Fräulein Else /Amar, Verbo Intransitivo: vanguardas e processo interliterário

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2012-01-11

Orientador

Cairo, Luiz Roberto Velloso

Coorientador

Pós-graduação

Letras - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Não passa despercebido ao leitor das obras Amar, verbo intransitivo (1927) de Mário de Andrade, e Senhorita Else (Fräulein Else) (1924) de Arthur Schnitzler, que tanto Elza, protagonista da primeira, quanto Else, da segunda, ambas germânicas, representam uma mesma crise de identidade. Seja na sociedade austríaca ou na brasileira, ao final da leitura fica claro ao leitor que liberadas dos papéis e identificações que a sociedade lhes impôs, as protagonistas se revelam como mulheres que procuram alternativas para suas vidas, num processo de reformulação constante. As razões e justificativas que norteiam a elaboração desta pesquisa partem, de um lado, da constatação de semelhanças entre as protagonistas das duas obras, particularmente o fato das duas serem representantes femininos da sociedade de língua e cultura germânica da época, e de outro lado da justificativa para as maneiras distintas de como estas “estórias” são realizadas literariamente. A literatura comparada, ultrapassando os limites impostos pela simples identificação de fontes e influências, ocupa-se na contemporaneidade com a questão da compreensão e elucidação do texto literário através da justaposição de obras de um mesmo autor ou de obras de autores diferentes. Desta forma, o objetivo final deste trabalho não é a procura de “influências”, mas sim o esclarecimento de uma obra como resultado de sua aproximação à outra, neste caso, tanto do monólogo interior de Schnitzler ao idílio de Mário de Andrade quanto vice-versa

Resumo (inglês)

It is noticeable to the reader of Arthur Schnitzler’s Fräulein Else (1924) and Mário de Andrade’s Amar, verbo intransitivo (1927) that the principal characters in both works are representative of a similar identity crisis. If it happens in the Austrian or Brazilian society of the time makes no difference to the fact that at the end of the works the reader can clearly grasp that the two women have chosen alternative paths to their lives, liberating themselves from the constraints that their background imposed on them. The reasons and justifications that served as basis for this research are the facts that although the main characters of both works are feminine representatives of the German society and culture of the time and are faced with similar problems, their tales are told, literarily speaking, in completely different ways, for some reason. In keeping with the contemporary understanding of comparative literature, the final intention of the present work is not the search of “influences” as such, but to achieve a better understanding of a literary work by juxtaposing it to another, in this case Schnitzler’s interior monologue to Mário de Andrade’s idyll

Descrição

Idioma

Português

Como citar

GARCIA, Luiz Fernando. Fräulein Else /Amar, Verbo Intransitivo: vanguardas e processo interliterário. 2012. 92 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, 2012.