Avaliação da rebrota de erva baleeira (Varronia curassavica Jacq.) cultivada em Parnaíba, PI e Botucatu, SP, na produtividade de biomassa e teor de alfa-humuleno do óleo essencial

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Data

2017-02-10

Autores

Capaz, Raquel Popolo Silveira [UNESP]

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O presente trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da rebrota na produtividade de biomassa e teor de alfa-humuleno em populações cultivadas de Varronia curassavica Jacq. (Boraginaceae), em diferentes latitudes, nos municípios de Parnaíba, estado do Piauí e Botucatu, estado de São Paulo. Ambas foram cultivadas a partir de sementes da mesma origem. Em Parnaíba, PI, esta avaliação foi realizada em função de adubação orgânica e diferentes tempos de rebrota. O experimento foi instalado em área agrícola do Grupo Centroflora, em condições de campo, sendo o delineamento experimental adotado em blocos casualizados, em esquema fatorial 4 x 2, sendo os fatores adubação (com ou sem adubação) e rebrota (60, 90, 120 e 150 dias de rebrota). Foram utilizadas 50 plantas úteis por tratamento. O espaçamento utilizado foi de 0,60m entre plantas e 2,70m entre linhas, seguindo o padrão de espaçamento já utilizado na produção em escala. Para obtenção das amostras a serem avaliadas, a altura de corte foi padronizada 0,30m acima do solo. As colheitas foram realizadas a partir do corte de uniformização seguido pelos diferentes tratamentos de avaliação de rebrota. A extração do óleo essencial foi realizada imediatamente após cada colheita, por arraste a vapor, sendo o tempo de extração padronizado em duas horas. As análises de determinação de teor de alfa-humuleno foram realizadas por Cromatografia Gasosa (CG). Os resultados encontrados no experimento de Parnaíba sugerem que a adubação orgânica não propiciou maior produtividade em biomassa e teor de alfa-humuleno. No experimento realizado em Botucatu, SP, o delineamento experimental adotado foi de 4 tratamentos, em 5 blocos casualizados, sendo as coletas realizadas 60, 90, 120 e 150 dias após corte inicial de uniformização. O experimento foi realizado a partir de população previamente existente, com plantas adultas (2 anos e três meses de idade), sendo espaçamento entre plantas e entre linhas de 0,60m x 1,80m. Foram utilizadas 10 plantas por tratamento, sendo a coleta das amostras padronizada a 0,90m de altura acima do solo. As extrações de óleo e análises foram padronizadas com o experimento de Parnaíba. A análise de variância, através de regressão quadrática, mostrou diferença significativa para produtividade e teor de alfa-humuleno ao nível de 1% de probabilidade (p<0,01), nos diferentes tempos de rebrota. Em ambos experimentos (Parnaíba, PI e Botucatu, SP), houve a tendência de aumento de produtividade em biomassa conforme o aumento da idade da rebrota. No entanto, os teores de alfa-humuleno foram maiores nos materiais coletados aos 60 dias de rebrota. Os experimentos sugerem que o melhor tempo de rebrota é o de 120 dias, ponto de equilíbrio entre produtividade em biomassa e rendimento de teor de alfa-humuleno. A composição química das diferentes populações, obtida de amostras de óleo essencial com 90 dias de rebrota, apresentou diferenças nas substâncias.

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Palavras-chave

Erva baleeira, Varronia curassavica, Cordia verbenacea, Produtividade, Alfa-humuleno, Adubação orgânica

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