Tratamento endovascular das oclusões sequenciais da carótida na fase aguda do acidente vascular isquêmico: revisão sistemática e metanálise proporcional.

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Data

2018-02-28

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Objetivo. A presente revisão se propõe a comparar a eficácia e segurança da angioplastia com stent versus angioplastia percutânea transluminal nas lesões sequenciais através dos desfechos: taxa de abertura do vaso (TICI 2b/3), evolução neurológica (mRs < 2) e taxa de hemorragia sintomática (hematoma grau II). Método. Utilizando como base de dados o PubMed, Scopus, Embase, SciELO/LILACS e outros, a presente revisão sistemática foi realizada até setembro de 2017 com base no PICO: (P) Pacientes com oclusão sequencial da carótida na fase aguda do AVCi tratados ou não com fibrinolítico endovenoso, (I) Angioplastia com stent, (C) Angioplastia percutânea transluminal, (O) TICI, mRs e hemorragia sintomática. As seguintes palavras chaves foram utilizadas: Stroke, Carotid Artery Injuries, Angioplasty, Stent and Safety. Aos artigos encontrados, os critérios de seleção do PRISMA foram aplicados, sendo realizada a análise qualitativa através do cheklist do NIH for before-after studies with no control group e a análise quantitativa através do programa Statdirect. Resultados. Identificados 228 artigos que após ajustes e exclusões restaram 29 para a análise qualitativa e quantitativa. TICI após CAS 0,76 (95% CI = 0,72 a 0,79); I2 = 36,9% versus PTA 0,71 (95% CI = 0,61 a 0,81); I2= 28,5%. mRs < 2 em 90 dias após CAS 0,47 (95% CI = 0,43 a 0,51) ); I2 = 3% versus PTA de 0,46 (95% CI = 0,36 a 0,57) ); I2 = 18,7%. Taxa de hemorragia sintomática após CAS 0,08 (95% CI = 0,06 a 0,10); I2 = 5,3%) versus PTA 0,06 (95% CI = 0,02 a 0,13) ); I2 = 35,5%, sem diferença estatística em todos os desfechos. Outras análises de subgrupo foram realizadas com o uso de antiagregantes e rtPA endovenoso. Conclusão. A angioplastia com stent é tão efetiva e segura quanto a angioplastia percutânea transluminal nos desfechos: taxa de abertura do vaso TICI 2b/3, mRs < 2 e hemorragia sintomática. Ensaio clínico randomizado é mandatório para esclarecer essas e outras questões.
Objective: Compare carotid angioplasty and stent (CAS) versus percutaneous transluminal angioplasty (PTA) measuring the efficacy and safety through Thrombolysis in Cerebral Infarction scale (TICI 2b/3), modified Rankin scale (mRs <2) and symptomatic haematoma (PH2). Method: Using the PubMed and others database, we searched for articles publish until setember 2017. The PRISMA criteria was used and rigorous eligibility were applied. The article quality was assessed by a checklist of “Quality Assessment Tool for Before-After (Pre-Post) Studies With No Control Group published" by NIH and proportional meta-analysis was performed by Statdirect software. Results: 228 articles were identified from the databases, after adjustments due to duplicates and submitted to the eligibility criteria, 29 articles with 1339 patients remained for the qualitative and quantitative analysis. TICI 2b/3 value after CAS was 0,76 (95% CI = 0,72 to 0,79); I2 = 36,9% versus PTA 0.71 (95% CI = 0.61 to 0.81); I2= 28,5%, mRs < 2 in 90 days after CAS 0.47 (95% CI = 0.43 to 0.51) ); I2 = 3% versus PTA 0.46 (95% CI = 0.36 to 0.57) ); I2 = 18,7% and symptomatic haematoma 0,08 (95% CI = 0,06 to 0,10) ); I2 = 5,3% versus PTA 0,06 (95% CI = 0,02 to 0,13); I2 = 35,5% showed no statistical difference. Other analyses of subgroups were done, including the effect of tPA with antiplatelet drugs. Conclusion: CAS is effective and safe when compared to PTA in the outcomes TICI 2b/3, mRs < 2 and PH2. A randomized clinical assay is mandatory to clear out these and other questions with greater evidence level.

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Palavras-chave

stroke, carotid artery injuries, angioplasty, stent, safety

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