Com que conteúdo eu vou ao currículo que você me convidou? Geografia e história no ensino fundamental

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2011

Autores

Celeste Filho, Macioniro [UNESP]

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

This paper intends to reflect on the search, in the process of teaching formation, of pre-defined contents for the teaching of Geography and History in the series of primary school. This desire for clarity about the appropriated contents for the various series often overshadows the real need to clarify what is the goal of teaching this or that content. It is necessary, in the teacher training, resume and historically contextualize this search for curriculum contents. The risk of prioritizing the discussion about contents is transforming the contents itself into the content goals of education. Reifying the contents contributes to the common process of disconnect teaching from learning. In this case, the educational process becomes a contest of teaching contents, not bothering if these contents were or not learned by the students, which makes education extremely conservative. This phenomenon has it origins in the 1970s, during the curriculum discussions of the various areas of school knowledge. Since then, the concept of didactic transposition has been questioned progressively, in which the curricula were designed as adapted teaching to lower levels of scientific knowledge produced in universities – the place for higher education. The school knowledge, since the 1970s, is considered as autonomous. In other words, knowledge in dialogue with university science, but with typical characteristics of education in school systems. If the curriculum of primary and secondary educations is not the result of the didactic transposition, what content it should be made of? The current paper touches this issue, but subordinates it to most relevant questions about the purposes of learning in inseparable connection with teaching.
O presente trabalho pretende refletir sobre a busca, no processo de formação docente, de conteúdos pré-definidos para o ensino de Geografia e História nas séries iniciais do ensino fundamental. Esta ânsia por clareza em torno dos conteúdos apropriados para as diversas séries freqüentemente ofusca a necessidade realmente prioritária de se esclarecer quais os objetivos que se pretende alcançar com o ensino deste ou daquele conteúdo. É necessário, na formação docente, retomar e contextualizar historicamente esta busca por conteúdos curriculares. O risco que se corre ao priorizar a discussão sobre conteúdos é transformar os conteúdos em si em objetivos do ensino. Reificar os conteúdos contribui para o comum processo de se desconectar ensino de aprendizagem. Neste caso, o processo educacional transforma-se numa gincana de ensinar conteúdos, sendo secundário se eles sejam aprendidos ou não pelos alunos, o que torna a educação em algo extremamente conservador. Este fenômeno tem suas origens, na década de 1970, nas discussão curriculares das diversas áreas do conhecimento escolar. Desde então, progressivamente, questionou-se a concepção de transposição didática, na qual os currículos escolares eram concebidos como adaptação didática para níveis inferiores do saber científico elaborado nas universidades, local do ensino superior. Os saberes escolares, desde a década de 1970, são vistos como autônomos. Isto é, em diálogo com a ciência universitária, mas com especificidades típicas do ensino em sistemas escolares. Se o currículo de ensinos fundamental e médio não é fruto da transposição didática, de quais conteúdos ele deveria ser composto? O atual texto aborda tal questão, mas a subordina a questões mais relevantes sobre os propósitos da aprendizagem em conexão indivisível com o ensino.

Descrição

Palavras-chave

Curriculum, Teaching of geography, Teaching of history, Currículo, Ensino de geografia, Ensino de história

Como citar

Ciência Geográfica, v. 15, n. 1, p. 109-113, 2011.