Análise das relações de trabalho e renda em assentamentos de reforma agrária nas regiões norte, sul e metropolitana de Porto Alegre e Sul - RS

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Data

2016-03-23

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

A agricultura capitalista brasileira sempre esteve voltada para atender as demandas do mercado externo, apoiada em pilares que cumprem função de oferecer matéria-prima e disponibilizar mão de obra barata para a indústria. Estes pilares estão baseados na concentração da terra, no modelo agroexportador, na expropriação camponesa e na exploração do trabalho. Este modelo de produção intensifica a utilização do solo e o uso descontrolado de agrotóxicos, preocupando-se, exclusivamente, com a produtividade e o lucro. Na pós-revolução verde, o modelo capitalista de produção proporcionou inovações tecnológicas no campo com a introdução de novos insumos agrícolas, máquinas modernas e modificação genética das sementes. Porém, estas mudanças agrícolas somente se viabilizaram, pois os grandes latifundiários se apoderaram de créditos públicos subsidiados. Por outro lado, a agricultura não capitalista, baseada no trabalho familiar, ocupando áreas periféricas no meio rural e com baixa inovação tecnológica, é a principal responsável pela produção de alimentos e dos empregos no campo. Os camponeses utilizam a terra para produzir sua subsistência, bem como produzir alimentos para o conjunto da sociedade. A pesquisa mostrou que as áreas de reforma agrária contribuem para a produção de alimentos nos diferentes aspectos, seja para subsistência das famílias assentadas, seja para produção, industrialização e comercialização de alimentos para a população rural e urbana. No entanto, existem contradições no modelo de produção as quais muitas famílias continuam inseridas na lógica capitalista da produção de commodities. Todavia, a produção camponesa está subjugada ao mercado capitalista que se apropria da renda produzida. A pesquisa em questão apresentou elementos da renda camponesa com base na produção para a subsistência das famílias e para o mercado, apontando que o processo de industrialização dos produtos agrícolas ainda é incipiente e que a agregação de renda é fundante para manter os camponeses inseridos na base produtiva e para a resistência do camponês enquanto sujeito social. Diante disso, viu-se que, mesmo nas áreas de assentamento, a renda camponesa é considerada insuficiente para sua reprodução. Para tanto, a diversificação na produção para a subsistência garante a resistência dos camponeses perante o modelo capitalista de produção, porque sem esta produção o campesinato estará cada vez mais subjugado às leis do capital, sendo desterritorializados dos seus meios de produção.
The Brazilian capitalist agriculture always was geared to meet the demands of the foreign market, supported by pillars that meet function to provide raw materials and available labor, cheap labor industry. These pillars are based on the concentration of land in the agro-export model, the peasant expropriation and exploitation of labor. This production model intensifies land use and the uncontrolled use of pesticides, concerns itself exclusively with productivity and profit. Green post-revolution the capitalist model of production provided technological innovations in the field, with the introduction of "new" agricultural inputs, modern machinery and genetically modified seeds. But these agricultural changes only if "made possible" because the big landowners took possession of subsidized public loans. On the other hand, the non-capitalist agriculture based on family labor, occupying peripheral areas in rural areas and with low technological innovation is primarily responsible for food production and jobs in the field. The farmers use the land to produce their livelihoods and produce food for the whole of society. The research presented here shows that the areas of land reform contribute to the production of food in different ways, be it for subsistence of settlers, as for production, processing and marketing of food to rural and urban population. However there are contradictions in the production model which many families are still inserted into the capitalist logic of production of commodities. However peasant production is subjugated to the capitalist market which appropriates the income produced. The research in question has elements of peasant income based on production for the livelihood of families and to the market. It points out that the process of industrialization of agricultural products is still in its infancy and that the aggregation of income is foundational to keep the peasants entered the production base and the peasant resistance as a social subject, because even in the settlements peasant income is considered insufficient for their reproduction. We point out that diversification in production for subsistence guarantees the resistance of peasants to the capitalist mode of production, for without this production the peasantry is increasingly subdued the laws of capital, and deterritorialized of their means of production.
La agricultura capitalista brasileña siempre estuvo vuelta para atender las demandas del mercado externo, apoyada en pilares que cumplen función de ofertar materia prima y disponibilidad de mano de obra barata la industria. Estos pilares están basados en la concentración de la tierra, en la plantilla agroexportador, en la expropiación campesina y en la explotación del trabajo. Esta plantilla de producción intensifica la utilización del suelo y el uso descontrolado de pesticidas, se preocupa exclusivamente con la productividad y el logro. Post-revolución verde la plantilla capitalista de producción proporciono innovaciones tecnológicas e en el campo, con la introducción de “nuevos” insumos agrícolas, máquinas modernas y modificación genética de las semillas. Sin embargo estos cambios agrícolas solamente se “viabilizaron”, pues las grandes tierras tenientes se apoderaron de créditos públicos subsidiados. Por otro lado a la agricultura no capitalista basada en el trabajo familiar, ocupando áreas periféricas en medio rurales y con baja innovación tecnológica es la principal responsable por la producción de alimentos y de los empleos en el campo. Los campesinos utilizan la tierra para producir su subsistencia, así como producir alimentos para el conjunto de la sociedad. La investigación aquí presentada apunta que las áreas de reforma agraria contribuyen para la producción de alimentos en los diferentes aspectos, sea ella para subsistencia de las familias asentadas, como para producción, industrialización y comercialización de alimentos para la población rural y urbana. Sin embargo existen contradicciones en la plantilla de producción el cual muchas familias continúan insertadas en la lógica capitalista de la producción de commodities. Sin embargo la producción campesina esta subyugada al mercado capitalista el cual se apropia de la renta producida. La investigación en cuestión presenta elementos de la renta campesina con base en la producción para la subsistencia de las familias y para el mercado. Apunta que el proceso de industrialización de los productos agrícolas a un es incipiente y que la agregación de renta es fundante para mantenerlos campesinos insertados en la base productiva y para la resistencia del campesino mientras sujeto social, pues, aún en las áreas de asentamiento la renta campesina es considerada insuficiente para su reproducción. Destacamos que la diversificación en la producción para la subsistencia garante la resistencia de los campesinos ante la plantilla capitalista de producción, pues sin esta producción el campesinato estará cada vez más subyugado las leyes del capital, siendo desterritorializados de sus medios de producción.

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Palavras-chave

Renda territorial, Produção de alimentos, Relações de trabalho, Campesinato, Reforma agrária, Modelo de desenvolvimento agrícola, Movimentos socioterritoriais, Income, Food production, Labor relations, Peasants, Agrarian reform, Agricultural model, Socio-territorial movements, La renta territorial, La producción de alimentos, Las relaciones laborales, Campesinado, Reforma agraria, Modelo de desarrollo agrícola, Movimientos socioterritoriales

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