Nível de conhecimento e prática de atividade física dos profissionais de saúde da atenção básica na cidade de Rio Claro - SP

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Data

2020

Autores

Cruz, Joyce Fernanda da

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Com o aumento do número de inatividade física entre a população é necessário encontrar meios para que essas pessoas se conscientizem sobre a mportância da atividade física e que comecem a praticá-la de maneira a se tornarem ativas. Uma das formas de contato com essa informação é através do aconselhamento vindo de atendimentos realizados por profissionais de saúde da atenção primária, visto que nessa dimensão são priorizadas ações preventivas visando um modelo assistencial de saúde à família. Porém, é necessário analisar: a) se esses profissionais têm um conhecimento suficiente sobre a atividade física de forma que a consideram ou, não, relevante para a saúde; b) se dentro do atendimento há a recomendação para os usuários realizarem atividade física e se os profissionais desenvolvem alguma intervenção dentro da Unidade de Saúde que envolva o movimento; c) verificar o tempo de atividade física dos profissionais destinada a prática de atividade física no lazer e o nível de sua motivação para realizá-la. Dessa forma, o objetivo principal desta pesquisa foi identificar o nível de conhecimento, frequência e importância sobre o conteúdo de atividade física e relacionar com o tempo de atividade física no lazer e a motivação para a prática dos profissionais da atenção primária de saúde. Para atender esses objetivos foram aplicados quatro questionários: o primeiro identificou o perfil desses profissionais; o segundo incluiu perguntas sobre o nível de conhecimento, recomendação e a relevância por parte desses profissionais sobre a atividade física; o terceiro - IPAQ mensurou se o tempo despedido de atividade física praticada por esses profissionais se enquadra nos níveis de recomendação; o quarto - BREQ-3 analisou o nível de motivação dos profissionais de saúde para a prática de exercícios físicos. Participaram 107 profissionais da saúde, atuantes em 4 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 18 Unidades de Saúde da Família (USF), sendo 90,7% do sexo feminino, com média de 39,94+9,42 anos, que trabalham na atenção Primária de Rio Claro - SP. Os principais resultados indicaram que há uma desatualização sobre as recomendações para a prática de AF por parte dos profissionais de saúde, também encontramos que as pessoas fisicamente ativas (>150min/sem) e que possuem uma motivação mais intrínseca para a prática, são as que mais recomendam e consideram a AF importante ou muito importante. Portanto, conclui-se que desenvolver técnicas que favoreçam o profissional de saúde a ter uma motivação mais intrínseca para a prática de AF, pode ser benéfico para si próprio, pois há relação com ser fisicamente ativo e, pode favorecer os usuários de saúde, pois de acordo com os nossos achados, o profissional com motivação mais intrínseca para a prática de AF e fisicamente ativo, tende a acreditar mais na importância de AF, aconselhar mais o conteúdo de AF e desenvolver ações no contexto das Unidades de Saúde.

Descrição

Palavras-chave

Atenção primária à saúde, Pessoal de saúde, Exercício, Profissionais da saúde, Atividade física

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