged three to six, aged between 10 and 14 years. To collect the data, a self-application questionnaire was conducted with the students and the person chosen by them, as well as the field diary and the productions made by the students (drawings, essays and videos). Each family listed a game that represented it and these were experienced by the children. Data analysis took place through content categories, that is, a grouping of ideas and expressions was made based on the participants' perceptions. The feedback that the students and their family members spent during the course was very relevant. Without their active participation, it would not be possible to collect as much significant data for the analysis. The results show us the contribution that different contexts provide for cultural diversity, in addition to the exchange of experiences between generations. Some changes pertinent to games and play among descendants, as well as the spaces that children use to play, were highlighted by the research. Another factor that deserves to be highlighted with the results is the importance of contextualized classes that consider students as the real protagonists of the teaching-learning process itself, making this path significant.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português