O gênero nas ciências da saúde: produção e reprodução de concepções sobre a diferença entre homens e mulheres

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2013

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Tipo

Artigo

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (inglês)

The historical and social process has built models of masculinity and femininity that culminate in standards and norms to be followed by individuals in their social interactions. In recent decades studies based on the discussions that originated in the feminist movement have been investigating how social institutions, including medicine and other health sciences, have established standards of masculinity and femininity throughout the history, nurturing this sexist discourse on common sense and sciences. Social roles are assigned to the genera specifying rigid boundaries of behavior and social control. The notion of the female predisposition to physical and emotional disorders has prompted speculation within academic strands culminating in the creation of specialized medical illness that would prevent the female, the male permeated by notions of endurance and strength has become synonymous of a healthy body, confirming the male domination and the economic and political role of men. This research concerned to study and investigate through semi-structured interviews and content analysis, conceptions of gender and the differences between men and women in reports of 11 health professionals. The results indicate that in large part the conceptions of health professionals reproduce the hegemonic discourse about what being a man and woman. Further research could investigate the relationship between women and men with health care as well the care provided by health professionals

Resumo (português)

O processo histórico e social construiu modelos de masculinidade e feminilidade que culminam em padrões e normas a serem seguidas pelos indivíduos em suas interações sociais. Nas últimas décadas estudos fundamentados nas discussões originadas no movimento feminista têm investigado a forma como as instituições sociais, incluindo aí a medicina e as demais ciências da saúde, estabeleceram ao longo da história padrões de masculinidade e feminilidade, nutrindo o discurso sexista presente no senso comum e nas ciências. Papéis sociais são atribuídos aos gêneros especificando limites rígidos de comportamento e de controle social. A noção da predisposição feminina a distúrbios físicos e emocionais gerou especulações dentro de vertentes acadêmicas culminando na criação de especialidades médicas que prevenissem o adoecimento feminino; o masculino permeado por noções de resistência e força se tornou sinônimo de corpo saudável, ratificando a dominação masculina e o papel político e econômico dos homens. Como objetivo de estudo esta pesquisa buscou investigar, por meio de entrevistas semi-estruturadas e análise de conteúdo, as concepções sobre gênero e as diferenças entre homens e mulheres nos relatos de 11 profissionais da saúde. Os resultados obtidos indicam que em grande parte as concepções dos profissionais da saúde reproduzem o discurso hegemônico sobre o que é ser homem e ser mulher. Novas pesquisas poderão investigar a relação das mulheres e homens com os cuidados em saúde bem como a promoção de cuidado realizada pelos profissionais da saúde.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Mimesis, v. 34, n. 1, p. 63-89, 2013.

Itens relacionados

Financiadores