Resultado do cuidado pré-natal considerando os diferentes modelos de Atenção Primária

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Data

2018-08-30

Orientador

Parada, Cristina Maria Garcia de Lima

Coorientador

Pós-graduação

Enfermagem - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente estudo teve por objetivo comparar o processo e resultado do cuidado pré-natal considerando-se as Unidades Básicas de Saúde de modelo tradicional e Estratégia Saúde da Família, identificar a influência da qualidade da assistência pré-natal desenvolvida sobre a prematuridade e a situação do aleitamento materno no primeiro ano de vida do lactente prematuro. A tese a ser defendida é que há diferenças no resultado pré-natal quando se consideram os diferentes modelos de atenção, com melhor situação na Estratégia Saúde da Família e que a baixa qualidade pré-natal é fator de risco para prematuridade. Estudo de coorte prospectiva tomou por base a Coorte de Lactentes de Botucatu – CLaB. Utilizou-se amostra intencional de 273 duplas mães/bebês. Os dados foram colhidos em sete momentos. Durante o recrutamento foi realizada entrevista para caracterização das duplas e sobre o processo de atenção pré-natal e nascimento. Nos outros momentos investigou-se a situação do aleitamento materno. A inclusão na coorte ocorreu entre junho de 2015 e janeiro de 2016 e o seguimento foi concluído em janeiro de 2017. Para avaliação da qualidade do pré-natal criou-se escore que variou de zero (pior situação) a sete pontos (melhor situação), a partir de indicadores de processo (início precoce, número de consultas, exames de primeiro e terceiro trimestres, ultrassom precoce, educação em saúde e revisão de parto) propostos pelo Ministério da Saúde. Considerou-se escore baixo quando igual ou inferior à mediana (três pontos). Os indicadores de resultado foram baseados nas condições de nascimento (nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, intercorrências com o recém-nascido no parto, amamentação na primeira hora de vida, internação em Unidade de Terapia Intensiva/Cuidados Intermediários) e do primeiro ano de vida (aleitamento materno exclusivo e aleitamento materno). A avaliação de processo do pré-natal foi realizada por estimativa do risco relativo e a de resultado, por Modelo de Regressão Múltipla de Cox ajustado pelos potenciais confundidores (p<0,20). Para identificar a influência da qualidade da assistência pré-natal desenvolvida sobre a prematuridade, realizaram-se associações bivariadas entre a prematuridade e potenciais confundidores e realizou-se ajuste por regressão logística múltipla. A situação do aleitamento materno foi avaliada pelos testes Qui-quadrado e Exato de Fisher. Em todas as análises, adotou-se p valor <0,05. As gestantes acompanhadas em Unidade de Saúde da Família tinham pior condição socioeconômica e melhor situação de processo, mas não se encontrou diferença nos indicadores de resultado quando comparada às Unidades de modelo tradicional. O risco de prematuridade reduziu em 37% a cada ponto a mais no escore. A situação do aleitamento materno no primeiro ano de vida não diferiu entre prematuros e não prematuros. Conclusão: apesar do processo de atenção pré-natal nas Unidades de Saúde da Família ser mais qualificado, não houve melhor resultado, possivelmente porque nestas as mulheres apresentavam piores condições socioeconômicas. Ficou evidenciada a importância da qualidade da assistência pré-natal na redução da prematuridade. A situação do aleitamento materno está distante das recomendações, assim, ações de promoção a essa prática devem ser realizadas indistintamente para todas as mães e bebês.

Resumo (inglês)

This study aimed to compare the process and the result of the prenatal care considering the traditional Basic Health Units model and Family Health Strategy, identify the influency of the quality of the prenatal assistance carried on the prematurity and the situation of the breastfeeding during the premature first year of life. The hypothesis to be defended is that there are differences in the prenatal results when we take into account the different models of prenatal health care, with a better situation in the Family Health Care and that in a low quality prenatal is a risk factor for prematurity. A prospective cohort study was based on the Infant Cohort of Botucatu – ICB. An intentional sample of 273 mother/baby pairs was used. The data were collected in five moments. An interview for the characterization of the pairs and the prenatal and birth process was carried out during the recruitment. On the other moments the situation of the breastfeeding was investigated. The inclusion of the cohort occurred between June, 2015 and January, 2016 and the follow-up period was concluded in January 2017. For the prenatal quality evaluation a score which varied from zero (worst situation) to seven points (best situation) was created, taking into account some indicators of process (early start, number of visits, first and third quarters exams, early ultrasound exam, health education and review of labour) proposed by the Ministry of Health. It was considered low score when it was equal or below the median (three points). The indicators of the results were based on the birth conditions (premature birth, low birth weight, intercurrences with the newborn at birth, breastfeeding during the first hour of life, hospitalization at the Intensive Care Unit/Intermediary Care) and on the first year of life (exclusive breastfeeding and breastfeeding). The prenatal process evaluation was performed by estimating relative risk and that os the outcome, by Cox Multiple Regression Model adjusted by the potential confounders (p<0,20). To identify the influence of prenatal care quality on prematurity, bivariate associations between prematurity and potential confounders were performed and a multiple logistic regression adjustment was performed. The status of breastfeeding was assessed by Chi-square and Fisher’s Exact tests. In all analysis it was adopted p value <0,05. The expectant mothers assisted by the Family Health Unit had worse socieconomical condition and better situation in the process, but there weren’t find differences in the indicators of results when compared to the traditional model units. The risk of prematurity was reduced in 37% at each point added to the score. The situation of breastfeeding during the first year of life wasn’t different between premature and non-premature infants. Conclusion: although the prenatal assistance process at the Family Health Unit is better qualified there weren’t better results, probably because the women assisted in these units had worse socioeconomical conditions. The importance of the quality during the prenatal assistance process was emphasized for the reduction of prematurity. The situation of breastfeeding doesn’t fully meet the recommendations therefore actions of promotion to this practice must be developed indistinctly for all mothers and babies.

Resumo (espanhol)

El presente estúdio tuvo por objetivo comparar el processo y el resultado del cuidado prenatal considerando las Unidades de Salud de modelo tradicional y Estrategia Salud de la Familia, identificar la influencia de la calidad de la asistencia prenatal desarrollada sobre la prematuridade y la situación de la lactancia materna en el primer año de vida del lactante prematuro. La tesis a ser defendida es que hay diferencias en el resultado prenatal cuando se consideran los diferentes modelos de atención, con mejor situación en la Estrategia Salud de la Familia y que la baja calidad prenatal es fator de riesgo para prematuridad. El estúdio de cohorte prospectiva se basó en la Cohorte de Lactantes de Botucatu – CLaB. Se utilizó una muestra intencional de 273 dobles madres/bebés. Los datos fueron recogidos en cinco momentos. Durante el recrutamento se realióo una entrevista para caracterizar las dobles y sobre el proceso de atención prenatal e nacimiento. En los otros momentos se investigó la situación de la lactancia materna. La inclusión en la cohorte ocurrió entre junio de 2015 y enero de 2016 y el seguimiento se concluyó en enero de 2017. Para la evaluación de la calidad del prenatal se creó una puntuación que varía de cero (peor situación) a siete puntos (mejor sitación), a partir de indicadores de proceso (inicio precoz, número de consultas, exámenes de preimer y tercer trimestres, ultrasonido precoz, educación en salud y revisión de parto) propuestos por el Ministerio de Salud. Se considero escore bajo cuando igual o inferior a la mediana (três puntos). Los indicadores de resultado se basaron en las condiciones de nacimiento (nacimiento prematuro, bajo peso ao nacer, intercurrencias con el recién nacido en el parto, amamantamiento en la primera hora de vida, internación en Unidad de Terapia Intensiva/Cuidados intermedios) y del primer año (lactancia exclusiva y lactancia materna). La evaluación del proceso del prenatal fue realizada por estimación del riesgo relativo y la de resultado, por Modelo de Regresión Múltiple de Cox ajustado por los potenciales confundidores (p <0,20). Para identificar la influencia de la calidad de la asistencia prenatal desarrollada sobre la prematuridad, se realizaron asociaciones bivariadas entre la prematuridad y potenciales confundidores y se realizó ajuste por regresión logística múltiple. La situación de la lactancia materna fue evaluada por las pruebas Qui-cuadrado y Exacto de Fisher. En todos los análisis se adoptó p valor <0,05. Las gestantes acompañadas en Unidad de Salud de la Familia tenían peor condición socioeconómica y mejor situación de proceso, pero no se encontró diferencia en los indicadores de resultado en comparación con las Unidades de modelo tradicional. El riesgo de prematuridad disminuyó en un 37% a cada punto más en la puntuación. La situación de la lactancia materna en el primer año de vida no difirió entre prematuros y no prematuros. Conclusión: a pesar del proceso de atención prenatal en las Unidades de Salud de la Familia ser más calificado, no hubo mejor resultado, posiblemente porque en estas mujeres presentaban peores condiciones socioeconómicas. Se evicenció la importancia de la calidad de la asistencia prenatal en la reducción de la prematuridad. La situación de la lactancia materna está lejos de las recomendaciones, por lo que las acciones de promoción, protección e apoyo a esta práctica deben realizarse para todos los bebés.

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Português

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