Padrões de desigualdades em cidades paulistas de porte médio: a agenda das políticas públicas em disputa

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Data

2006-11-20

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Este trabalho procura elaborar um conhecimento a respeito de desigualdades sociais e territoriais, ainda pouco estudas, em realidades urbanas não metropolitanas. Para tanto, são analisadas cinco cidades de porte médio paulistas: Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto. O arcabouço teórico é dado pelo conceito de exclusão social, em suas características multidimensionais e relacionais, acionado para dar conta de uma realidade em que as distâncias sociais e geográficas, no interior das cidades, são estabelecidas em função de múltiplos critérios que demarcam posições e hierarquias socialmente construídas. Através da elaboração de categorias e grupos sócio-ocupacionais, discriminando variáveis de renda, e escolaridade e subsidiariamente de cor/raça e gênero, articulados a mapas de localização de áreas de inclusão/exclusão social, onde aquelas categorias e grupos são também localizados, procura-se revelar a permanência da desigualdade como fator a explicar estes territórios uma vez que se os anos 90 foram efetivamente anos de grandes e profundas transformações que ainda impactam todos os âmbitos da vida social, tais transformações apenas ratificaram e aprofundaram um padrão de organização que cumpre um papel mais amplo no contexto da realidade brasileira e paulista: a convivência articulada e forçadamente harmoniosa entre desigualdades profundas e que se aprofundam e a abertura permanente para cumprir sempre novos papéis, reais e simbólicos, como espaços da qualidade de vida e da ordem.
This work aims at providing some knowledge about the social and territorial inequalities, not yet studied in depth, in non-metropolitan urban realities. Therefore, five medium-sized cities in São Paulo state are analyzed: Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente and São José do Rio Preto. The theoretical framework is based on the concept of social exclusion, considering its relational and multidimensional characteristics, used to support a reality in which the geographic and social distances within the cities are established by several criteria that delimit positions and socially built hierarchies. By defining categories and socio-occupational groups determining variables of income, schooling and, subsidiarily, color/race and gender articulated to maps in which social inclusion/exclusion areas are located, and where such categories and groups are also included we reveal the inertion of inequality as an element to explain such territories. If the nineties were actually years of great and deep changes which still impact all aspects of social life, such changes just confirm a standard of organization that plays a broader role in the context of Brazilian and São Paulo state realities: the articulate and forcedly harmonious interaction between deep and deepening inequalities and the permanent overture to accomplish new roles, real and symbolic, as spaces of life quality and of order. Finally, all this discussion just makes sense if we consider the processes of formulation, implementation and valuation of public policies, qualifying a knowledge that shows the increasing inequalities present in medium-sized cities, and not only in the metropolis, which demand specific public policies to those realities.

Descrição

Palavras-chave

Geografia, Planejamento urbano, Isolamento social, Espaço geográfico, Public policies, Social exclusion, Medium-sized cities urban planning, Urban planning

Como citar

MELAZZO, Everaldo Santos. Padrões de desigualdades em cidades paulistas de porte médio: a agenda das políticas públicas em disputa. 2006. 222 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006.