A formulação de uma corrente urbanística: uma (re)visita às teses de Anhaia Mello para São Paulo

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2011

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Resumo

Resumo (inglês)

The present article aims to elaborate an objective analytical panel, initially from the 1920- 1930 when Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello, cathedratic in the urban question, started to quote a series of authors and American plans as references to their reflections, mainly when the point was the verticalization or not at São Paulo City. From a broad bibliographic research with the systematization of the register from the debate between Anhaia Mello, this article intends to point out how the transposition of the urbanistic conceptions to the academic environment happened and, at the same time, the legal normatization of the São Paulo City that resulted in the creation of a draft of the regulations for use and occupation of the soil. The systematizations and analysis were based in a broad reading of the bibliography and documental sources that refer to the proposed theme. The books of the library of FAU-USP, specifically the one from SAGMACS – Sociedade de Análises Gráficas e Mecanográficas Aplicadas aos Complexos Sociais ( Society of Graphical Mechanical-Graphic Analysis Applied to Social Complexes) -, aiming to select papers and the collection of Anhaia Mello´s family, so that a reconstruction of the intellectual and professional journey of the Urbanism Professor. The systematization of the collected data and posterior comparison with the bibliographical study was fundamental for the reconstruction of the reflection of Anhaia Mello about the ways of the urban streets and roads at Sao Paulo City should be lead to on the middle of the XX century having as a guideline the debate between Anhaia Mello – very common on the 1950s for less important countries when dealing with the organization of the size of industrial metropolis. It was possible to identify the crystallization of one urbanistic proposal for the city: the from Anhaia Mello, that bet on the reversion of the metropolitan cycle by stopping the urban growth by the application of the theoretical conception of the garden city.

Resumo (português)

O presente artigo tem por objetivo elaborar um painel analítico, inicialmente, a partir de 1920-1930, quando Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello, catedrático da questão urbana, passa a citar uma série de autores e planos americanos como referência para suas reflexões, sobretudo quando discutiam a verticalização, ou não, da cidade de São Paulo. A partir de amplo levantamento bibliográfico com a sistematização dos registros dos debates conduzidos por Anhaia Mello, o artigo pretende apontar como se deu a transposição de concepções urbanísticas para o meio acadêmico e, ao mesmo tempo, jurídico-normativo da cidade de São Paulo, resultando na criação de arcabouço regulador do uso e da ocupação do solo. As sistematizações e análises foram fundamentadas em amplo levantamento de bibliografia e de fontes documentais referentes ao tema proposto. Acessamos o acervo da biblioteca da FAU-USP, especificamente o da SAGMACS – Sociedade de Análises Gráficas e Mecanográficas Aplicadas aos Complexos Sociais -, com a finalidade de selecionar documentos e o acervo da família Anhaia Mello, com o objetivo de reconstruir a trajetória intelectual e profissional do urbanista e catedrático. A sistematização dos dados coletados nesses acervos, confrontados com o levantamento bibliográfico, foi fundamental para a reconstrução das reflexões de Anhaia Mello acerca dos rumos que o desenvolvimento da malha urbana da cidade de São Paulo de meados do século XX deveria tomar. Tendo como fio condutor os debates desencadeados por Anhaia Mello – característico dos anos 1950 nos países periféricos a respeito da organização e do porte das metrópoles industriais -, foi possível identificar a cristalização de uma proposta urbanística para a cidade: que apostava na reversão do ciclo metropolitano por meio da contenção do crescimento urbano via aplicação da concepção teórica da cidade-jardim.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Sociedade e Território, v. 23, n. 2, p. 125-145, 2011.

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