Pimentas na periferia metropolitana: reflexões acerca do estigma territorial e de suas contradições

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Data

2022-03-18

Orientador

Sposito, Maria Encarnação Beltrão
Legroux, Jean Adrien José

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Geografia - FCT

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

As formas de produção e apropriação do espaço, sob o capitalismo, pautam-se fortemente nas desigualdades sociais e econômicas, revelando-se como diferenciação socioespacial de múltiplos matizes. Em sociedades como a brasileira, a produção do espaço urbano reflete de modo ainda mais profundo, as dinâmicas de diferenciação e de desigualdades. Esse cenário resulta em processos como o de estigma territorial que, com a pobreza associada ao avanço da ‘marginalidade’, tende a repercutir em territórios isolados e circunscritos. No caso brasileiro, esses territórios estão associados à periferia das grandes metrópoles que são vistas como áreas pobres e, consequentemente, violentas. O estigma territorial é entendido como um conjunto de conteúdos e discursos de descrédito atributos a um determinado território, que por meio do caráter homogeneizador se constitui como uma forma de violência simbólica, degradando a imagem e as representações do território estigmatizado e de seus moradores. O objetivo dessa monografia é discutir e realizar uma leitura acerca da construção de um conjunto de conteúdos atribuídos ao distrito dos Pimentas, no município de Guarulhos, que contribuíram (ou não) para a estigmatização territorial da área e de seus moradores. Com isso, foram adotados procedimentos metodológicos que fundamentaram a análise do estigma territorial, por meio da realização de trabalhos de campo, do levantamento e análise bibliográfica, da seleção e análise de artigos de jornais do “O Estado de S. Paulo” e de memes pelas páginas “GRU MIL GRAU” e do “GUARUTROLLS”. Além disso, a monografia apoia-se na realização e análise de entrevistas com citadinos dos Pimentas e de outras áreas de Guarulhos e de Grupos Focais, com mulheres de dois conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida no Pimentas.

Resumo (inglês)

The forms of production and appropriation of space, under capitalism, are strongly based on social and economic inequalities, revealing themselves as socio-spatial differentiation of multiple nuances. In societies like Brazil, the production of urban space reflects even more deeply the dynamics of differentiation and inequalities. This scenario results in processes such as territorial stigma which, with poverty associated with the growth of 'marginality', tends to have repercussions on isolated and circumscribed territories. In the Brazilian case, these territories are associated with the periphery of large metropolises that are seen as poor and, consequently, as violent areas. Territorial stigma is understood as a set of discrediting contents and discourses, assigned to a given territory, which through its homogenizing character constitutes a form of symbolic violence, that degrade the image and representations of the stigmatized territory and its residents. The objective of the present work is to discuss and carry out a reading about the construction of a set of contents attributed to the district of Pimentas, in the municipality of Guarulhos, which contributed (or not) to the territorial stigmatization of the area and its residents. To do that, methodological procedures were adopted that supported the analysis of territorial stigma, through fieldwork, survey and bibliographic analysis, selection, and analysis of newspaper articles from "O Estado de S. Paulo" and memes. through the “GRU MIL GRAU” and “GUARUTROLLS” pages. In addition, this work is based on the conduction and analysis of interviews with citizens from Pimentas and other areas of Guarulhos and from Focus Groups, with women from two housing projects of the Minha Casa Minha Vida public housing program in Pimentas.

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Idioma

Português

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