Abordagem inovadora de método não invasivo para avaliação de fibrose hepática na hepatite C crônica usando biomarcadores sanguíneos.

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Data

2019-02-27

Autores

Lima, Rodrigo Santos

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O vírus da hepatite C (VHC) é responsável por causar hepatite C nas formas aguda ou crônica, sendo a fibrose hepática uma possível consequência da evolução da lesão. Na avaliação da fibrose o método considerado padrão ouro é a biópsia hepática. Com a necessidade de se desenvolver metodologias alternativas à biópsia hepática, escores utilizando biomarcadores séricos têm sido validados, de modo que possam servir para o acompanhamento de indivíduos infectados pelo vírus da hepatite C. Realizou-se estudo retrospectivo, incluindo 94 pacientes portadores crônicos do VHC, genótipo 1, pré-tratamento (naive) ou retratados. Os pacientes foram separados em grupos conforme os resultados da classificação METAVIR dos graus de fibrose (F0 à F4), seja por biópsia hepática ou por elastografia hepática por quantificação de ponto. Além disso, os pacientes foram classificados em grupos de fibrose leve G1 (F1-F2) e fibrose avançada G2 (F3-F4). Metodologias não-invasivas como FIB-4 e APRI foram comparadas ao método denominado FibMaster desenvolvido neste estudo através de análises multivariadas e aprendizado de máquina para elaborar um modelo preditivo de fibrose hepática baseado em variáveis sanguíneas possivelmente associadas ao dano hepático. Os parâmetros estatisticamente mais significantes foram alfa-fetoproteína (AFP), apresentando AUROC de 0.890 para a classificação de fibrose F3-F4 e 0.772 para classificação dos grupos G1-G2, ureia com AUROC de 0.723 para fibrose F2-F3, FIB-4 (AUROC de 0.836 para fibrose F3-F4 e 0.757 para os grupos G1-G2 , e por último o APRI com AUROC de 0.909 para fibrose F3-F4 e 0.648 para os grupos G1-G2. O número absoluto de linfócitos T-CD8+ elevou significativamente a performance do FIB-4, apresentando uma AUROC de 0.921 para fibrose F3-F4, e para o APRI com linfócitos T-CD8+ uma AUROC de 0.913 para a mesma classificação. Este estudo proporcionou uma nova abordagem para a avaliação de fibrose hepática baseada em metodologias não invasivas compostas por biomarcadores sanguíneos. Demonstrou-se que a combinação de escores prévios com novos biomarcadores pode ser uma estratégia relevante para o desenvolvimento de novas metodologias não invasivas.
Hepatitis C virus (HCV) is responsible for causing both acute hepatitis C and chronic form, where the last is commonly associated with liver fibrosis. The evaluation of fibrosis is currently performed mainly through liver biopsy, which is the methodology considered as gold standard in the classification of fibrosis stages. With the necessity of developing new alternative methodologies to hepatic biopsy, scores using serum biomarkers have been validated, thus they can be used to monitor infected individuals with the hepatitis C virus. A retrospective study was carried out including 94 chronic HCV, genotype 1, pre-treatment (naive) or retreated patients. Patients were separated into groups according to the METAVIR classification of degrees of fibrosis (F0 to F4), either by hepatic biopsy or point shear wave-elastography exam. Moreover, patients were classified into groups of mild fibrosis G1 (F1-F2) and advanced fibrosis G2 (F3- F4). Non-invasive methodologies such as FIB-4 and APRI were compared to the method named FibMaster, which was proposed in this study through multivariate analyzes and machine learning, in order to elaborate a predictive model for hepatic fibrosis based on blood biomarkers possibly associated with hepatic injury. The most statistically significant parameters were alpha-fetoprotein (AFP), presenting AUROC of 0.890 for fibrosis classification F3-F4 and 0.772 for the classification of groups G1- G2, urea with an AUROC of 0.723 for fibrosis F2-F3, FIB-4 (AUROC of 0.836 for F3- F4 fibrosis and 0.757 for G1-G2 groups, and finally APRI with an AUROC of 0.909 for F3-F4 fibrosis and 0.648 for G1-G2 groups. The absolute number of T-CD8+ lymphocytes significantly increased the performance of FIB-4, presenting an AUROC of 0.921 for F3-F4 fibrosis, and an AUROC of 0.913 for the APRI with T-CD8+ lymphocytes in the same classification. This study provided a new approach for the evaluation of hepatic fibrosis based on non-invasive methodologies, which was composed by blood biomarkers. This work demonstrated that combining previous scores with new biomarkers could be a relevant strategy for the development of new non-invasive methodologies

Descrição

Palavras-chave

Hepatite C, Biópsia hepática, Biomarcadores, Fibrose hepática, Hepatitis C, Liver biopsy, Biomarkers, Liver fibrosis

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