Efeitos da infecção por Leishmania infantum na morfologia e composição celular do timo de hamster (Mesocricetus auratus)

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Data

2020-12-14

Orientador

Machado, Gisele Fabrino

Coorientador

Pós-graduação

Ciência Animal - FMVA

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A leishmaniose visceral é uma zoonose com significativa diversidade clínica e epidemiológica, causada por várias espécies diferentes do protozoário Leishmania. A maioria das pessoas e cães expostos à leishmaniose não desenvolve doença clínica, o que decorre do padrão de resposta imune desenvolvida pelo hospedeiro, sendo que os mecanismos que direcionam a resposta imune e resultam em suceptibilidade ou resistência a doença ainda não foram completamente elucidados. O fato de o timo ser um órgão linfoide importante no desenvolvimento de células T, que são responsáveis por orientar as respostas imunes dos tipos Th1, Th2, Th17 e Treg envolvidas na resposta à infecção pela Leishmania, faz com que o estudo de parâmetros morfológicos, composição celular e parasitológico no timo, durante o curso da infecção, sejam importantes. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar características morfológicas e a distribuição tecidual das células hematopoiéticas e estromais no timo de hamsters infectados experimentalmente. Para isso foram utilizados 15 hamsters infectados experimentalmente com 107 promastigotas de Leishmania infantum (MHOM/BR/1972/BH46) por via intraperitonel e divididos em três grupos com cinco hamsters, que foram eutanasiados em diferentes tempos pós-infecção, aos 15 (I-15), 60 (I-60) e 120 (I-120) dias. O grupo controle foi constituído por seis hamsters, eutanasiados nos tempos I-15 e I-120. Utilizando técnicas histopatológicas e imuno-histoquímica avaliamos a presença de atrofia, inflamação, alteração morfológica e a distribuição dos tipos celulares do timo. Notamos que após 15 dias de infecção ocorreu um aumento de linfócitos T CD3+ no timo que se normalizou com tempo aos valores de parâmetros normais, e que aos 120 dias de infecção, ocorreu uma redução de linfócitos B CD79a+. Além disso amastigotas intactas de Leishmania estavam presentes em 9/15 hamsters confinada nas regiões medular e corticomedular do timo. Estes achados confirmam que a presença do parasito causa alterações na população celular do timo. Mais estudos são necessários para avaliar o reflexo destas alterações na resposta imune dos animais infectados.

Resumo (inglês)

Visceral leishmaniasis is a zoonosis that presents variable clinical and epidemiological aspects, being caused by several species of the Leishmania protozoan. Most people and dogs exposed to leishmaniasis do not have clinical disease, which results from the pattern of immune responses developed by the host. However, the mechanisms that direct immune responses and result in susceptibility or resistance to the disease have not yet been fully elucidated. The fact that the thymus is an important lymphoid organ in the development of T cells, responsible for guiding the Th1, Th2, Th17 and Treg immune responses involved in the response to Leishmania infection, makes it important to study the morphological, cellular and parasitological composition in the thymus during the course of the infection. Thus, the present study aimed to evaluate the morphological characteristics and tissue distribution of hematopoietic and stromal cells in the thymus of experimentally infected hamsters. For this, 15 hamsters were experimentally infected with 107 promastigotes of Leishmania infantum (MHOM/BR/1972/BH46) intraperitoneally and divided into three groups with five hamsters, which were sacrificed at different times pos-infection in 15 (I-15), 60 (I-60) and 120 (I-120) days. The control group consisted of six hamsters, sacrificed at times I-15 and I-120. Using histopathological and immunohistochemical techniques, we evaluated the presence of atrophy, inflammation, morphological changes and the distribution of thymus cell types. We observed that after 15 days of infection there was an increase in CD3 T lymphocytes in the thymus, which tends to normalize with normal values, according to age, and that at 120 days of infection there is a reduction of CD79a B lymphocytes. These findings confirm that the presence of the parasite causes changes in the thymus cell population. Further studies are evaluated to assess the reflex changes in the immune response of infected animals.

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Português

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