Dinâmica temporal das trocas foliares de um mosaico vegetacional dos campos rupestres na Serra do Cipó (Minas Gerais, Brasil)

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Data

2022-11-25

Autores

Bruck, Arthur

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O campo rupestre representa uma das vegetações mais complexas e diversas do Brasil. É formado por um mosaico herbáceo-arbustivo, composto por uma rica diversidade de espécies e alto endemismo, sujeito ao fogo e à sazonalidade do clima. Com distribuição principal nas regiões altas da Cadeia do Espinhaço faz fronteira com os biomas da Caatinga ao norte, Cerrado ao oeste, e a Mata Atlântica ao leste. O campo rupestre é afetado por atividades antrópicas relacionadas a introdução de espécies exóticas, extração de recursos minerais e de espécies de interesse econômico. Nesse contexto, estudos sobre a fenologia são essenciais para planejar estratégias de conservação e manejo do ambiente e de seus recursos naturais. A fenologia tem destaque na agenda global de mudanças climáticas ao promover o monitoramento e a previsão de respostas da vegetação. Para a obtenção de dados fenológicos em regiões tropicais, o uso de câmeras digitais tem se mostrado uma ferramenta eficiente. A técnica de fotografias em sequência (digital repeated photograph) permite grande aquisição de dados com alta qualidade e resolução temporal, além de reduzir custos e trabalho em campo, ser de fácil montagem, sendo um método bem estabelecido e aplicado. Neste trabalho, investigamos a fenologia vegetativa de uma série temporal de monitoramento remoto dos campos rupestres da Serra do Cipó (MG). Os objetivos para isso são: (i) processamento e compilação de sete anos de dados; (ii) avaliar as séries temporais de uma paisagem do campo rupestre e as fitofisionomias do mosaico vegetacional, verificando a concordância entre suas métricas fenológicas e seus padrões de sazonalidade; e (iii) acompanhar um evento de fogo ocorrido no decorrer da amostragem, comparando padrões fenológicos e interferências do pré e pós fogo.
The campo rupestre represents one of the most complex and diverse Brazilian vegetations. It is formed by an herbaceous-shrub vegetation mosaic composed by a rich diversity of species and high endemism, subject to fire and climate seasonality. Mainly distributed in the high regions of the Espinhaço Range, it borders the Caatinga biomes to the north, Cerrado to the west, and the Atlantic Forest to the east. The rupestrian field is affected by human activities related to the introduction of exotic species, extraction of mineral resources and species of economic interest. In this context, studies on phenology are essential to plan conservation and management strategies for the environment and its natural resources. Phenology features prominently in the global climate change agenda by promoting monitoring and predicting vegetation responses. To obtain phenological data in tropical regions, the use of digital cameras has been shown to be an efficient tool. The technique called near-surface remote phenology, allows data acquisition of high quality and temporal resolution, reduce costs of field work, easy setup and reduced size. In this work, we investigated the vegetative phenology of a time series of remote monitoring of the rupestrian fields of Serra do Cipó (MG). The goals for this are: (i) processing and compiling seven years of data; (ii) evaluate the time series for the rupestrian landscape and each vegetation mosaic phytophysiognomies, verifying the agreement between their phenological metrics and their seasonality patterns; (iii) and (iii) to follow a fire event that occurred during the sampling, comparing phenological patterns and pre- and post-fire interference.

Descrição

Palavras-chave

Fenologia, Campo rupestre, Mudanças do clima, Fenologia remota próxima, Mudança foliar, Phenology, Rupestrian field, Climatic changes, Near-remote phenology, Leaf exchange

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